sexta-feira, 1 de agosto de 2025

2 Timóteo 2.24

    

2 Timóteo 2.24 “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;”

 

“E ao servo do Senhor não convém contender,”

No contexto das epistolas pastorais, via de rega, a expressão: “servo do Senhor” é mais aplicada aos ministros da Palavra, ou aos líderes das igrejas. Doulos é a palavra grega comumente usada para um “escravo”, mas a maioria das traduções optou pelo termo “servo”. Doulos é aquele que, seu “único compromisso é com o Senhor”. Não há chamado maior do que ser um servo do Senhor: “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor” (Deuteronômio 34:5).

O servo de Deus é um indivíduo que é chamado para edificar vidas em vez de contender. A contenda abre feridas, em vez de cicatrizá-las. Concordo, porém, com Stott quando ele diz que Paulo não está aqui proibindo todo tipo de controvérsia. Quando a verdade do evangelho estava sendo cruelmente atacada, o próprio Paulo se tornou um ardoroso apologista (Gálatas 2.11-14) e ordenou que Timóteo fizesse o mesmo (1 Timóteo 6.12). Porém, a combinação de especulações não bíblicas com polêmicas despidas de amor tem causado grandes danos à causa de Cristo.

Não raro, nas igrejas, aparecem irmãos, que possuem cursos de Teologia, ou de outras áreas acadêmicas, os quais levantam argumentos pessoais contra doutrinas já consagradas ou estabelecidas ao longo dos anos nas igre­jas cristãs. Nada temos contra esses cursos, pois, pela graça de Deus, possuímos alguns deles, que muito têm enriquecido nosso ministério de ensino. Mas referimo-nos a ensinadores presunçosos, que procuram angariar simpatia de grupos de crentes para si, a fim de formarem uma facção dissidente no meio dos irmãos.

Esses quanto confrontados pela liderança local, tornam-se opositores velados ou declarados, e, muitas vezes, conseguem fazer dissensões ou divisões. Tais “doutores” andam na contramão do Salmo 133, que diz que é “bom e suave que os irmãos vivam em união”. Discordar de algo que merece reparos é natural, mas provocar dissensão e contenda não é coerente com o amor cristão.

Diante desses fatos, Paulo exorta a Timóteo a evitar tais contendas e litígios, envolvendo a doutrina, e as provocações dos contendores que surgem no meio da igreja local. Conselho sábio, de um pastor experiente, culto e bem firmado na sã doutrina cristã, a um jovem obreiro, que ainda teria muito o que aprender, ao longo dos anos de seu ministério.

 

“... mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;”

Paulo apresentou uma descrição abrangente do servo do Senhor, detalhando como um pregador deve interagir com a irmandade, especialmente com os que se opõem a ele e com os que estão cometendo erros.

Aquele que serve ao Senhor deve ser manso para com todos. Diz provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15.1). Outras traduções preferiram as palavras “brando” ou “amável”. Essa palavra grega é “usada freqüentemente pelos escritores para caracterizar a atitude de uma ama com crianças irritadiças ou de um professor com alunos refratários, ou para aludir a pais em relação aos seus filhos”. O servo do Senhor deve ser “afável, de fácil diálogo, de conduta acessível, não irritável, [nem] intolerante, [nem] sarcástico, nem burlesco, nem mesmo para com os que o prejudicam”.

A passagem instrui a ser “manso para com todos”. Não é uma ordem simples; é mais fácil ser brando ou amável com algumas pessoas do que com outras. No entanto, devemos ser amáveis com quem gostamos e com quem não gostamos. Devemos ser amáveis com os amigos e com os inimigos. Devemos ser amáveis com as pessoas próximas a nós e com os estranhos. “Ser amável para com todos” (NVI).

O próximo requisito é uma repetição de uma das qualificações dos presbíteros: aptos para instruir. Se um homem não sabe instruir ou ensinar, ele não deve ficar à frente de uma classe ou no púlpito. Essa habilidade é um resultado natural de um obreiro que aprendeu a manejar bem a palavra da verdade: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).

