domingo, 6 de julho de 2025

Apresentação Lições Bíblicas Adulto - 3 Trimestre de 2025. A Igreja em J...

LIÇÃO 02: A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO - 3 TRIMESTRE DE 2025

 
TEXTO ÁUREO

Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” 


A igreja primitiva (120 irmãos) agora acrescentada de quase 3000 almas. Foi e é um exemplo para a igreja do século 21, eis aqui alguns dos motivos:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,



Paulo afirma que os crentes em Cristo estão “edificados sobre o fundamento dos apóstolos” (Efésios 2.20), que é o mesmo que “doutrina dos apóstolos”, pois a eles foi dada a missão de Lançar as bases doutrinárias da Igreja de Cristo.

Essas duas expressões fazem referência ao ensino dos apóstolos e não aos apóstolos em si, ou seja, a Igreja não está fundamentada nestes homens, mas na doutrina que receberam de Cristo e repassaram à Igreja do Senhor. Essa doutrina foi concluída pelos apóstolos.

Paulo, ao discorrer sobre o mistério do corpo de Cristo, fala de uma só fé (Efésios 4.5) que deve ser preservada zelosamente pelos santos (Judas v.3): “[...] pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3)

A validade do que eles ensinaram está no fato de que “Jesus Cristo é a principal pedra de esquina”, ou seja, o Senhor é a base e o sustento de toda doutrina ensinada pelos apóstolos. Sem Cristo, esses ensinos não existiriam ou não teriam valor nenhum, pois Cristo é o insubstituível.

A unidade doutrinária conduz a uma comunhão perfeita. Nela não há lugar para heresias nem apostasias. Isto significa que não pode haver genuína comunhão cristã com dois ou três pensamentos teológicos díspares e contrastantes. As seitas aparecem quando um indivíduo, ou grupo, apresenta uma doutrina contrária aos profetas e apóstolos de Nosso Senhor.

Nestes últimos dias, muitos aparecerão em nosso meio dissimulando suas inverdades doutrinárias, com o único intuito de destruir a comunhão dos santos (2 Tessalonicenses 2.3; 2 Pedro 2.1).

 

“[...] e na comunhão,”

A palavra grega para comunhão é koinonia e significa “ter em comum”, às vezes traduzida por “participar” ou “cooperar”. Ela traz a idéia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos.

Dicionário Teológico, CPAD define comunhão como o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo”

A comunhão que trata as Escrituras resulta da salvação que desfrutamos em Cristo: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1 Coríntios 1.9).  É a comunhão do e no Espírito Santo (Filipenses 2.1); é a comunhão da fé (Filemom v.6), e a comunhão dos crentes uns com os outros e com Cristo: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”(1 João 1:3)

A comunhão da Igreja Primitiva era completa. Reuniam-se em oração e súplica, mas também se reuniram para socorrer os mais necessitados.

 

“[...] e no partir do pão,”

Os crentes primitivos mantinham uma comunhão tão intensa entre si que se reuniam com alegria e singeleza de coração para celebrar a Santa Ceia. Era o seu “partir do pão”.

Mais adiante, notaremos que a igreja primitiva reunia-se todo primeiro dia da semana para participar da ceia do Senhor. Evidentemente, essa prática começou imediatamente, e esses bebês em Cristo perseveraram em participar fielmente da comunhão todo primeiro dia da semana.

Eles em Cristo e Cristo em cada um deles. Pode haver comunhão mais plena? Não era simplesmente uma cerimônia; era um memorial “fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24) uma festa na qual lembravam a morte e ressurreição de Jesus — a expressão mais sublime do amor divino.

Voltemos a participar, ou melhor, a celebrar a Santa Ceia como a reunião mais importante e solene da Igreja. Todas as vezes que nos congregamos com essa finalidade, lembramo-nos de que Cristo morreu e ressuscitou e certificamo-nos de que, em breve, virá Ele arrebatar-nos.

 

“[...] e nas orações.”


