sábado, 21 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JUNHO DE 2025 (João 19.30)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JUNHO DE 2025
JESUS FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO

João 19.30 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” 

 

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. ”

Os versículos anteriores dizem: “Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse; Tenho sede. Eslava ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca” (vs 28-29).

Na chegada à cruz, o Senhor já recusara a bebida analgésica: “Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber” (Mateus 27.34); Ele não tinha o desejo de fugir do sofrimento físico, e não queria entrar na morte através do sono induzido por drogas. Pelo contrário, tinha de suportar tudo com a mente bem desperta, seus sentidos ativos, enfrentando a morte como vitorioso Conquistador e não como pobre vítima, sob efeito de drogas.

João ressalta esse fato do cumprimento de todas as profecias messiânicas no que diz respeito aos sofrimentos do Messias na sua primeira vinda, inclusive esta última profecia: “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (SaImo 69.21) ou o Salmo 22.15 “a minha língua se me apega ao céu da boca". O vinagre no jarro provavelmente era vinho azedo, trazido para que os soldados pudessem beber de vez em quando. Após beber o vinagre disse: “Está consumado”. Estava cumprida a obra de Jesus na terra, tanto a salvação como a vida eterna já podiam ser obtidas livremente. Em João 17.4, o Filho pôde dizer antecipadamente ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”.

Myer Pearlman escreve em seu comentário do evangelho de João sobre o que estava consumado: Isto significa: 1) que todas as profecias tinham recebido nEle o seu pleno cumprimento; 2) que estava completa a obra que Jesus veio realizar; sua primeira declaração, registrada nas Escrituras, foi: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.49); e sua última declaração foi: “Está consumado”. Bem-aventurado o homem que pode dizer, ao final da caminhada da vida: “Está consumado”; 3) que Jesus, na cruz, completou a revelação de Deus que veio oferecer ao mundo (João 3.16; i João 3.16). Tudo fora feito para revelar Deus aos homens.

 

“E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. ”

Em outras passagens dos evangelhos, a mesma frase que aqui descreve Jesus inclinando a cabeça ao morrer é usada para deitar a cabeça para dormir: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20) e a implicação é que Jesus curvou voluntariamente a cabeça para entrar no sono da morte.

A declaração de João de que rendeu o espírito também atesta a natureza voluntária da morte de Jesus. O relato de Lucas cita o Senhor dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). Ninguém tirou a vida de Jesus. Ele deu a própria vida por iniciativa própria e ele tinha autoridade para dá-la: “Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (João 10.18).

Estas são palavras do SaImo 31.5: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade” (NVI), durante séculos foram parte da oração vespertina de judeus piedosos, e podem bem ter tido este sentido para Jesus. Se ele estava acostumado a repetir estas palavras antes de ir dormir, ele agora as disse pela última vez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 199

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_04.pdf

sexta-feira, 20 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JUNHO DE 2025 (João 19:16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JUNHO DE 2025
A CONDENAÇÃO DE JESUS POR PILATOS

João 19:16 “Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram. “

 

“Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado.”

João relata que Pilatos procurava algum meio para soltar Jesus. Todavia os judeus clamavam, dizendo: ”Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César” (v.12).  Assim, todos os esforços de Pilatos para soltar Jesus falharam. A multidão gritara: “Crucifica-o”. Os principais sacerdotes reconheceram César como seu único rei. Pilatos temia que, se soltasse Jesus, os judeus o acusariam de deslealdade a César. Ele não estava interessado no destino de um perturbador da ordem chamado “Jesus”.

Após esse episódio Pilatos conseqüentemente entrega Jesus para que fosse crucificado. Nem João nem os outros escritores dos Relatos do Evangelho registraram que Pilatos pronunciou uma sentença formal, mas ela está implícita no termo traduzido por “entregou-lho”.