Paulo citou a seguir “sofredor” ou “paciente”. O texto original contém uma palavra composta, que significa “suportar pacientemente". Refere-se a “suportar o mal sem ressentimento”, sendo “paciente” e “tolerante”. Essa é outra ordenança mais fácil de ser dita do que obedecida. Quando injustiçados, queremos atacar, ferir os outros como eles nos feriram; mas Paulo instruiu a sermos “pacientes” quando injustiçados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_02.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE AGOSTO DE 2025 (1 João 3:18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
1 DE AGOSTO DE 2025
AMANDO DE CORAÇÃO

1 João 3:18 “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

 

“Meus filhinhos,”

 A palavra, Filhinhos, sugere tanto a idade avançada do autor como o terno e afetuoso relacionamento que havia entre ele e seus leitores. Estes são simplesmente “teknia”, “filhinhos”, em 2:12,28; 3:7,18; 4:4; 5:21. Essa palavra grega ocorre no evangelho de João a partir dos lábios de Jesus, em (João 13:33) “ Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora “.

 

“... não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade.”

O amor fraternal revela um coração compassivo. A compaixão nasce do amor fraternal. Por isso, não pode haver compaixão onde não há amor fraternal. Compaixão é a capacidade de sentir a necessidade do outro o suficiente para fazer algo a respeito. Compaixão é mais ação do que palavras; resulta do amor de Deus que habita no coração (João 3:17).

O cristão compassivo não só vê a necessidade do outro, mas também a supre. João disse: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (3:17). A compaixão cristã segue uma trajetória definida: habilidade, consciência, ação. O que fazemos para ajudar um irmão é mais importante do que o que dizemos.

O amor que temos pelos nossos irmãos reflete a nossa devoção a Deus. Esse amor anuncia a nossa conversão a Cristo, o nosso compromisso com o exemplo de Cristo e a nossa compaixão pelos outros. As manifestações externas do amor refletem os compromissos internos da alma.

Certo garotinho foi mandado até uma mercearia para comprar uma dúzia de ovos. Feita a compra, pôs-se a voltar para casa. No caminho, o menino acidentalmente caiu e quebrou quatro ovos. Em sua mente, voltar para casa com quatro ovos quebrados era impensável! Tudo o que fez diante daquela situação foi sentar-se ao lado dos ovos quebrados e chorar.

Nisto, um homem veio andando. Vendo a situação do menino, expressou sua tristeza e prosseguiu. Outro homem também passou por ali. Vendo a necessidade, parou, entregou uma moeda de cinquenta centavos ao menino e disse: “Pegue e vá comprar mais quatro ovos”. As ações do segundo homem revelaram seu coração compassivo.

Você é uma pessoa compassiva? Examine suas ações em relação à necessidade alheia!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/02/1-joao-521.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf


quinta-feira, 31 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE JULHO DE 2025 (Mateus 22:39)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE JULHO DE 2025
AMANDO O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS

Mateus 22:39 “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

 

“E o segundo, semelhante a este, é:”

Jesus responde ao fariseu que lhe pergunta acerca do maior de todos os mandamentos. Diz Ele, com efeito, O maior mandamento da lei e o que vem em primeiro lugar na lei, e se acha em Deuteronômio 6.5: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. Pois, Deus deve ser amado sem reservas e com toda a capacidade do ser.

Mas há um segundo mandamento, corolário do primeiro e análogo a ele, pois também faz do amor o motivo dominante:   O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Pois, um homem não pode amar a Deus num sentido real sem amar também a seu próximo, feito como ele à imagem de Deus: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: Que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (1 João 4:20,21).

O Decálogo, composto de duas pedras contendo os dez grandes mandamentos e estas resumem os 613 preceitos, Jesus resumiu as duas pedras em dois grandes mandamentos. “Amar a Deus acima de todas coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Desta forma, Jesus evoca a verticalidade e a horizontalidade dos mandamentos, sendo a verticalidade, a expressão do nosso amor e devoção a Deus e a horizontalidade, a nossa expressão e amor ao próximo.

 

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Essa citação é de Levítico 19:18 na Septuaginta: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Na passagem correspondente em Lucas, Jesus definiu “próximo” como alguém em necessidade a quem o outro tem condição de ajudar (Lucas 10:29–37). O individualismo e o egoísmo nos nossos dias têm dificultado, e até impedido, gestos de amor ao próximo, até mesmo entre cristãos.

Se cultivarmos um relacionamento correto com Deus, não teremos problemas com seus mandamentos. O amor é a base para a obediência. Na verdade, a Lei como um todo se resume no amor: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13.8-10).

