João 4.24 “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. ”
terça-feira, 15 de abril de 2025
Texto Áureo Lição 03: A Verdadeira Adoração. João 4.24
João 4.24 “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. ”
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE ABRIL DE 2025 (Números 25:1)
DIFERENCIANDO A ADORAÇÃO DAS PRÁTICAS PROFANAS
Números 25:1 “E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.”
“E Israel deteve-se em Sitim”
Mackintosh comentou: Há pouco haviamos estado no cume de Pisga ouvindo o testemunho de Deus a respeito de Israel, e ali tudo era brilhante e belo, sem uma nuvem e sem mancha. Mas agora achamo-nos nas planícies de Moabe, e tudo é mudado.
Israel acampou num lugar chamado Sitim. Este nome significa literalmente “acácias” (Cipreste) devido a grande quantidade delas que cresciam ali, também é chamada de Abel-Sitim (Números 33.49) Ela é Identificado por Josefo como Abila, possivelmente Tell el-Kefrein, 10 quilómetros a leste do Jordão. Este foi o lugar do último acampamento de Israel antes de atravessar o Jordão: “E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó” (Josué 2.1).
“... e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.”
Balaão, depois de haver falhado na sua tentativa de amaldiçoar Israel por dinheiro, conseguiu induzi-los por meio dos seus ardis a cometerem o pecado, esperando desta forma alcançar o seu fim. Essa é a chamada “Doutrina de Balaão”: “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem” (Apocalipse 2:14), e se refere a esse incidente. O Novo Testamento também fala do "Caminho de Balaão" (2 Pedro. 2:15), referindo- se ao seu amor ao "salário da injustiça" (Números 22,24)..
Prostituir-se tem um sentido físico tanto quanto espiritual. A prostituição sagrada era uma característica comum da religião Cananéia; através dela aqui alguns dos israelitas foram persuadidos a participar de sacrifícios pagãos, e o povo inclinou-se aos deuses delas. Ao fazê-lo, quebrou tanto o primeiro quanto o segundo mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim... não as adorarás, nem lhes darás culto” (Exôdo 20:3, 5).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de números – MACKINTOSH, C.H. 2.ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 2003.
WENHAM, G. J. Números: Introdução e Comentário. Tradução Adiel Almeida de Oliveira. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova & Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1985.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA,
John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
segunda-feira, 14 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE ABRIL DE 2025 (Filipenses 2.7)
Filipenses 2.7 “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; “
“Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, “
Na sua encarnação aconteceu a maior demonstração de humildade de Cristo. Ele “esvaziou-se a si mesmo”. A palavra grega kenou que em algumas versões é traduzida por “aniquilar” significa “esvaziar, ficar vazio”.
Cristo renunciou ao Seu ambiente de glória. Ele pôs de lado Sua majestade e glória (João 17.5), mas permaneceu Deus. Ele jamais deixou de ser possuidor da natureza divina. Mesmo em Seu estado de humilhação, jamais se despojou de Sua divindade.
F.F. Bruce diz que, em vez de explorar a Sua igualdade com Deus, e dela auferir vantagens, Jesus despojou a si próprio, não de Sua natureza divina, visto que isso seria impossível, mas das glórias e das prerrogativas da divindade para assumir 100% as prerrogativas humanas.
Cristo esvaziou-se assumindo a forma de servo. Forma, aqui, indica a veracidade de sua posição de servo. Ao contrário do primeiro Adão, que fez uma tentativa frenética de alcançar posição de igualdade com Deus (Genesis. 3:5), Jesus, o último Adão (1 Coríntios 15:47), humilhou-se e obedientemente aceitou o papel de Servo Sofredor.
“...fazendo-se semelhante aos homens; “
Quando lemos a frase do texto que Ele fez-se “semelhante aos homens” precisamos, à luz do contexto da Cristologia, entender que a palavra semelhança em relação a Cristo não significa “um faz de conta”, ou que tenha sido apenas uma semelhança de humanidade, e não humanidade real.
No final do primeiro século da Era Cristã, surgiu uma doutrina herética denominada docetismo, da palavra dokesis, que significa “semelhança”. Essa doutrina herética visava destruir os alicerces da doutrina de Paulo sobre Cristo, para negar que “Jesus veio em carne”. Paulo combateu com todas as suas forças essa heresia ensinando que Jesus era verdadeiramente homem, “nascido de mulher” (G1 4.4),
A expressão “fazendo-se” indica o fato de ter sido 100% homem, como todos os demais homens. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas 4.4 que “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”, indicando que Jesus, em sua humanidade, é consubstanciai com o homem e pertence à ordem das coisas assim como Adão foi criado. A diferença de Jesus como homem e os demais homens está no fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Por isso, Ele é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus”.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/1/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
LOPES, Hernandes dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. São Paulo, SP: Hagnos 2007.
domingo, 13 de abril de 2025
Lição 03: A Verdadeira Adoração - 2 Trimestre de 2025
TEXTO ÁUREO
Deivy Ferreira Paniago Junior
13/02/2021
Fontes:
SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
PEARMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.
