terça-feira, 17 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE DEZEMBRO DE 2024 (2 Coríntios 5.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE DEZEMBRO DE 2024

EM JESUS TUDO SE FAZ NOVO EM NOSSA VIDA

2 Coríntios 5.17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; ”

Falando primeiramente de si mesmo e depois de todos os que conheceram a Cristo, Paulo disse que estar em Cristo é participar de uma nova forma de ser. A cruz e a ressurreição efetuaram uma ruptura radical com antiga vida de Paulo, trazendo-o a uma união vital com Cristo e a uma esfera de existência totalmente nova. Paulo se tornou uma nova pessoa com uma nova identidade: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Agora ele pertence a um “novo mundo”. A mudança é tão dramática, que somente pode ser descrita como uma “nova criação”. Cristo já havia dito a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6).

Paulo usou parcamente a terminologia do novo nascimento. O conceito de nova criação está contido no novo nascimento, mas há uma ênfase diferente. Paulo via a novidade em Cristo como um conceito mais coletivo do que individual. O novo nascimento tende a enfatizar o indivíduo e seu relacionamento com Deus, enquanto a nova criação é uma nova ordem mundial.

Ser salvo, redimido e reconciliado é, ao mesmo tempo, tomar uma decisão individual e passar a fazer parte de um novo povo: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2.10). Isso implica uma nova maneira de se relacionar com as pessoas, pois fomos criados de novo para boas obras: ”Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

 

“... as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Toda a sua antiga vida — suas relações, condições, e situações— “já passaram” (tempo verbal aoristo em grego, denotando um fato realizado); em seu lugar veio, e agora existe (a implicação do tempo verbal perfeito em grego), uma nova vida “em Cristo”.

Empregando uma linguagem escatológica do fim dos tempos Paulo disse que Deus, por meio de Cristo, invadiu a antiga ordem da humanidade. Depois que Deus criou a humanidade e o pecado entrou nos seres humanos, a velha criação prevaleceu. Então, em Cristo, Deus voltou aos seres humanos para recriar um povo. Eis que se fizeram novas.

Talvez o apóstolo estivesse conscientemente ratificando o profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo” (Isaías 65.17-18).

Em Cristo participamos de uma nova era. O reino do Messias está dentro de nós: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE DEZEMBRO DE 2024 (João 10.10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE
DEZEMBRO DE 2024
O SENHOR JESUS É A FONTE DA VIDA ABUNDANTE

João 10.10 “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. ”

 

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; ”

Em primeira instância, o ladrão aqui é o fariseu (10.1). Esses religiosos matavam e destruíam as pessoas: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23.15).

Eram ladrões de almas - o homem que, sem real amor pela causa, se estabelece como líder religioso baseado no seu próprio egoísmo, o homem que não deseja que as ovelhas tenham livre acesso ao Reino dos Céus: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mateus 23.13).

Eles são integrantes do sistema religioso, que tinham se mostrado péssimos pastores dos membros necessitados do rebanho de Israel. Podemos pensar também em falsos messias, líderes de revoltas e outras pessoas deste tipo, que reuniam adeptos ao seu redor para levá-los ao desastre, como Teudas e Judas o galileu: “Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.  Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos” (Atos 5.36,37).

No sentido mais amplo, a palavra "ladrão” pode representar Satanás, o inimigo das nossas almas, que quer nos despojar da nossa paz e alegria, e dar o golpe derradeiro em nossa vida espiritual.

 

“... eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. ”

Em contraste com a obra dos falsos pastores, Jesus declara: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Jesus oferece a plenitude da vida. O melhor comentário acerca destas palavras encontra-se no Salmo 23. Não fomos vocacionados para viver uma vida de fraqueza e incapacidade; e sim para que tenhamos uma vida abundante, uma vida vitoriosa.

A vida abundante, prometida por Nosso Senhor Jesus, trata-se de um convite aos pecadores para viverem uma nova perspectiva de vida que não está baseada nos prazeres da carne ou nas alegrias momentâneas da vida terrena (1 João 2.15-17).