Se amarmos a Deus, amaremos nosso próximo; e se amarmos nosso próximo, não faremos nada para prejudicá-lo. Aos gáltas Paulo escreveu que esse mandamento por si só cumpre a Lei: "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Gálatas 5:14).

Outros mestres judeus, tanto antes como depois de Cristo, enfatizaram o tratamento devido a outros semelhantes. O rabino Hillel resumiu a Lei com uma forma negativa da regra de ouro: “O que é odioso para você, não faça ao seu próximo”. O rabino Akiba disse que “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é “o grande princípio da Torá”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://ebdcomentada.com/central-gospel-2o-trimestre-2020-21-06-2020-licao-12-o-maior-de-todos-os-mandamentos-amor/

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201210_02.pdf

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

 

quarta-feira, 30 de julho de 2025

1 Coríntios 6:5

    

1 Coríntios 6:5 “Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

 

“Para vos envergonhar o digo.”

O apóstolo achou irônico os coríntios agirem como se fossem incapazes de emitir sábios julgamentos quando surgiam conflitos entre irmãos. No caso dos partidos e facções, eles haviam demonstrado uma exacerbada opinião com base na própria sabedoria: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos” (1 Coríntios 3:18-20).

Onde foi parar essa sabedoria presunçosa? Por que ela tinha sido tão abundante nas discussões filosóficas, mas tão escassa na questão prática de resolver disputas? O apóstolo esperava que exercessem sabedoria no que diz respeito à vida da igreja.

Entre os dons espirituais que Paulo viu naqueles crentes estava o bom julgamento que poderia guiá-los quando surgissem disputas. Alguns, evidentemente, tinham o dom de “governo” ou de administração: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Coríntios 12:28). Esse termo sugere a capacidade de conduzir, tal como um piloto de navio dirige uma embarcação num curso seguro.

A recusa de quem possuía esse dom em aceitar tal responsabilidade punha em dúvida a sua fé. Irmãos sábios não deveriam hesitar em emitir julgamentos quando a igreja precisasse deles. Se a igreja carecia de homens sábios ou se recusava seguir os que eram sábios para guiar, isso era uma vergonha.

 

“Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?”

Paulo queria que os irmãos sábios da igreja não se omitissem em arbitrar as diferenças entre eles. Afinal, um dia, os crentes cristãos tomarão parte no governo do mundo (Mateus 19-28; 2 Timóteo 2.12; Apocalipse 22.5). O apóstolo Paulo havia perguntado: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? (v.2).

Em comparação com esta grande responsabilidade, as questões que os crentes estavam levando perante os juízes pagãos eram “triviais”. Com certeza, os crentes já deviam ser competentes para julgar tais casos. Paulo reforça este pensamento declarando que nós também “havemos de julgar os anjos” (v.3). Isso deve nos fazer sentir ainda mais competentes para julgar as coisas da vida cotidiana.

Pois, levar os problemas internos da igreja para os tribunais de fora da igreja é um fraco testemunho do evangelho. O lugar de tratar dos assuntos domésticos é em casa. Paulo então pergunta: “Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante os incrédulos?” (v.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/07/1-corintios-61.html 

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

1 Coríntios 6.1

    

1 Coríntios 6.1 “Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?”

 

“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos,”

As contendas assim como os escândalos sempre vão existir: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! “ (Mateus 18:7). As contendas existem também dentro do lar. Existiu entre Caim e Abel, entre Esaú e Jacó, entre Absalão e Amnon, entre Sara e Hagar. Existe hoje entre marido e mulher, entre pais e filhos, filhos e pais, irmãos e irmãs.Há contendas entre as nações e há tensões e contendas também dentro da igreja.

A Bíblia registra alguns exemplos. Na igreja de Filipos existiam duas mulheres: Evódia e Síntique, que não pensavam concordemente no Senhor (Filipenses 4.2). Os próprios líderes, Paulo e Barnabé, em um dado momento da caminhada missionária, tiveram desacordo e precisaram se separar, pois já não podiam caminhar juntos (Atos 15.36-40).