HORTON, Stanley. A Doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD.
sábado, 12 de abril de 2025
Números 25:1
Números 25:1 “E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.”
“E Israel deteve-se em Sitim”
Mackintosh comentou: Há pouco haviamos estado no cume de Pisga ouvindo o testemunho de Deus a respeito de Israel, e ali tudo era brilhante e belo, sem uma nuvem e sem mancha. Mas agora achamo-nos nas planícies de Moabe, e tudo é mudado.
Israel acampou num lugar chamado Sitim. Este nome significa literalmente “acácias” (Cipreste) devido a grande quantidade delas que cresciam ali, também é chamada de Abel-Sitim (Números 33.49) Ela é Identificado por Josefo como Abila, possivelmente Tell el-Kefrein, 10 quilómetros a leste do Jordão. Este foi o lugar do último acampamento de Israel antes de atravessar o Jordão: “E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó” (Josué 2.1).
“... e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.”
Balaão, depois de haver falhado na sua tentativa de amaldiçoar Israel por dinheiro, conseguiu induzi-los por meio dos seus ardis a cometerem o pecado, esperando desta forma alcançar o seu fim. Essa é a chamada “Doutrina de Balaão”: “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem” (Apocalipse 2:14), e se refere a esse incidente. O Novo Testamento também fala do "Caminho de Balaão" (2 Pedro. 2:15), referindo- se ao seu amor ao "salário da injustiça" (Números 22,24)..
Prostituir-se tem um sentido físico tanto quanto espiritual. A prostituição sagrada era uma característica comum da religião Cananéia; através dela aqui alguns dos israelitas foram persuadidos a participar de sacrifícios pagãos, e o povo inclinou-se aos deuses delas. Ao fazê-lo, quebrou tanto o primeiro quanto o segundo mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim... não as adorarás, nem lhes darás culto” (Exôdo 20:3, 5).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
MACKINTOSH, C.H. Estudos sobre o livro de números – MACKINTOSH, C.H. 2.ed. São Paulo: Associação Religiosa Impressa da Fé, 2003.
WENHAM, G. J. Números: Introdução e Comentário. Tradução Adiel Almeida de Oliveira. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova & Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1985.
João 15:1
João 15:1 “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.”
“Eu sou a videira verdadeira, ”
Tal como fazia com frequência, nesta passagem Jesus trabalha com imagens e ideias que formavam parte da herança religiosa do povo judeu. No Antigo Testamento se faz referência a Israel uma e outra vez como a vinha ou a videira de Deus. Isaías apresenta uma grande imagem de Israel como a vinha de Deus. “A vinha do SENHOR dos Exércitos é a casa de Israel” (Isaías 5:7).
Tanto era assim, que a vinha se converteu num símbolo de Israel: “Trouxeste uma videira do Egito”, cantou o salmista pensando na libertação de seu povo escravizado levada a cabo por Deus (Salmo 80:8). O emblema nas moedas dos macabeus era a vinha. A vinha formava parte do imaginário judaico; pois se tornara o próprio símbolo do povo de Israel.
Por que Jesus afirmou ser a “videira verdadeira”? Porque as coisas boas desta terra não passam de sombras das realidades eternas. O pão natural que alimenta o corpo não passa de um imperfeito símbolo de Cristo, o verdadeiro Pão que alimenta a alma. A água natural, que satisfaz a sede do corpo, é apenas um a leve sugestão de Cristo, a Agua Viva, que satisfaz a sede da alma. O Senhor, dizendo ser a Videira verdadeira, ensinando que, assim como a videira natural é a fonte de vida e fruição para seus ramos, também era Ele a verdadeira fonte da vida frutífera dos seus seguidores.
