sexta-feira, 25 de abril de 2025

João 8:44

João 8:44 "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."


"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. "

Depois de contestar o parentesco daqueles judeus incrédulos com Abraão e com Deus. Jesus lhes disse claramente:"vós tendes por pai ao diabo". Jesus usa os termos “pai” e “filhos" em um sentido ético: filhos são aqueles que apresentam as qualidades do pai. Jesus então, lhes diz claramente de quem eles são filhos: “Vós tendes por pai ao diabo”.

Pois, se eles não eram filhos de Deus deveriam ser filhos do diabo, pois tanto a semente de Deus e a semente de Satanás dividem o mundo (Gênesis 3:15). Os filhos de Satanás compartilham da sua natureza, refletem a sua imagem e obedecem os seus mandamentos. Os idólatras "dizem ao pedaço de madeira tu és meu pai" (Jeremias 2:27).

Isso não significa que eles agiram por compulsão: “quereis satisfaz". Eles escolheram agir de acordo com “os desejos do diabo”. Pois tiveram o seu entendimento cegados pelo diabo (Efésios 2.2). 
Jesus acusou os judeus de ser filhos do diabo porque seus pensamentos se inclinavam a destruir o bom e manter o falso. Todo homem que busca destruir a verdade, faz a obra do diabo.


"Ele foi homicida desde o princípio, "

Não do seu próprio princípio pois ele foi criado como anjo de luz. Mas desde o princípio da criação do homem pois o diabo através da serpente com astúcia “roubou a imortalidade de Adão”, cujo resultado foi a morte de toda a humanidade (Romanos 5:12). 

Satanás denegriu a imagem de Deus no homem, pois invejou sua felicidade, por isso trabalhou pela sua ruína.“Por inveja do diabo a morte entrou no mundo, experimentam-na quantos são de seu partido!” (Sab 2.24). 

Ele instigou o Caim ia matar seu irmão Abel (1 João 3.12. Por isso o diabo é chamado de assassino, isso não diminui a culpa de Caim mas aumenta a culpa do diabo.

Esses judeus incrédulos também como Caim eram semente do maligno pois procuravam matar a Cristo que tinha só dito a eles a verdade.


"... e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. "

Quanto a ele ser o arquétipo do mentiroso, a primeira frase dele registrada não só põe em dúvida, mas contradiz abertamente o que Deus dissera. Deus tinha dito: “Certamente morrerás” (Genesis 2.17); a serpente disse: “É certo que não morrereis” (Genesis 3.4). 

O que Deus diz é “a verdade”; o que o diabo diz é “a mentira”, porque contradiz “a verdade”. Neste sentido Paulo diz que os idólatras “trocaram a verdade de Deus pela mentira” (Romanos 1.25); em outra passagem ele diz que àqueles que se recusaram a receber “o amor da verdade” Deus envia “a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Tessalonicenses 2.11). 


"Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."

A mentira faz parte da natureza do diabo, é própria dele. A primeira pessoa a quem ele mentiu foi ele mesmo, pois ele pensou "serei semelhante ao altíssimo" (Isaías 14:14).

Ele diz falsidades de maneira tão natural e espontânea como Deus diz a verdade: se “é impossível que Deus minta” (Hebreus 6.18), também é impossível que o diabo diga a verdade, mesmo quando decida citar as Escrituras fará isso segundo seus propósitos”. 

Os filhos de Deus, portanto, serão caracterizados por seu amor à verdade; os filhos do diabo, o pai da mentira, por sua recusa em aceitar a verdade. Jesus não diz "apesar de eu dizer a verdade, não me credes”, mas porque eu digo a verdade, não me credes. Por causa da ascendência espiritual dos seus adversários, o fato-de ele dizer a verdade era razão suficiente para eles o rejeitarem.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
26/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202201_02.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE ABRIL DE 2025 (João 8.32)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE ABRIL DE 2025
JESUS, A VERDADE QUE LIBERTA

João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. “


Jesus quando estava ensinando no templo (v.2) afirmou que ele era a luz do mundo e durante esse sermão muitos do que o ouviam creram nele (v.30). Estas pessoas reconheceram a veracidade das declarações de Jesus quanto a ser Ele o Messias, mas interpretavam suas promessas segundo os preconceitos nacionalistas. Jesus, desejando aprofundar e purificar a fé dos seus ouvintes, disse-lhes:


“E conhecereis a verdade,”

João colocou forte ênfase na palavra “verdade” e a empregou sete vezes neste discurso. A palavra “verdade” aqui corresponde essencialmente à palavra “evangelho”, a boa notícia revelada na Pessoa de Jesus.