Shepard sobre isso comenta: “Tendo constatado que [sua opinião] não prevalecera, Pilatos tomou uma bacia de água nas mãos perante a multidão e disse: ‘Sou inocente do sangue deste justo; façam isto vocês’. Mas Pilatos não poderia fugir do seu senso de responsabilidade... Pilatos tinha consciência de que era um assassino.”

 

“E tomaram a Jesus, e o levaram.”

O texto não informa claramente a quem Pilatos “entregou” Jesus. Fica subentendido que foi para os líderes judeus mencionados em 19:15. Porém os que tomaram Jesus são os soldados romanos encarregados de servirem de carrascos nesta ocasião (19:23), afinal os judeus não tinham autorização para crucificar ninguém.

Lucas 23:25 esclarece que Pilatos “entregou [Jesus] à vontade deles”. Os judeus tencionavam matar Jesus desde os fatos registrados no capítulo 5; por fim, visando satisfazê-los, Pilatos entregou Jesus à vontade deles. Sendo assim, Jesus foi entregue tal como os judeus pediram, e os soldados romanos o crucificaram.

Mais tarde, Pedro diria em Atos 2:23: “sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós [os judeus] o matastes, crucificando-o por mãos de [romanos] iníquos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202205_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200803_11.pdf

 

Lucas 4:18

 

Lucas 4:18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os contritos de coração,”

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim,”

Após ser batizado por João na Judéia, Jesus retornou para a Galiléia (v.14). Chegando em Nazaré foi conforme o seu costume na sinagoga. Na sinagoga Jesus teve oportunidade para ler em voz alta o rolo do profeta Isaías (v.17). Então Jesus leu o texto de Isaías que diz: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor....” (Isaías 61:1,2a)

O Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, ele viveu as limitações que a encarnação lhe proporcionou. Na condição de Servo necessitou e dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo. Ou seja, ele foi ungido. Pedro pregou essa condição aos da casa de Cornélio: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).

Todos os dons e graças do Espírito foram outorgados a Ele, não por medida, como a outros profetas, mas sem medida, João 3.34. Ele veio pela virtude do Espírito, v. 14.

 

“...pois que me ungiu para evangelizar os pobres.”

Jesus veio pregar o evangelho aos pobres. Os pobres sempre foram desfavorecidos nas sociedades humanas e é digno de nota que Lucas relata uma bem-aventurança para os pobres: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20); ao passo que Mateus fala dos “pobres de espírito” (Mateus 5:3). Pregar as boas-novas aos pobres é característica do ministério de Jesus: “Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres anuncia-se o evangelho” (Lucas 7:22). O termo evangelho significa “boas-novas” ou “boas notícias”. Os pobres sempre estavam mais dispostos a ouvir Jesus. As suas necessidades faziam com que eles se voltassem para o Salvador

Os pastores, aos quais vieram os anjos (Lucas 2:7ss.) pertenciam a uma classe pobre. Na realidade até a família do próprio Jesus era pobre, pois a oferta feita na ocasião do nascimento da Criança era a dos pobres (Lucas 2:24; cf. Levitico 12:8). De modo geral, Jesus preocupa-se com os interesses dos pobres: “Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos” (Lucas 14:12-14).

 

“Enviou-me a curar os contritos de coração,”

A ERC acrescenta uma expressão em relação ao Messias “curar os quebrantados do coração”. Esse acréscimo provavelmente foi feito para fazer a citação de Lucas conformar-se com a de Isaías 61:1: “enviou-me a restaurar os contritos de coração”. Embora não se encontre nos manuscritos originais do Livro de Lucas, essa era uma obra que o Messias deveria realizar.

Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados. “Coração quebrantado” é uma expressão que implica tristeza profunda que amarga a própria vida. Deus se agrada desses, pois eles confessam do fundo da alma que não merecem o menor olhar da bondade de Deus. Mas Deus agirá em favor deles como Ele mesmo, ou seja, como Deus de amor, misericórdia e bondade, e que são eles em quem Ele põe o coração:

 Ele os carregará no colo, nunca os deixará, nem os abandonará. Ainda que esses contritos se considerem muitas vezes perdidos, Deus os salvará: Pois “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas” (Salmos 147:3).