Informa-nos Lucas, também, que a comunhão da igreja Primitiva tinha como base a oração. A igreja começou numa atmosfera de oração e assim permaneceu. Isto significa que as reuniões de clamor e intercessão eram-lhes freqüentes e poderosas.

Haja vista que, certa ocasião, a força da oração daqueles santos chegou a abalar a estrutura do prédio em que estavam reunidos “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (Atos 4.31).

Sem oração, a comunhão da Igreja perde a sua força e influência. Sua igreja é uma comunidade de clamor e intercessão? Ela ainda move o coração de Deus? É hora de clamar!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-01-04.htm

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2007/2007-01-11.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_08.pdf

Mateus 10:19

 

Mateus 10:19 “Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

 

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar,”

Jesus suportava as perseguições, por mais desagradáveis que fossem, ajustando-se a elas. Era realista no trato com seus discípulos, advertindo-os sobre as dificuldades futuras. Mais do que preveni-los, deu-lhes instruções sobre como enfrentar a perseguição. Eles seriam entregues. O motivo seria o mesmo porque entregariam a Cristo. O ódio: “ Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia ” (João 15:18,19).

Não vos dê cuidado é o mesmo de “ não andeis, pois, inquietos ” (Mateus 6.31) ou simplesmente não vos preocupeis. A defesa pessoal diante dos reis judeus e governadores gentios seria uma provação terrível para os galileus humildes. A proibição aplicava-se a casos em que a preparação de um discurso de defesa seria impossível.

Os mais valentes desses pescadores simples poderiam ficar alarmados se lhes dissessem que teriam de responder por suas ações em prol de Cristo na presença dos conselhos judaicos e dos tribunais gentios. Cristo não está aconselhando os pastores a não preparar sermões.

 

“... porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

Naquela mesma hora: “ O Espírito de vosso Pai é que fala em vós e por vós ” (Mateus 10.20). Essa foi a primeira promessa de assistência da parte do Espírito Santo nos relatos do Evangelho (Marcos 13:11; Lucas 21:14, 15; João 14:15–17, 26; 15:26, 27; 16:13–15).

Esses homens seriam inspirados pelo Espírito a responder em defesa própria. Eles   dependeriam do Espírito Santo para responder aos interrogatórios, porque sua prisão seria uma oportunidade para testemunhar. Ilustra-se bem esse fato na vida do apóstolo Paulo, cujas prisões deram -lhe a chance de testificar diante de reis e governadores: “ Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias ” (Atos 26:26-29).

James Burton Coffman referiu-se a esse texto como “uma das declarações mais fortes do Novo Testamento sobre a inspiração que guiou os apóstolos a toda a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

Salmo 2.1

 

Salmo 2.1 “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?”

 

Essas palavras referem-se ao período de confusão que geralmente ocorria no intervalo entre dois reinados. As nações circunvizinhas viam isto como uma oportunidade para invadira terra. Os filisteus chegaram a invadir Israel quando Davi foi coroado rei. Mas qualquer ataque ao ungido de Deus era na verdade contra o próprio Deus — e qualquer um que desafiasse a Deus estava fadado a fracassar!

Werner de Boor diz com toda razão que os planos dos inimigos não apenas fracassaram, mas sua execução bem-sucedida somente foi capaz de realizar aquilo que a tua mão e o teu propósito predeterminaram que aconteça.

O pensamento implícito desta frase é conforme Marshall, “que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs.”

Na Espanha, foram erigidas duas colunas monumentais nas quais estava escrito: (1) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter ampliado o império romano para o oriente e para o ocidente, e por ter extinguido o nome dos cristãos que levaram a República à ruína”. (2) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter adotado Galério no oriente, por ter abolido a superstição de Cristo em todos lugares, por ter estendido a adoração dos deuses”.

Certo escritor moderno observou com elegância: “Temos aqui um monumento levantado pelo paganismo em cima da sepultura do seu inimigo derrotado. Mas nisto, ‘os povos imaginam coisas vãs’. Longe de estar morto, o cristianismo estava na véspera do triunfo final e permanente, e a pedra fechava um sepulcro vazio. Nem na Espanha, nem em outro lugar, podemos identificar o lugar do sepultamento do cristianismo. Não existe, pois, aquele que vive não tem sepultura”.