Os judeus ensinavam que a verdade era a lei e que o estudo da lei tinha um fim em si mesmo: libertar. Jesus enfatizou, conforme já observamos neste Relato do Evangelho, que a lei não apontava para si mesma, mas para ele: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39). O próprio Jesus é a verdade, aquele que é cheio de graça e verdade (1:14), por intermédio do qual a graça e a verdade vieram até nós: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1:17)

A verdade não pode ser separada de Jesus, pois Jesus é a verdade: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Jesus é a personificação da boa notícia da graça salvadora de Deus. Somente pela pessoa e obra de Cristo alguém pode ser conduzido a um conhecimento genuíno da verdade. Somente Ele é a revelação do Pai que expressa à verdade. Por isso Ele também diz: “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18:37).


“... e a verdade vos libertará.”

Essa declaração indica que uma pessoa só é verdadeiramente livre quando o Evangelho de Cristo domina sua vida por completo. Essa pessoa de fato conhece a verdade de forma experiencial, pois vive a liberdade provida pela obra redentora do Salvador; essa pessoa já não está mais sob a culpa e o domínio do pecado.

Guy N. Woods comentou: “Somente os filhos fiéis de Deus são verdadeiramente livres, não sendo escravos do mundo, nem da carne, nem do diabo; são também livres da má consciência, das preocupações e ansiedades do mundo e da própria morte”

A liberdade trazida pela verdade não é liberdade para fazermos o que quisermos. É a libertação do pecado e de suas conseqüências. Essa liberdade é alcançada por meio do Filho: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

https://estudosdabiblia.net/d2.htm

https://estiloadoracao.com/conhecereis-verdade-e-verdade-vos-libertara/

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE ABRIL DE 2025 (João 7.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE ABRIL DE 2025
A CHEGADA DA PRESENTE HORA DE JESUS

João 7.6 “Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

 

“Disse-lhes, pois, Jesus: ”

Os irmãos de Jesus sabendo da proximidade da festa dos tabernáculos insistiram que Jesus deixasse a Galileia e fosse para a Judéia. A melhor maneira de entender “seus irmãos” é que se tratavam dos filhos de José e Maria; nada no Evangelho sugere o contrário. Marcos 6:3 (Mateus 13:55, 56) menciona quatro filhos – Tiago, José, Judas e Simão – e menciona “irmãs” (plural). Incluindo Jesus eram ao todo, pelo menos, sete os filhos de José e Maria.

Eles viam nessa festa uma oportunidade para Jesus ser fazer mais conhecido. Para os irmãos parece inacreditável que alguém que tinha certeza de ser o Messias evitasse intencionalmente a publicidade. Ninguém que deseja ser um personagem público permanece na obscuridade de um lugarejo do interior, como Jesus.

Todas as pessoas importantes em Israel, em casa ou fora de casa, provavelmente poderiam ser encontradas em Jerusalém durante as grandes celebrações da colheita e da família. Indo a Jerusalém, Jesus realmente se mostraria ao mundo no sentido mais amplo; Jerusalém é o lugar onde ele precisa “ser levantado", para que todos sem distinção sejam atraídos a ele.

Embora os judeus em geral cressem que a vinda do Messias seria, de alguma forma, notória, Jesus rejeitou a notoriedade. A natureza do desafio dos irmãos de Jesus é semelhante ao conselho do diabo para Jesus se atirar do pináculo do templo (Mateus 4:5, 6). Jesus então respondeu:

 

“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

Por causa da incredulidade de seus irmãos, Jesus explicou o motivo que o fez recusar o conselho deles de subir à festa. Assim como Jesus dissera a sua mãe em Caná da Galiléia: “Ainda não é chegada a minha hora" (João 2.4), ele dá uma resposta semelhante a seus irmãos.