Um coração quebrantado faz da alma um receptáculo adequado para Deus habitar: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15).  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200704_07.pdf

Atos 4:16

 

Atos 4:16 “Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

 

“Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens?”

Após serem usados em nome de Jesus para curarem o chamado coxo da porta formosa. Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7). Após a resposta cheia de ousadia de Pedro acerca da autoridade do nome de Jesus os sacerdotes e principais conferenciaram entre si. E Disseram: “Que havemos de fazer a estes homens?

Apesar de eles ter se doído muito por ouvirem homens sem letras e indoutos (não tinham curso em escola rabínica) ensinando ao povo, não podiam agir precipitadamente por impulso contra eles, pois muitos dos que ouviram a palavra creram e o número desses chegou a quase cinco mil.  

 

“Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

A perplexidade dos membros do concílio diante de um inegável milagre de cura já foi descrita, e as observações atribuídas aos membros do concilio meramente refletem seus sentimentos óbvios.

Mesmo eles não crendo que Pedro e João falavam em Nome do Senhor reconheciam que o sinal manifesto por eles era notório demais e não podia ser simplesmente negado. Afinal eles mesmos reconheceram o coxo e nada tinham que dizer em contrário (V.14). O sinal para eles não foi suficiente para reconhecerem a obra de Deus. Outro sacerdote, chamado Nicodemos, convencido havia dito a Jesus: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).

Observe que nem um milagre “notório” mudou aqueles corações endurecidos. Estevão antes do seu martírio disse a eles: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7:51). Homens de dura cerviz não se permitem convencer, pois sua mente esta cauterizada.

E assim diz o Espírito Santo: “Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos” (Hebreus 3:7-10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JUNHO DE 2025 (João 18:10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JUNHO DE 2025
A PRISÃO DE JESUS NO JARDIM DO GETSÊMANI

João 18:10 “Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. ”

 

“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. “

Neste momento houve uma tentativa de resistência por parte de Simão Pedro (Apenas João nomeia o discípulo que desembainho a espada), mas essa ação foi amadora e ineficaz. Jesus a interrompeu imediatamente. João concorda com Lucas, ao narrar que Pedro decepou a orelha direita do servo do sumo sacerdote. A ação de Pedro foi coerente com sua natureza impulsiva e demonstrou sua vontade de fazer o que havia alegado que faria, isto é, morrer por Jesus: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida” (João 13:37).

O esforço de Pedro foi em vão; os discípulos só tinham duas espadas: “E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta” (Lucas 22:38) e, portanto, não eram páreo para os soldados treinados do exército romano. Se Jesus não tivesse intervindo, os discípulos provavelmente teriam sido mortos.

A palavra grega para “espada” usada aqui, (machaira), normalmente se refere a uma espada curta ou adaga. Outras vezes na septuaginta, machaira descreve a faca usada por Abraão no sacrifício de Isaque (Gênesis 22:6, 10) e o punhal usado por Eúde ao matar Eglom (Juízes 3:16).

 

“E o nome do servo era Malco. ”

João é o único dos evangelistas a mencionar o nome do ferido. A identificação de Malco como servo do sumo sacerdote indica que João conhecia o sumo sacerdote e sua família: “E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro” (João 18.16). Malco era um nome suficientemente comum no Oriente Médio naquele tempo.

Nada mais sabemos sobre Malco. De acordo com Lucas 22:51, Jesus, “tocando-lhe a orelha, o curou”. Esse ato, bem como a ordem de Jesus para guardar a espada, provavelmente permitiu que Pedro e os demais discípulos fossem liberados.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_05.pdf

quarta-feira, 18 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JUNHO DE 2025 (João 17.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JUNHO DE 2025
ORAÇÃO PARA O FORTALECIMENTO DOS DISCÍPULOS

João 17.17 ”Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.”