Esse salmo foi reconhecido como messiânico no primeiro século a.C. Ele havia predito a oposição do mundo ao seu Cristo, com gentios enfurecidos, povos imaginando coisas vãs, reis se levantando e autoridades ajuntando-se contra o Ungido do Senhor: “Tu falaste pelo Espírito Santo, pela boca de nosso pai Davi, teu servo: 'Por que as nações se enfureceram, e os povos imaginaram coisas vãs? Os reis da terra se levantaram, e os governantes se reuniram juntos contra o Senhor e contra o seu Ungido” (Atos 4:25-26).

Na hora da aflição, a igreja primitiva buscou a Palavra de Deus e descobriu que eles não estavam nas mãos do acaso ou das autoridades judaicas e romanas, mas nas mãos do Todo-poderoso, que governa a história.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_05.pdf

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Atos 4:25

 

Atos 4:25 “Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs? ”

 

“Que disseste pela boca de Davi, teu servo:”

A oração da igreja usa o antigo testamento. Ela cita aqui o autor do Salmo 2. O texto diz que Deus falou por meio do Espírito Santo (o inspirador dos profetas) e por boca do Seu servo Davi (como instrumento humano). Davi é descrito como servo de Deus que inspirado escreveu: “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? (Salmo 2.1)

O Salmo 2 (era reconhecido como messiânico já no primeiro século a.C.) tinha predito a oposição do mundo ao seu Cristo, com gentios enfurecidos, povos imaginando coisas vãs, reis se levantando e autoridades ajuntando-se contra o Ungido do Senhor (vs. 26).

Com esse salmo entendemos que a rebelião humana contra Jesus foi prevista por Deus e não colocava em risco a soberania divina. Todos os acontecimentos estavam nos planos eternos de Deus. Na hora da aflição, a igreja buscou a Palavra de Deus e descobriu que eles não estavam nas mãos do acaso ou das autoridades judaicas e romanas, mas nas mãos do Todo-poderoso, que governa a história.

 

“Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?”

Essas palavras referem-se ao período de confusão que geralmente ocorria no intervalo entre dois reinados. As nações circunvizinhas viam isto como uma oportunidade para invadira terra. Os filisteus chegaram a invadir Israel quando Davi foi coroado rei. Mas qualquer ataque ao ungido de Deus era na verdade contra o próprio Deus — e qualquer um que desafiasse a Deus estava fadado a fracassar!

Werner de Boor diz com toda razão que os planos dos inimigos não apenas fracassaram, mas sua execução bem-sucedida somente foi capaz de realizar aquilo que a tua mão e o teu propósito predeterminaram que aconteça.

O pensamento implícito desta frase é conforme Marshall, “que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs.”

Na Espanha, foram erigidas duas colunas monumentais nas quais estava escrito: (1) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter ampliado o império romano para o oriente e para o ocidente, e por ter extinguido o nome dos cristãos que levaram a República à ruína”. (2) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter adotado Galério no oriente, por ter abolido a superstição de Cristo em todos lugares, por ter estendido a adoração dos deuses”.

Certo escritor moderno observou com elegância: “Temos aqui um monumento levantado pelo paganismo em cima da sepultura do seu inimigo derrotado. Mas nisto, ‘os povos imaginam coisas vãs’. Longe de estar morto, o cristianismo estava na véspera do triunfo final e permanente, e a pedra fechava um sepulcro vazio. Nem na Espanha, nem em outro lugar, podemos identificar o lugar do sepultamento do cristianismo. Não existe, pois, aquele que vive não tem sepultura”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_05.pdf

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Atos 4.31

 

Atos  4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus."