Jesus, que veio para fazer a vontade do Pai, tomou suas decisões com base no cronograma de Deus. Por esse motivo, Jesus só iria à festa no tempo adequado determinado pelo Pai. Quando chegasse a hora ele iria a Jerusalém para “manifestar-se ao mundo”.

Em contrapartida a si mesmo ele acrescentou: “o vosso tempo está sempre presente”. A situação dos irmãos de Jesus era bem diferente da dele. Embora, assim como todos os demais homens judeus, tivessem o dever de comparecer à festa, o dia exato em que chegariam tinha pouca relevância; qualquer hora era oportuna, mas não era assim com Jesus.

William Barclay disse que “chegar com multidões já reunidas e expectantes proporcionarias uma oportunidade muito melhor do que chegar logo no início da festa. Jesus não subiria a Jerusalém “Até que o Pai me mostre sua vontade” Até lá o tempo de Jesus ainda não estaria cumprido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_03.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

Texto Áureo Lição 04: Jesus. O Pão da Vida. João 6.48

TEXTO ÁUREO

“Eu sou o pão da vida. ” (João 6.48)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE ABRIL DE 2025 (João 6:52)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE ABRIL DE 2025
JESUS, A VERDADE REVELADA NOS SÍMBOLOS DA CARNE E DO SANGUE

João 6:52 “Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”

 

“Disputavam, pois, os judeus entre si, ”

O ensino de Jesus, especialmente o verso 51, provocou uma discussão entre os judeus. A discussão que se levantou entre os membros da congregação foi acalorada e tumultuada. João diz que eles “disputavam” ou “lutavam entre si” (Atos 7:26). Eles não estavam zangados um com o outro, mas com Jesus por causa da declaração que acabara de fazer. Eles sabiam que Jesus não estava sendo literal; não pensaram que ele estivesse falando seriamente de canibalismo. Mas este era o sentido natural das suas palavras.

Para eles era uma maneira ofensiva de falar mesmo em termos figurados, era escandaloso (1 Coríntios 1:23). E se ele estava mesmo falando figuradamente, não conseguiam entender qual era o sentido figurado das suas palavras.

 

 “... dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”

Defendendo variados pontos de vista, pois, uns davam uma interpretação, outros davam outra provavelmente disseram com desdém: Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne?

Será que é forçado ver nesta discussão uma antecipação das controvérsias perenes nas quais os cristãos se envolveram em relação ao significado das palavras do Senhor: “ Isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1 Coríntios 11.24)?

A igreja católica até hoje prega a doutrina da Transubstanciação que afirma a mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de Jesus Cristo no ato da consagração. Sendo literal assim, os crentes seriam então canibais? E quanto ao sangue, seremos “vampiros”? Os judeus eram proibidos de comer carne com sangue, pois Deus escolheu o sangue para expiação dos pecados: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis" (Genesis 9.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.


terça-feira, 22 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE ABRIL DE 2025 (João 6.41)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE ABRIL DE 2025
JESUS, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU

João 6.41 “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.”

 

“Murmuravam, pois, dele os judeus, ”

Os oponentes de Jesus são frequentemente identificados como judeus. Embora a expressão “os judeus” geralmente signifique as autoridades religiosas em Jerusalém (João 5:18), a referência aqui é à congregação da sinagoga em Cafarnaum ou a seus líderes. O versículo 59 diz que Jesus falou essas coisas na sinagoga, embora não saibamos exatamente quando ele mudou de local.

Assim como seus pais reclamaram no deserto:  “Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos” (Números 11:4-6), esses judeus murmuravam ao ouvirem as palavras de Jesus. Em Jerusalém, os judeus da Judéia se queixaram quando Jesus se igualou a Deus (João 5:18), e, agora, esses judeus galileus também se queixaram – não tanto porque Jesus afirmou ser “pão”, mas porque ele disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”.

 

 “... porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. ”

Essa autodeclaração fazia de Jesus não só um profeta semelhante a Moisés, mas um profeta muito maior do que Moisés. Os judeus simplesmente não podiam aceitar essa alegação. Em Jerusalém, ele era um visitante, mas na Galileia ele era um cidadão; isto que chocou seus ouvintes.