Barclay explica que quando Jesus afirma ser a videira verdadeira está fazendo contraste com o povo de Israel. "Vocês creem que porque pertencem ao povo de Israel são um ramo na videira verdadeira de Deus. Vocês creem que só porque são judeus e membros do povo eleito de Deus e devido a sua raça vocês são um ramo na videira de Deus. Mas a verdadeira videira não é o povo. Eu sou a videira verdadeira. Não é o fato de ser judeu o que os salvará. A única coisa que pode salvá-los é manter uma comunhão íntima e viva comigo porque eu sou a videira de Deus. E vocês devem ser ramos unidos a mim." Jesus estabelecia que o caminho rumo à salvação de Deus não passava pelo sangue judeu mas sim pela fé nele.
“... e meu Pai é o lavrador. ”
Nestas palavras, Deus é descrito com o sendo Dono e Cultivador da vinha, com o exercício das seguintes funções segundo Myer Pearlman:
1) Ele plantou a videira, ou seja, foi Ele quem enviou seu Filho a este mundo para ser fonte de vida: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16)
2) Ele corta os ramos infrutíferos: “Toda a vara, em mim, que não dá fruto, a tira". Assim como se remove os ramos inúteis, também são removidos os cristãos professos que não têm vida espiritual. Foi este o juízo divino pronunciado contra a nação de Israel (Eclesiastes 13.6-10; Romanos 11.17-21). Judas Iscariotes é exemplo destacado de alguém que foi cortado do convívio com Cristo (Atos 1.16-20).
3) Ele limpa (poda) o ramo frutífero: “E limpa ioda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Poderíamos supor que os ramos frutíferos ficariam livres da severidade, por serem motivos de satisfação para o Agricultor. No entanto, assim como videiras boas são podadas sem hesitação, a fim de concentrarem a seiva nos cachos, também os filhos de Deus muitas vezes recebem severas disciplinas a fim de se tornarem mais eficazes na obra cristã. Mediante a aplicação da disciplina, o Pai remove da alma humana os empecilhos à vida e ao crescimento, as ambições desta vida, a traiçoeira influência das riquezas, as concupiscências da carne e as paixões da alma (Hebreus 12.6-11).
Sobre essa limpeza Cristo tranquiliza seus discípulos: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”. Tinham seguido os seus ensinos, estavam em comunhão com Ele (João 13.8-1 1).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.
João 6.48
“Eu sou o pão da vida. ”
“Eu sou o pão da vida. ”
Nosso Senhor quando diz “Eu sou” confirma a sua identidade divina. Há, pelo menos, sete declarações somente no Evangelho de João que autenticam essa identidade divina: 1) “Eu sou o pão da vida” (6.35,48,51); 2) “Eu sou a luz do mundo” (8.12; 9.5); 3) “Eu sou a porta das ovelhas” (10.7,9); 4) “Eu sou o Bom Pastor” (10.11,14); 5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11.25); 6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14.6); 7) “Eu sou a videira verdadeira” (15.1,5).
Ele repete a declaração registrada em João 6:35: “Eu sou o pão da vida”, mas nesse contexto (v.47 a v.50) ele dá uma explicação mais completa acerca disso. Aqueles que comeram o maná no deserto, chamado pelos judeus “o pão do céu, cereal do céu ou pão dos anjos” (Salmo 78.24s)” morreram (v.49). Ao contrário disso, quem come (se apropria crendo) o verdadeiro pão que desce do céu não perecerá (v.50), mas usufruirá da vida eterna (v.47). Embora os que obedecem a Cristo não escapem da morte física (a menos que estejam vivos na volta do Senhor), escaparão da morte espiritual porque a vida espiritual é a conseqüência de ir a Jesus.
Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito com diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser mais leve ou mais pesado. Mas sua função mais importante é saciar a fome. É para isso que eles são feitos. Jesus promete saciar a necessidade humana no que concerne às questões da vida e à relação com Deus, ao perdão. A fome que temos de Deus é saciada em Cristo Jesus. Ele não é só o pão vivo em contraste com o alimento perecível, ele é o pão que dá vida, que liberta do poder da morte os que o recebem
As coisas boas desta terra não passam de sombras das realidades eternas. A água natural, que satisfaz a sede do corpo, é apenas um a leve sugestão de Cristo, a Agua Viva, que satisfaz a sede da alma. A videira é fonte de vida e fruição para seus ramos, Cristo, a videira verdadeira é fonte de vida aos seus discípulos. Da mesma forma o pão natural que alimenta o corpo não passa de um imperfeito símbolo de Cristo, o verdadeiro Pão que alimenta a alma.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
2 Reis 17:28
2 Reis 17:28 “Veio, pois, um dos sacerdotes que transportaram de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor. “
“Veio, pois, um dos sacerdotes que transportaram de Samaria,”
Após sucessivos avisos pelo ministério de todos os profetas: ”Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais” (v.13). Israel não os ouviu: “Porém não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no Senhor seu Deus” (v.14). E o Senhor os entregou ao Rei da Assíria, Salmanesser, após um cerco de três anos contra Samaria, enfim toda a tribo do Norte foi cativa. Salmanesser “fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos” (v.6).