Isso acontece porque os crentes não são perfeitos. Eles formam uma comunidade de pessoas que ainda não estão prontas e acabadas. Alguém já disse que a igreja é uma fábrica de reciclagem de lixo, onde Deus está trabalhando. Deus está transformando gente complicada, torta, e doente existencialmente, em gente santa. Nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. Nós machucamos as pessoas e elas nos machucam. As tensões e as contendas sempre existiram. E elas ainda existem dentro da própria igreja. Nós temos queixas uns contra os outros “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13).

A situação em Corinto era tão grave, que além das contendas dentro da igreja, eles estavam arrastando os próprios irmãos para os tribunais do mundo, para julgar suas causas internas e domésticas de maneira secular. Essa é a realidade que Paulo constata na igreja. Triste realidade, porém um fato inegável. Hodge cita a máxima rabínica: “Um estatuto que obriga a todos os israelitas é que, se um israelita tem uma causa contra*outro, o processo não deve ser feito diante dos gentios.”

Paulo não quer dizer que não podemos usar os tribunais civis ou criminais em situações sérias que envolvam incrédulos. Nem quis dizer que os juízes pagãos nunca davam um veredicto ou decisão justa. Mas os casos entre crentes seriam observados pelo mundo pagão, que então ficaria a questionar o amor cristão proclamado pelos crentes coríntios. Este prospecto horrorizava Paulo. Levar os problemas internos da igreja para os tribunais de fora da igreja é um fraco testemunho do evangelho. O lugar de tratar dos assuntos domésticos é em casa. Paulo pergunta: “Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante os incrédulos?” (v.6).

 

 

 “...e não perante os santos?”

Os crentes que levavam seus problemas internos e seus relacionamentos machucados para resolvê-los fora da igreja  estavam fracassando em viver a sua posição em Cristo. A igreja não estava entendendo a posição que ela ocupava aos olhos de Deus.

Paulo queria que a Igreja coríntia procurasse seus membros sábios para arbitrar as diferenças entre eles. Um dia, os crentes cristãos tomarão parte no governo do mundo (Mateus 19-28; 2 Timóteo 2.12; Apocalipse 22.5). O apóstolo Paulo pergunta: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? (v.2).

Em comparação com esta grande responsabilidade, as questões que os crentes estavam levando perante os juízes pagãos eram “triviais”. Com certeza, os crentes já deviam ser competentes para julgar tais casos. Paulo reforça este pensamento declarando que nós também “havemos de julgar os anjos” (v.3). Isso deve nos fazer sentir ainda mais competentes para julgar as coisas da vida cotidiana

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

TEXTO ÁUREO LIÇÃO 5: UMA IGREJA CHEIA DE AMOR. Atos 4.32

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JULHO DE 2025 (1 Tessalonicenses 4:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JULHO DE 2025
O AMOR COMO UM DEVER CRISTÃO DA FRATERNIDADE

1 Tessalonicenses 4:9 “Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;”

 

“Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva,”

Amor fraternal vem do vocábulo grego filadelfia, em que se percebe imediatamente a semelhança a Filadélfia, a “cidade do amor fraternal”. Esse tipo de amor se distinguia no grego de outras emoções semelhantes. Era a emoção que normalmente se sentia por um parente, uma emoção geralmente espontânea. Devemos amar os nossos irmãos da fé como se fossem nossos irmãos de sangue.Este tipo de amor implica uma devoção recíproca. O amor fraternal é ensinado no AT (Levítico 19.18) e fazia parte da tradição transmitida na igreja (Marcos 12.29-31; João 13.34).

Paulo disse que não havia necessidade de que ele escrevesse a eles sobre esse amor porque eles já haviam sido por Deus instruídos sobre esse assunto, sendo assim sobre isso o desejo do apóstolos é somente que eles progridam nesse estado cada vez mais: “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus“ (1 Tessalonicenses 4:1,2).

 

“... visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;”

Eles não precisavam que Paulo “escrevesse” sobre o amor fraternal, pois eles já haviam sido oralmente “instruídos por Deus” sobre o assunto. Paulo, evidentemente, não estava dizendo que Deus Se revelou diretamente a eles. Ele quis dizer que eles foram “por Deus instruídos” num sentido indireto quando ele (Paulo) estava presente em Tessalônica ensinando sobre o favor de Deus.

A passagem de Paulo por Tessalônica em sua segunda viagem missionária foi corrida e tumultuada. Ele permaneceu ali por três sábados disputando acerca de Cristo na sinagoga local, mas precisou sair de lá à noite por causa do grande alvoroço que se estabeleceu na cidade por conta de judeus  desobedientes e homens perversos que habitavam ali.