A vida abundante anunciada por Jesus está fundamentada em valores e princípios eternos. Desta nova perspectiva deriva um estilo de vida próspero, uma família abençoada, uma alegria que não se esvai com as lutas e aflições. Quem experimenta dessa nova vida tem um coração grato a Deus e disposto a servi-lo com temor, mesmo que as circunstâncias, por ora, não sejam favoráveis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200707_08.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

2° Trimestre De 2024 | TEMA: JOÃO – O Evangelho do Filho de Deus | Escola Bíblica Dominical | Lição 08: JOÃO 10 – Jesus, o Bom Pastor | EBD PECC

domingo, 15 de dezembro de 2024

Lição 12: A Promessa de Vida Abundante | 4° Trimestre de 2024

TEXTO ÁUREO

“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. ” (João 10.9,10)

 

“Eu sou a porta; ”

J. A. T. Robinson entende que temos aqui uma parábola curta, onde Jesus é comparado à porta, inserida na parábola mais longa em que ele é comparado ao pastor. Se antes Jesus fez um contraste na parábola entre o pastor e os ladrões e salteadores (10.1-6), agora ele faz um contraste entre a porta e os ladrões e salteadores (10.7-10).

Quando Jesus disse: “Eu sou a porta” (vv. 7), Ele estava enfatizando que Ele é o único caminho
para chegarmos a Deus: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Ninguém pode entrar no aprisco de Deus senão por meio de Jesus. Não há outra porta. Não há outro Salvador ou mediador. O próprio Jesus é a porta. Não se trata de uma cerimônia ou de uma doutrina. Não se trata de uma igreja nem de uma denominação. A porta é Jesus!

O cego curado foi expulso da igreja oficial, mas sua excomunhão o promoveu, porque passou da sinagoga para o Salvador. Podiam excluí-lo de uma instituição, mas não do Céu. “Eu sou a porta”, disse Jesus.

Muitas pessoas piedosas e tementes a Deus têm sido excluídas das igrejas durante a história da cristandade, e isto não c de se estranhar, porque o próprio Senhor tem sido excluído de tantas delas: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3.20). Certas igrejas, como a de Laodicéia, que deixam Cristo fora da porta, são mais clubes religiosos do que igrejas de Cristo, e há mais vantagem espiritual cm ficar fora delas.

 

“... se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. ”

Quem aceita-lo e passar por ele (A porta) terá segurança. “Salvar-se-á”. No contexto da vida na terra, "salvo” significa seguro, são, protegido por Cristo e cm Cristo, até que nossa comunhão com Ele, além dos limites da morte, se revele na forma de salvação eterna. Pela sua contínua proteção, “o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial” (2 Timóteo 4.18).

Quem aceita-lo e passar por ele (A porta) terá liberdade. “Entrar e sair” é frase frequentemente empregada para expressar o livre uso da moradia por parte de quem habita no seu lar. O crente que entra em comunhão com Deus, recebendo a salvação, não “entra e sai” com respeito àquele relacionamento, e sim, como filho de Deus, desfruta da familiaridade da comunhão com Deus.

Quem aceita-lo e passar por ele (A porta) terá sustento. “Achará pastagens”. Acham -se em Cristo todas as coisas de que a alma necessita para seu crescimento espiritual. A ideia de “pastagens” pode ser aplicada também aos “meios da graça” - a oração, a Palavra, a comunhão com o povo de Deus nos cultos públicos.

 

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; ”

Em primeira instância, o ladrão aqui é o fariseu (10.1). Esses religiosos matavam e destruíam as pessoas: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23.15).

Eram ladrões de almas - o homem que, sem real amor pela causa, se estabelece como líder religioso baseado no seu próprio egoísmo, o homem que não deseja que as ovelhas tenham livre acesso ao Reino dos Céus: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mateus 23.13).

Eles são integrantes do sistema religioso, que tinham se mostrado péssimos pastores dos membros necessitados do rebanho de Israel. Podemos pensar também em falsos messias, líderes de revoltas e outras pessoas deste tipo, que reuniam adeptos ao seu redor para levá-los ao desastre, como Teudas e Judas o galileu: “Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.  Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos” (Atos 5.36,37).

No sentido mais amplo, a palavra "ladrão” pode representar Satanás, o inimigo das nossas almas, que quer nos despojar da nossa paz e alegria, e dar o golpe derradeiro em nossa vida espiritual.

 

“... eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. ”

Em contraste com a obra dos falsos pastores, Jesus declara: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Jesus oferece a plenitude da vida. O melhor comentário acerca destas palavras encontra-se no Salmo 23. Não fomos vocacionados para viver uma vida de fraqueza e incapacidade; e sim para que tenhamos uma vida abundante, uma vida vitoriosa.

A vida abundante, prometida por Nosso Senhor Jesus, trata-se de um convite aos pecadores para viverem uma nova perspectiva de vida que não está baseada nos prazeres da carne ou nas alegrias momentâneas da vida terrena (1 João 2.15-17).