Após deixar a terra de Israel praticamente deserta, apenas os pobres mais miseráveis ali permaneceram. O rei da Assíria: “trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades” (v.24).
Essas novos habitantes “no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e o Senhor mandou entre eles, leões, que mataram a alguns deles” (v.25). Após essa terrível experiência, entenderam os novos habitantes de Israel que esse mal acontecera porque não sabiam exercer o culto daquela terra e pediram ao rei da Assíria que os levasse um dos sacerdotes da terra. Salmanesser tendo conhecimento disso deu a ordem: “Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá; e vá e habite lá, e ele lhes ensine o costume do Deus da terra” (v.27).
“... e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor. “
Esse sacerdote habitou em Betel. Betel significa “casa de Deus”. Originalmente chamada de Luz (Genesis 28.19), foi visitada por Abrão no início de sua peregrinação pela terra prometida (Genesis 12.8). Jacó teve seu sonho ali enquanto estava a caminho de Padã-Arã (Genesis 28.19). Ao retomar de Padã-Arã, Jacó construiu um altar aqui e chamou o lugar de El-Betel (Genesis 35.6,7). Jeroboão I fez de Betei um dos dois centros de adoração para Israel, após as divisões das Tribos entre Norte e Sul, erigindo ali um dos bezerros de ouro (1 Reis 12.28,29).
Esse sacerdote, não identificado retornou do cativeiro para Israel e ensinou os novos moradores como deveriam cultuar o Deus da terra. Ele os ensinou a temer ao Senhor. Todavia esses novos habitantes nunca deixaram de adorar aos seus deuses: “Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados” (v.33).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/04/2025
FONTES:
CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE ABRIL DE 2025 (Gálatas 5.22)
sexta-feira, 11 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD11 DE ABRIL DE 2025AQUELES QUE NASCERAM DE NOVO VENCEM O MUNDO
1 João 5:4 "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé."
"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo;"
Os nascidos de Deus são aqueles que experimentaram a nova vida que Jesus ofereceu. A Nicodemos Jesus havia dito: "necessário usar é nascer de novo". A vida espiritual não passa de pai para filho de modo natural; ela procede de Deus: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (João 3.6,7).
A todos que recebem a Jesus como Salvador pessoal, o Eterno concede o poder de serem feitos seus filhos: "Mas a todos quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome" (João 1.12). Dentre os muitos aspectos do crente como filho de Deus, destacamos a obediência. A essência de ser filho de Deus é o amor, e o cerne do amor é a obediência (João 14.22).
Os filhos de Deus não se conformam com as obras deste mundo, a saber, "as concupiscências" que em vossa ignorância praticavam (1 Pedro 1.14). Esses desejos intensos de gozos materiais estão associados à falta de conhecimento legítimo do que é verdadeiramente útil, real, e necessário para se ter uma vida que agrade a Deus.
Aquele que realmente nasceu de Deus está liberto da escravidão do pecado e passa a ter o desejo e a disposição espiritual de obedecer ao Senhor e andar sob a direção do Espírito Santo (v.2)
Uma vez transformado sua natureza os nascidos de Deus vencem o mundo, pois o mundo não tem mais poder para o influenciar para o mal e afastá-lo daquele que o gerou.
"... e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé."
Vivemos num momento eclesiástico em que nunca ouvimos tanto a palavra "vitória" ser pronunciada. "Quem não deseja ser um vencedor?" A epístola de João nos apresenta o segredo da vitória sobre o mundo: a fé em Jesus como o Filho de Deus.
Esta fé é essencial não somente para que o crente vença o mundo, mas também para que o homem nasça de novo, guarde os mandamentos divinos, ame a Deus e ao próximo. Na verdade, crer em Jesus como o Filho de Deus implica amá-lo, obedecer-Lhe e amar ao próximo. Por isso, João enfatiza tanto essa fé em seus escritos.
Na verdade, sob a perspectiva joanina, se o crente, que não tem vencido o mundo, fizer uma investigação profunda em sua vida, descobrirá que a raiz do seu problema ou dificuldade encontra-se neste simples, mas indispensável, fundamento: a fé em Jesus como o Filho de Deus.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/4/2025
BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006
https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2009/2009_03_12.htm