Como um homem, cuja família todos conheciam bem, podia dizer uma coisa destas? Como ele poderia fornecer e até ser o alimento da imortalidade? Como ele poderia ser o elo de ligação entre céu e terra. Em outras palavras, estavam dizendo: “Nós sabemos quem são seus pais, então que direito ele tem de dizer que é do céu?” Os judeus pensavam que sabiam quem era Jesus, mas desconheciam sua verdadeira identidade: “E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?”  (v.42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE ABRIL DE 2025 (João 6.30)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE ABRIL DE 2025
JESUS É A REVELAÇÃO DO PÃO DO CÉU

João 6.30 “Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? ”

 

“Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? ”

Com toda probabilidade, a multidão estava começando a entender que Jesus com suas palavras estava alegando ser o Messias; por esse motivo, pediram-lhe um sinal como prova dessa alegação. Os judeus, através de toda a sua história, sempre tiveram a tendência de procurar um sinal sobrenatural, desejando alguma irresistível prova que despertaria neles a fé invencível, assim como o grego sempre procurava o raciocínio irrefutável: “Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria” (1 Coríntios 1.22).

Quando Moisés se apresentou ao povo como libertador apresentou os sinais que Deus lhe dera “E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êxodo 4.31). Com a notável multiplicação dos pães e peixes eles já haviam especulado que Jesus poderia ser “o profeta” semelhante a Moisés: “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o Profeta que devia vir ao mundo” (João 6:14)

Embora tivessem visto a multiplicação dos pães, eles queriam um sinal ainda mais espetacular, menosprezando o milagre operado por Jesus e dando a entender que, se Jesus quisesse que eles o seguissem como sendo maior do que Moisés, teria de fazer algo comparável ao milagre de alimentar um a nação inteira durante 40 anos, considerado o maior milagre da história dos judeus, o qual o Messias deveria repetir (v.31).

 

“Que operas tu?”

No entanto Jesus entendeu que para esses incrédulos nenhum sinal seria suficiente. Eles os havia repreendido: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes” (João 6:26). E por isso negou um novo sinal.

Jesus prometeu que os sinais seguiriam aos que nele cressem. Os sinais servem para levar o povo a glorificar a Deus e não para os convence-los sobre Deus. Jesus negou apresentar sinal à Herodes na sua audiência com ele (Lucas 23.8). Fariseus e saduceus também haviam lhe pedido sinal e Ele respondeu: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 16:4). Está implícito que para crer, Deus nos deixou as Escrituras e não os sinais.

Quando o homem rico pediu que Lázaro voltasse dos mortos para converter sua família. Recebeu de Abraão a seguinte resposta: “Eles têm Moisés e os profetas: que os ouçam” (Lucas 16,29). A resposta de Abraão refere-se à Revelação especial de Deus, as Escrituras. Moisés morreu, os profetas também. Jesus se referiu as escrituras de Lei, Profetas e Salmos (Lucas 24.44). Moisés e os profetas é uma forma resumida a ser referir a elas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf

PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.

domingo, 20 de abril de 2025

Lição 04: Jesus. O Pão da Vida - 2 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Eu sou o pão da vida. ” (João 6.48)

 

“Eu sou o pão da vida. ”

Nosso Senhor quando diz “Eu sou” confirma a sua identidade divina. Há, pelo menos, sete declarações somente no Evangelho de João que autenticam essa identidade divina: 1) “Eu sou o pão da vida” (6.35,48,51); 2) “Eu sou a luz do mundo” (8.12; 9.5); 3) “Eu sou a porta das ovelhas” (10.7,9); 4) “Eu sou o Bom Pastor” (10.11,14); 5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11.25); 6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14.6); 7) “Eu sou a videira verdadeira” (15.1,5).

Ele repete a declaração registrada em João 6:35: “Eu sou o pão da vida”, mas nesse contexto  (v.47 a v.50) ele dá uma explicação mais completa acerca disso.  Aqueles que comeram o maná no deserto, chamado pelos judeus “o pão do céu, cereal do céu ou pão dos anjos” (Salmo 78.24s)” morreram (v.49). Ao contrário disso, quem come (se apropria crendo) o verdadeiro pão que desce do céu não perecerá (v.50), mas usufruirá da vida eterna (v.47). Embora os que obedecem a Cristo não escapem da morte física (a menos que estejam vivos na volta do Senhor), escaparão da morte espiritual porque a vida espiritual é a conseqüência de ir a Jesus.

Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito com diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser mais leve ou mais pesado. Mas sua função mais importante é saciar a fome. É para isso que eles são feitos. Jesus promete saciar a necessidade humana no que concerne às questões da vida e à relação com Deus, ao perdão. A fome que temos de Deus é saciada em Cristo Jesus. Ele não é só o pão vivo em contraste com o alimento perecível, ele é o pão que dá vida, que liberta do poder da morte os que o recebem

As coisas boas desta terra não passam de sombras das realidades eternas.  A água natural, que satisfaz a sede do corpo, é apenas um a leve sugestão de Cristo, a Agua Viva, que satisfaz a sede da alma. A videira é fonte de vida e fruição para seus ramos, Cristo, a videira verdadeira é fonte de vida aos seus discípulos. Da mesma forma o pão natural que alimenta o corpo não passa de um imperfeito símbolo de Cristo, o verdadeiro Pão que alimenta a alma. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

sábado, 19 de abril de 2025

João 7.6

João 7.6 “Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

 

“Disse-lhes, pois, Jesus: ”

Os irmãos de Jesus sabendo da proximidade da festa dos tabernáculos insistiram que Jesus deixasse a Galileia e fosse para a Judéia. A melhor maneira de entender “seus irmãos” é que se tratavam dos filhos de José e Maria; nada no Evangelho sugere o contrário. Marcos 6:3 (Mateus 13:55, 56) menciona quatro filhos – Tiago, José, Judas e Simão – e menciona “irmãs” (plural). Incluindo Jesus eram ao todo, pelo menos, sete os filhos de José e Maria.

Eles viam nessa festa uma oportunidade para Jesus ser fazer mais conhecido. Para os irmãos parece inacreditável que alguém que tinha certeza de ser o Messias evitasse intencionalmente a publicidade. Ninguém que deseja ser um personagem público permanece na obscuridade de um lugarejo do interior, como Jesus.

Todas as pessoas importantes em Israel, em casa ou fora de casa, provavelmente poderiam ser encontradas em Jerusalém durante as grandes celebrações da colheita e da família. Indo a Jerusalém, Jesus realmente se mostraria ao mundo no sentido mais amplo; Jerusalém é o lugar onde ele precisa “ser levantado", para que todos sem distinção sejam atraídos a ele.

Embora os judeus em geral cressem que a vinda do Messias seria, de alguma forma, notória, Jesus rejeitou a notoriedade. A natureza do desafio dos irmãos de Jesus é semelhante ao conselho do diabo para Jesus se atirar do pináculo do templo (Mateus 4:5, 6). Jesus então respondeu:

 

“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

Por causa da incredulidade de seus irmãos, Jesus explicou o motivo que o fez recusar o conselho deles de subir à festa. Assim como Jesus dissera a sua mãe em Caná da Galiléia: “Ainda não é chegada a minha hora" (João 2.4), ele dá uma resposta semelhante a seus irmãos.

Jesus, que veio para fazer a vontade do Pai, tomou suas decisões com base no cronograma de Deus. Por esse motivo, Jesus só iria à festa no tempo adequado determinado pelo Pai. Quando chegasse a hora ele iria a Jerusalém para “manifestar-se ao mundo”.

Em contrapartida a si mesmo ele acrescentou: “o vosso tempo está sempre presente”. A situação dos irmãos de Jesus era bem diferente da dele. Embora, assim como todos os demais homens judeus, tivessem o dever de comparecer à festa, o dia exato em que chegariam tinha pouca relevância; qualquer hora era oportuna, mas não era assim com Jesus.

William Barclay disse que “chegar com multidões já reunidas e expectantes proporcionarias uma oportunidade muito melhor do que chegar logo no início da festa. Jesus não subiria a Jerusalém “Até que o Pai me mostre sua vontade” Até lá o tempo de Jesus ainda não estaria cumprido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_03.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.