A vida abundante anunciada por Jesus está fundamentada em valores e princípios eternos. Desta nova perspectiva deriva um estilo de vida próspero, uma família abençoada, uma alegria que não se esvai com as lutas e aflições. Quem experimenta dessa nova vida tem um coração grato a Deus e disposto a servi-lo com temor, mesmo que as circunstâncias, por ora, não sejam favoráveis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200707_08.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

2° Trimestre De 2024 | TEMA: JOÃO – O Evangelho do Filho de Deus | Escola Bíblica Dominical | Lição 08: JOÃO 10 – Jesus, o Bom Pastor | EBD PECC

sábado, 14 de dezembro de 2024

João 1.14


João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).

 

“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “

E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.

Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.

A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.

 

“... cheio de graça e de verdade. ”

A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).

A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.

Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).

Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Filipenses 1.16


“Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, “

Apesar da prisão tinha sido um incentivo para a pregação do Evangelho. Pois, alguns que o amavam e vendo-o detento redobraram seus esforços para que a pregação do evangelho não sofresse detrimento por causa desta prisão. De fato, “a maior parte dos irmãos” (Filipenses 1:14).

Havia outros que estavam movidos pelo que Paulo chama eritheia (contenção, discórdia). Pregavam por seus motivos partidários. O termo eritheia está carregado de interesse. Nas origens seu sentido não era de maneira nenhuma pejorativo; significava simplesmente trabalho pelo pagamento ou trabalho assalariado.

O homem que só trabalha pelo pagamento no evangelho tem um motivo muito baixo: “Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas” (João 10:13). Ele desempenha só para beneficiar-se, para proveito e lucro próprios e para seu prestígio sobre outros. O termo passou a descrever um oportunista, um homem que desempenha um cargo para engrandecer a si mesmo.

 

“... não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. ”

Esses não tinham motivos puros, e por isso caluniavam a Paulo, querendo diminuir sua autoridade para com os filipenses. Eles agora pregavam com mais esforço agora que Paulo estava preso; pois sua prisão lhes parecia uma oportunidade enviada do céu para incrementar sua própria influência e seu prestígio e seu partido eclesiástico, diminuindo os de Paulo.

A parte mais estranha da situação é o fato de pensarem que pregar o evangelho traria mais tribulação à prisão de Paulo. Talvez supusessem que Paulo tinha os mesmos motivos egocêntricos que eles tinham. Nesse caso, podem ter pensado que, se fossem mais bem-sucedidos na pregação do que Paulo, isto o deixaria infeliz.

Porém, Paulo não se interessava no que os outros pregadores diziam dele, ou quão pouco como se comportavam longe dele, nem mesmo com quanto desprezo o tratavam. Tudo o que lhe interessava era que Cristo fosse pregado: “Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda(Filipenses 1:18).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

William Barclay, The Letters to the Philippians, Colossians, and Thessalonians, ed. rev., The Daily Study Bible Series. Filadélfia: Westminster Press, 1975.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_04.pdf

1 Coríntios 11.19


1 Coríntios 11.19 “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. “

 

“E até importa que haja entre vós heresias, “

Paulo tinha começado essa epístola repreendendo os cristãos por causa das divisões baseadas em lealdades a diferentes mestres, notavelmente o próprio Paulo e Apolo (1 Coríntios 1:10–15). Agora, outras divisões na igreja em Corinto haviam brotado de diferenças socioeconômicas. Aparentemente os ricos, contrariando o costume, consumiam egoisticamente suas provisões mais fartas, antes que chegassem todos os pobres, para que não precisassem partilhar seu alimento.

Essas divisões provavelmente se manifestavam de várias formas, mas eram óbvias toda vez que a igreja se reunia para uma refeição congregacional: “Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo” (1 Coríntios 11:21.22).

A palavra traduzida como hereias é “Hairesis”. Esse vocábulo aparece aqui com o sentido de “partido, espírito sectário”. O apóstolo não fez referência a um erro de doutrina, mas discursa apenas de “irregularidade” na “conduta”; e a primeira coisa que ele menciona é que havia cismas, divisões, disputas (1 Coríntios 11:18). Paulo adverte para que não haja no seio da igreja essas divisões (hairesis), pois isso é uma obra da carne (Gálatas 5.20).