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidencia do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

sábado, 5 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JULHO DE 2025 (Efésios 5.18)


 LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

5 DE JULHO DE 2025
UMA EXPERIÊNCIA CONTÍNUA

Efésios 5.18 "E não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do espírito. "


"E não vos embriagueis com vinho em que há contenda,"

A Bíblia sagrada nos recomenda a sempre  fugir da bebida forte. Apesar de não ser uma proibição para o povo em geral. Aqueles que possuíam votos, os que eram separados  para servir no santuário, os príncipes do povo Israel eram proibidos ingerir bebidas alcoólicas, pois elas ingeridas de maneira desenfreada poderiam respectivamente: provocar escândalos, como no caso de Noé, profanar a santidade de Deus, como no caso de Nadabe e Abiú e por último perverter o juízo daquele que recebia o poder para julgar. Sobre essa última afirmação as palavras da mãe do rei Lemuel vem a calhar:  "Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos". (Provérbios, 31:4-5). Na igreja de Corinto havia acontecido um fato durante a ceia do senhor que deixou Paulo constrangido a ter que exortar a igreja nessa solenidade tão fundamental.  "De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriaga-se." (1 Coríntios, 11:20-21). Fato extremamente lamentável na região da Acaia. As palavras de Salomão esclarecem no sobre o perigo da bebida forte:  "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio." (Provérbios, 20:1) Por esse motivo a maioria dos cristãos se abstém completamente da bebida alcoólica. Paulo chega a acrescentar que o vinho pode produzir contenda, ou seja, uma obra da carne. Aos Gálatas Paulo escreveu andai no espírito e não cumprireis as concupiscências da carne.


"... mas enchei-vos do espírito. "

Em contrapartida ao domínio que a bebida forte pode exercer sobre o ser humano, o apóstolo Paulo agora recomenda "enchei-vos do Espirito". Ser cheio do espírito santo pode se referir tanto ao batismo no espírito santo como a vida plena no espírito. Ser cheio do espírito santo para Lucas diz respeito à capacitação do espírito santo com a evidência de falar em outras línguas e normalmente quando o Paulo usa o mesmo termo ele se refere a vida plena do espírito santo na qual se exerce o fruto do espírito.  (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus". (Efésios, 5:9,21) 

Sendo assim concluímos que ser cheio do espírito santo para Paulo nesse contexto é viver de uma maneira que agrade ao Senhor e aos nossos semelhantes. "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus" (Efésios, 5:21).


Deivy Ferreira Paniago Júnior
26/02/2021

sexta-feira, 4 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JULHO DE 2025 (Atos 1.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

4 DE JULHO DE 2025
UMA EXPERIÊNCIA ESPECÍFICA E DEFINIDA

Atos 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias ”.


“Porque, na verdade, João batizou com água, “

João Batista viveu no lugar predito por Isaías. (Deserto, Isaías 40.3, em hebraico é Arabá, o nome do vale do baixo Jordão, próximo do Mar Morto). Conforme a profecia, conclamava ao arrependimento e batizava aqueles que vinham e confessavam os seus pecados. Recusava-se, porém, a batizar, a não ser depois que a pessoa tivesse se arrependido sinceramente. Quando vinham os fariseus e os saduceus, João Batista, como um profeta cheio do Espírito Santo, reconhecia que não havia mudança nas atitudes deles. Exigia que produzissem frutos ou evidências do arrependimento, antes de batizá-los. Eram presunçosos e autoconfiantes, pelo fato de serem descendentes de Abraão. João, porém, mostrava-lhes que isso não os protegeria do julgamento vindouro, e declarava: "E eu, em verdade, vos batizo com [em] água, para o arrependimento [isto é: por causa do arrependimento, visto que já indicara que seu batismo não podia produzir arrependimento]; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com [em] o Espírito Santo, e com [em] fogo" (Mateus 3.11).