 

”Santifica-os na tua verdade;”

Em sua oração sacerdotal Jesus ora ao pai intercedendo por seus discípulos que em breve não teriam mais a sua presença em carne. O primeiro pedido que Jesus fez por seus discípulos foi para que eles fossem guardados ou protegidos (17:11b–16). O segundo pedido é esse, para que fossem santificados (17:17–19).

Santificar significa “consagrar”, “separar” ou “reservar algo para propósitos sagrados”. Esse verbo é “constantemente usado na Septuaginta para expressar a dedicação e consagração de pessoas e coisas a Deus”. O mesmo termo foi usado para Jeremias com respeito ao trabalho que Deus lhe conferiu como profeta (Jeremias 1:5) e também a Arão e seus filhos com respeito ao trabalho deles como sacerdotes (Êxodo 29:1).

Em João 10:36, Jesus é aquele a quem o Pai “santificou e enviou ao mundo” – ou seja, Jesus foi separado pelo Pai para cumprir sua missão no mundo. Agora ele ora para que o Pai também “santificasse” seus discípulos.

No Antigo Testamento, a consagração era feita através da observância de rituais e cerimônias. Aqui Jesus deixou claro que o instrumento da consagração dos discípulos era “a verdade”.

 

“... a tua palavra é a verdade.”

Jesus explicou o significado de “verdade” na próxima frase: a tua palavra é a verdade. A verdade é a totalidade da revelação de Deus de si mesmo, personificada em Jesus e por ele comunicada: “Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste (João 17:8 e 14).

Os discípulos foram purificados (limpos) por meio da palavra que Jesus lhes anunciou (15:3). E eles seriam santificados pelo mesmo meio. Mais tarde, o Espírito Santo forneceria aos apóstolos o dom do Espírito para cumprirem sua missão; todavia, Jesus afirmou que o instrumento da obra que eles realizariam era a verdade, a palavra que proclamariam em seu nome.

Os discípulos de Jesus seriam separados do mundo por Deus para servir a ele, desde que cressem e vivessem em harmonia com a verdade, a “palavra” do Pai. Só quem aceita a verdade e vive em conformidade com a verdade pode ser consagrado ou dedicado ao serviço de Deus.

Assim como Jesus fora enviado ao mundo pelo Pai para cumprir sua missão, ele enviaria [seus discípulos] ao mundo para dar continuidade ao seu trabalho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_04.pdf

 

Atos 2:43

 

Atos 2:43 “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. “

 

“E em toda a alma havia temor,”

Um dos efeitos do crescimento da igreja, ainda na sua infância, era o sentimento de reverência ou temor da parte do povo: “A igreja tinha paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria e ia se fortalecendo à medida que andava no temor do Senhor. E, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número” (Atos 9:31). Pois, todos os eventos recentes contribuíram para produzir esse temor: a recente crucificação de Jesus de Nazaré; as maravilhas que participaram desse evento; os eventos do dia de Pentecostes; e os milagres realizados pelos apóstolos eram todos adequados para difundir solenidade, pensamento e ansiedade através da comunidade.

Toda pessoa ou indivíduo; isto é, o povo em geral; não apenas sobre aqueles que se tornaram cristãos, mas as multidões que testemunharam essas coisas. A mesma multidão que pouco antes zombara deles Atos 2:13; foi silenciada diante do poder de Deus. A população não-cristã sentia uma certa apreensão diante de um grupo em cujo meio aconteciam eventos sobrenaturais: ”E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas“ (Atos 5:11).

O efeito de uma grande obra da graça de Deus é comumente produzir uma seriedade e solenidade incomuns em uma comunidade, mesmo entre aqueles que não são convertidos. Ele restringe, subjuga e silencia a oposição. Hoje as pessoas estão acostumadas com o sagrado. Há uma banalização do sagrado. Há saturação, comercialização e paganizarão das coisas de Deus. Quem conhece a santidade de Deus não brinca com as coisas de dele.