 

 “... para que os que são sinceros se manifestem entre vós. “

Para que os aprovados se tornassem conhecidos no meio deles, era necessário que as diferenças viessem à tona. Nem todos os cristãos de Corinto eram igualmente responsáveis pelo clima de divisão presente na igreja. Aqueles que ostentavam prosperidade eram a causa da divisão. Quando comiam e bebiam nutrindo um espírito faccioso, traziam sobre si e sobre todo o corpo de Cristo o julgamento de Deus: “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Coríntios 11:29).

Comendo e bebendo de um modo indigno, estavam danificando a unidade do corpo. Em comum acordo, a igreja inteira parecia ter aceitado a auto exaltação da elite social como norma de conduta dos cristãos. As divisões praticadas pelos coríntios quando os mais prósperos entre eles se separavam formando um grupo exclusivo nada tinham a ver com comunhão e santidade. Só tinham a ver com egoísmo e arrogância.

Paulo observa um tanto resignadamente, que importava o fato para que os aprovados pudessem ser reconhecidos: Em outras palavras: A existência de tais diferenças de opinião serve, de qualquer forma, para tornar conhecidos os verdadeiros cristãos. Por isso cada um devia: “Examinar-se a si mesmo” (v.28).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201704_01.pdf

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

João 1.1


 João 1.1 "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

 

"No princípio, ”

Observamos nos evangelhos sinópticos que cada evangelista iniciou seu evangelho de uma forma. O evangelista Marcos principiou seu evangelho falando acerca de João o Batista já adulto pregando o evangelho do Reino. Mateus após apresentar a geração de Jesus Cristo descreveu contidamente Maria grávida do Espírito Santo. Já o historiador e doutor Lucas que havia empregado investigação no seu projeto começou seu evangelho falando acerca da anunciação dos nascimentos de João Batista e posteriormente de Jesus.

Já o apóstolo João decidiu ir mais além. Eusébio de Cesaréia nos informa que quando João escreveu seu evangelho ele já havia lido os outros. E com divina inspiração ele retroage até a criação. Lemos em Genesis 1.1: “No principio criou Deus...”, E agora ele revela que Deus Pai não estava sozinho quando criava: "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus”. Cristo estava presente e atuante na criação, então ele segue dizendo: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.3,4). Esse versículo descreve Jesus como o início de todas as coisas.

 

“... era o Verbo, ”

O termo “Verbo”, aplicado a Jesus, procede do original Logos e, apesar de seu amplo significado secular, “palavra”, “razão”, ou “pensamento”, é usado no versículo 1 com o sentido de “Verbo ou Palavra divina”: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo vocábulo aparece apenas traduzido como “Palavra”: “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um (1 João 5.7).

Quando o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo foi anunciado pela igreja cristã no Século I, os vocábulos, “A Palavra” e “O Verbo”, foram satisfatoriamente compreendidos pelos judeus e gregos, pois essas expressões lhes eram conhecidas.

 

“... e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

O termo “Deus” aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: “e o Verbo estava com Deus” que sugere a eterna comunhão entre o Pai e o Filho.. A segunda referência, “e o Verbo era Deus”, aponta para o Filho. Porque o Pai e o Filho, sendo um quanto à sua natureza, são, porém, distintos quanto às suas personalidades (João 8.17,18; 2 João 3). O Verbo é da mesma natureza do Pai, ou seja, divino.

Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade.

Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.

É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

1 Reis 8.56


1 Reis 8.56 “Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo. ”

 

“Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, ”

Salomão dá a Deus a glória das grandes e bondosas coisas que Ele fez a Israel. Ele começou bendizendo a Deus; pois nós devemos em tudo dar graças. Ele não bendiz a Deus por haver dado riqueza, honra, poder e vitória, a Israel, mas repouso, como se isso fosse uma bênção mais valiosa do que qualquer daquelas. Que aqueles que têm o descanso não subestimem essa bênção, embora desejem algumas outras.

O Senhor havia prometido ao seu povo essa benção: Mas passareis o Jordão, e habitareis na terra que vos fará herdar o Senhor vosso Deus; e vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros” (Deuteronômio 12.10).

Davi em seu reinado havia derrotado oito nações inimigas. Isso proporcionou a Salomão reinar sobre um reino de paz e tranquilidade.

 

“... segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo. ”

Ele se refere às boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, como fez (w. 15,24) com aquelas que foram feitas a Davi. Havia tanto promessas quanto preceitos dados por meio de Moisés. Foi muito antes de Deus conceder a Israel o descanso prometido, mas eles o tinham finalmente, depois de muitas provações. Vai chegar o dia quando o Israel espiritual de Deus descansar de todas as suas obras: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4.9).