“..., mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”

No cenáculo, de acordo com João, Jesus já havia prometido aos apóstolos que o Espírito da verdade iria lembrá-los daquilo que ele havia lhes ensinado e completar aquilo que não fora possível lhes ensinar. Agora Jesus manda que esperem em Jerusalém até que recebam a dádiva prometida (v. 4). Era a promessa de seu Pai (v. 4a, provavelmente através de profecias do Antigo Testamento como (Joel 2:28ss, Isaías 32:15 e Ezequiel 36:27), a sua própria promessa (já que Jesus a repetiu várias vezes durante o seu ministério, v. 4b), e a de João Batista, que chamou a "dádiva" ou "promessa" de "batismo" (v. 5). Jesus agora repete as palavras de João e acrescenta que a tripla promessa ("a promessa do Espírito Santo", 2:33) está para ser cumprida em poucos dias. E, portanto, eles devem esperar. A última frase do versículo 5 é, literalmente: “não depois destes muitos dias”. Williams comenta: “A ordem curiosa das palavras provavelmente significa “não muitos dias depois de hoje”. O derramamento do Espírito ocorreu 10 dias após. Somente quando Deus tiver cumprido sua promessa e eles, "do alto", forem "revestidos" de poder, é que poderão cumprir a comissão.

O batismo do Senhor Jesus, no Jordão, foi o sinal para Ele iniciar seu ministério.  Assim, também, a Igreja precisava de um batismo que a preparasse a cumprir um ministério de alcance mundial. Não seria o ministério de criar uma nova ordem e, sim, de proclamar aquilo que Cristo já havia realizado. Mesmo assim, só no poder do Espírito Santo poderia tamanha obra ser levada a efeito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/1/2023

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JULHO DE 2025 (Atos 2:20)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

3 DE JULHO DE 2025
A ESPERANÇA FUTURA

Atos 2:20 “ O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

 

“O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue,”

A profecia escatológica do profeta Joel é mencionada pelo Apóstolo Pedro em seu primeiro sermão pentecostal na cidade de Jerusalém durante a Festa de Pentecoste (Festa das Semanas). Pedro frisa o derramar dos Espírito, mas cita toda a profecia que possui camadas em seu cumprimento.

A terminologia usada por Joel em relação ao sol e à lua é usada por todo o Antigo Testamento para se falar de ocasiões “em que Deus agiria de um modo especial para abençoar ou amaldiçoar” (Isaías 13:6, 10, 11; Ezequiel 32:2, 7, 8; Amós 5:18, 20). Provavelmente o sol não se apagará; e a lua não se transformará em sangue; mas mediante tais termos devemos entender acontecimentos cósmicos terríveis acontecerão.

Isso nos faz relembrar das pragas do Egito e da negação do sol em brilhar sobre a morte de Jesus, mas algo ainda mais radical do que isso deve estar em pauta. E inútil tentarmos ser específicos aqui, com interpretações naturais ou sobrenaturais das palavras.

 

“... antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; “

O dia de Pentecoste inaugurou a era dos “últimos dias”. O apóstolo Pedro cita as palavras de Joel com alteração “E acontecerá depois destes dias” de Joel, alterado para “E acontecerá nos últimos dias”. Pedro considera que a profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato final da salvação divina.

Esses sinais de acontecimentos cósmicos ocorrerão posteriormente ao derramar do Espírito que iniciou naqueles dias e “antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor”.

A expressão "dia do Senhor" e outras equivalentes, como “aquele dia”, é uma expressão comum nas escrituras sagradas, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e refere-se a um período de tempo em que Deus manifesta o seu poder e julgamento. No Antigo Testamento, a expressão é usada para indicar a vinda do julgamento divino sobre nações e povos, muitas vezes associada a catástrofes e punições (Amós 5.18-20; Isaías 13.6,9; Obadias 15).

No Novo Testamento, o termo é utilizado para descrever a volta de Cristo em julgamento e para o estabelecimento do reino eterno. O “Dia do Senhor” não é um “dia” de 24 horas, mas um longo período em que serão derramados os juízos divinos sobre os ímpios da Terra. A Bíblia se refere a ele como um dos mais terríveis diante dos acontecimentos aos que ficarem. Mas para os salvos será o encontro com o seu Senhor e Salvador, um evento de grande celebração (1 Pedro 4.13). Para estes, Jesus voltará do mesmo modo que partiu, ou seja, descerá dos céus (Atos 1.11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2025

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

LIÇÃO 01: A IGREJA QUE NASCEU NO PENTECOSTES. Atos 2.4

TEXTO ÁUREO

Atos 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”