 

“... e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.”

A manifestação extraordinária do poder de Deus estava presente na vida da igreja.  “Maravilhas (Prodígios) e sinais” são as mesmas palavras que foram empregadas para descrever as obras poderosas de Jesus:  Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22) — estavam sendo operados pelos apóstolos, e Lucas passaria em breve a relatar exemplos específicos.

Em Atos 3 — O paralítico é curado; em Atos 4.31 — O lugar onde a igreja ora, treme; em Atos 5.12,15 — Muitos sinais e prodígios são efetuados; em Atos 8.6 — Filipe realizou sinais em Samaria; em Atos 9 — A conversão de Saulo é seguida da sua cura; em Atos 12 — Pedro é libertado pelo anjo do Senhor; em Atos 16.26 - Ocorre um terremoto em Filipos; em Atos 19.11- Pelas mãos de Paulo, Deus fazia milagres. Hoje é comum identificarmos dois extremos na igreja: aqueles que negam os milagres e aqueles que os inventam.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

https://versiculoscomentados.com.br/index.php/estudo-de-atos-2-43-comentado-e-explicado/

Atos 3.12

 

Atos 3.12 “E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” 


“E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto?”

A cura do conhecido coxo da porta formosa deixou todo o povo pasmo. O resultado normal de um milagre é produzir uma resposta dos circunstantes. Automaticamente o milagre fez o povo se apegar ao coxo e a Pedro e João como se tivessem algum poder especial. Pedro quando percebeu isso, disse ao povo: “Varões israelitas, por que vos maravilhais disto?”.

Pedro lançou mão da oportunidade para explicar o significado do acontecido. Eles não deviam ficar perplexos pelo acontecido, pois Jesus havia operado naqueles dias muitos sinais: “A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22).

Este milagre tinha um propósito muito prático - exaltar o nome de Jesus e dar publicidade aos pregadores do Evangelho. Com isso uma grande multidão se dispôs a escutar a mensagem. Pedro diz que Jesus é a fonte do poder milagroso. Não por ter ele operado milagres na terra, mas por estar agora assentado à destra de Deus.

 

“Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?”

O povo ou considerou que Pedro e João tinham poderes próprios dos mais notáveis, ou que eram tão devotos que Deus respondia às orações deles com sinais milagrosos. Seja qual for o pensamento do povo, Pedro quis desviar a sua atenção, dos apóstolos, para a origem do milagre.

Paulo e Barnabé quando curaram um paralítico em Listra foram surpreendidos também com a reação do povo. As multidões, que consistiam dos habitantes locais, acreditaram que Paulo e Barnabé deviam ser deuses que vieram visitá-los, e revolveram que deviam honra-los. Os missionários foram identificados com dois dos deuses tradicionais gregos. Paulo foi considerado igual a Mercúrio, por ser o principal portador da palavra, pois Mercúrio era o mensageiro dos deuses, ao passo que o papel de Júpiter, a principal divindade dos gregos, foi reservado para Barnabé. O sacerdote do templo local preparou tudo para oferecer sacrifícios aos visitantes como marca de honra.

Quando os apóstolos deram conta daquilo que estava para acontecer, agiram rapidamente, rasgando as suas vestes, e tomando seu lugar entre a multidão. Rasgar as vestes é expressão de repugnância diante da tentativa blasfema de considerar divinos os homens, e a corrida rápida dos apóstolos para entrarem no meio da multidão foi a tentativa deles de evitar serem reverenciados como deuses e, assim, de pecarem contra o Deus verdadeiro. A situação exigia alguma explicação, e Paulo não perdeu a oportunidade de instruir o povo acerca da verdadeira natureza de Deus como Pedro também o fez.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.