Ele, por assim dizer, escreve uma quitação plena nas costas desse contrato: “Nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras”. Ele faz essa quitação em nome de todo o Israel, para a eterna glória da divina fidelidade e para o eterno encorajamento de todos aqueles que confiam nas promessas divinas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.


Atos 15.19


Atos 15.19 “Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. ”

 

“Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. ”

Após ouvir o testemunho do apóstolo Pedro acerca do que Deus fizera na casa de Cornélio, batizando os gentios com o Espírito Santo e ouvir também os testemunhos de Paulo e Barnabé acerca da primeira viagem missionária, que Deus operou grandes sinais e prodígios no meio dos gentios.

Tiago, irmão do Senhor, que foi líder da igreja de Jerusalém e presidente deste concílio lembrou do que dissera o profeta Amós: “Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antigüidade; Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo meu nome, diz o Senhor, que faz essas coisas” (Amós 9:11-12). Entendeu que em outras palavras, através do Cristo davídico, os gentios serão incluídos em sua nova comunidade.

Assim Tiago, aclamado campeão pelo partido da circuncisão, respeitado até por judeus não cristãos, declarou que estava de pleno acordo com Pedro, Paulo e Barnabé. A inclusão dos gentios não era uma idéia posterior de Deus, mas algo predito pelos profetas. As próprias Escrituras confirmavam os fatos experimentados pelos missionários (vv 16-17).

Seu parecer teve grande efeito por observar as regras do judaísmo. A conclusão foi que a conversão a Cristo não precisava passar pelo judaísmo: “Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. ”

Os convertidos gentios agora faziam parte do Israel verdadeiro, chamados e escolhidos por Deus para pertencerem ao seu único povo e para glorificar o seu nome. Tiago deu ordem para escrever-lhes: “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; das quais coisas fazeis bem se vos guardardes” (vv. 28-29).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Judas 3


Judas 3 “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.”

 

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, “

Após a introdução, Judas foi quase apologético. Parece que fazia tempo que ele desejava escrever, tendo empregado toda a diligência em escrever-lhes. Ele desejava edificá-los na fé cristã. Provavelmente fosse a sua intenção escrever uma carta circular, a fim de levar os cristãos a se inteirarem da origem, alcance e eficácia da salvação que nos proporciona o Senhor Jesus.

Judas queria mostrar estarem todos os santos a desfrutar de uma só salvação, pois um só era o seu Salvador. E que, em Cristo, já não há distinção entre judeus e gentios, bárbaros e gregos, ricos e pobres, senhores e livres. Todos somos um em Cristo Jesus.

Champlin afirma: “Provavelmente o autor sagrado tinha planejado, reunira material e talvez tivesse começado uma obra acerca das glórias e da fé cristã, um tratado não polêmico, que tencionaria exortar, encorajar e ensinar aos crentes. Para ele não foi um prazer abandonar esse tipo de esforço, a fim de lançar uma severa advertência à igreja, concernente à heresia”.

Robert Robertson é da mesma opinião: “Judas principiou a cogitar uma carta, ou tratado, sobre nossa comum salvação. Mas a situação que surgira na igreja o compeliu a escrever imediatamente a fim de sará-la”.

 

“... tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. ”

Todavia, antes de escrever sobre assuntos mais pacíficos, outros fatores entraram em
cena. Ele se sentiu compelido a tratar de uma situação que ameaçava a fé daqueles cristãos tão amados.

Judas é alertado sobre a presença de certos elementos que, sorrateiramente, se haviam introduzido nas igrejas de Cristo, visando destruir lhe a base de sua comum salvação: a fé que, de uma vez por todas, foi dada aos santos.

Se o projeto de Judas era louvável, a demanda de Cristo era inadiável. O apóstolo pretendia discorrer exaustivamente acerca de nossa comum salvação, mas o Senhor exigia que o seu servo bradasse abreviada, mas eloquentemente, em prol da santíssima fé.

O verbo batalhar ostenta uma sublimada semântica: lutar por, contender, exercer grande esforço por alguém, segundo explica Fritz Rienecker. A palavra era usada para descrever os jogos olímpicos da antiga Grécia; denotava a concentração dos atletas por conquistara vitória.

A semelhança dos atletas helenos, empenhemo-nos por assegurar nossos triunfos em Cristo Jesus. Afinal, batalhamos por Ele:  Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2.3-4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ANDRADE, Claudionor. Judas: Batalhando pela genuína fé cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201501_04.pdf