Apesar da curta passagem Paulo lhes instruiu sobre o amor inspirado por Deus. Quando um homem inspirado fala, suas palavras não são palavras de homens, mas são a palavra de Deus: ”Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes” (1 Tessalonicenses 2:13)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201503_02.pdf

 

terça-feira, 29 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JULHO DE 2025 (Romanos 5.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JULHO DE 2025
O AMOR DE DEUS DERRAMADO NOS CORAÇÕES

Romanos  5.5 “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

“E a esperança não traz confusão,”

A NVI e a KJA dizem: “não nos decepciona”; a AS21 (Almeida Século 21) também usa termo semelhante: “não causa decepção”. “Decepciona” vem de uma palavra grega que significa “envergonhar” que possui  a mesma raiz que a palavra traduzida por “não me envergonho” em Romanos 1:16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Nossa esperança jamais nos deixará desconcertados; nunca nos desapontará. É desconcertante quando dizemos aos outros que esperamos e ansiamos conseguir uma coisa e depois não conseguimos, mas a esperança de Romanos 5 não é assim. O que Deus prometeu acontecerá. Nessa esperança descansou Sara, mulher de Abraão: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Nossa esperança no Senhor não nos decepciona porque o Senhor não nos decepcionará.

 

“... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

A esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração. Esta é a primeira menção do amor de Deus em Romanos. A carta de Paulo falou sobre tudo que Deus generosamente fez por nós, mas agora ela revela por que Deus fez tudo isso: porque Ele nos ama.

A palavra para “amor” aqui é agape: o amor incondicional, o amor que procura o melhor para o objeto amado. Esse amor foi “derramado em nosso coração”. Quando ele diz que o amor de Deus está  “Derramado”, ele enfatiza que Deus não é mesquinho com o Seu amor. Paulo usou “a metáfora vívida de uma carga d’água sobre um campo ressecado”. Hugo McCord faz um comentário bem-humorado a respeito: “Quando Deus derramou o Seu amor, Ele usou um balde enorme!”.

Esse amor “foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. O Espírito Santo foi mencionado antes e rapidamente na carta (1:4; 2:29), mas esta é a primeira referência à obra do Espírito nas vidas dos cristãos. O Espírito entra na vida de uma pessoa quando ela é justificada, quando se converte a Cristo. “O Espírito Santo... é outorgado [dado] a todos os crentes — na hora de sua regeneração”, e confirmado publicamente no ato do batismo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Atos 12.5

    

Atos 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

 

“Pedro, pois, era guardado na prisão;”

O rei Agripa I sentiu-se popular devido ao seu suposto zelo pela religião israelita quando executou Tiago, irmão de João. Encorajado por esta popularidade, resolveu executar o apóstolo mais destacado: Pedro: “E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa”.

Pedro foi guardado por 16 soldados que se revezavam em grupos de quatro, durante as quatro vigílias da noite. As precauções exageradas foram tomadas devido a Pedro já ter escapado da prisão em outra ocasião: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” (Atos 5.19).

 

“... mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

A igreja ficou abalada pela natureza repentina, ativa e vigorosa desta nova perseguição. Humanamente falando, nada podia fazer. Os membros se sentiam indefesos e sem saída. Perderam Tiago, e Pedro aguardava execução. Não sabiam qual seria o próximo golpe contra eles. Os cristãos não viam solução.

Contudo, os cristãos tinham o recurso dos que não podem ajudar a si mesmos: a oração. “Mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. O recurso da oração sempre está disponível. As vezes é a última possibilidade, mas é a melhor. E lamentável que muitos, em situações difíceis, reservem a oração como último recurso. Depois de tentarem todas as demais saídas.

A oração era “contínua". O texto não declara se todos oravam durante todo o tempo. Ou se organizaram uma “corrente de oração”, em que as pessoas entravam e saiam cedendo lugar a outras. Certamente havia um culto contínuo de oração. Quando Jesus contou ao seus discípulos a parábola do juiz íniquio estava ensinado-os sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lucas 18:1-8). A igreja intercedia continuamente pela soltura dele, mas sabia como se devia orar ao seu Senhor:“Contudo, não se faça a nossa vontade, e, sim, a Tua” (Lucas 22:42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.