sábado, 2 de novembro de 2024

Hebreus 13.8

  

Hebreus 13.8 “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. ”

 

“Jesus Cristo é o mesmo,

Provavelmente, o versículo mais conhecido de Hebreus. Gerações de antigos líderes estimados já morreram, mas temos Aquele que continua vivo, a nos servir e ajudar, como já não podem fazer os líderes que partiram. Hebreus 1:12 aplica as palavras de Salmos 102:27 a Ele: “Tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim”.

O Antigo Testamento faz declarações como  esta sobre Deus: “Eu, o SENHOR, o primeiro, e
com os últimos Eu mesmo
” (Isaías 41:4; veja 44:6).  Aqui em Hebreus, a mesma terminologia é aplicada a Cristo. Não há incongruência, pois Cristo é, de fato, “o primeiro e o último” (Apocalipse 1:17).

Esta passagem mostra a imortalidade do Filho de Deus e, por extensão, aquilo que Ele é quanto ao tempo! O Filho é o Criador do Universo (vv. 10-12). A criação como agora existe será “mudada” (v. 12) qual “vestido”, havendo depois novos céus e nova Terra, mas Cristo é eterno, imutável. Cristo é o mesmo, a fé é igualmente a mesma.

Jesus é o mesmo quanto ao Seu propósito e ensino. Nosso ensino sobre Cristo, corretamente interpretado, também deve ser o mesmo. Visto que Ele não muda quanto à verdade da Sua palavra, nós também não devemos mudar nosso procedimento, deixando de seguir o que Cristo ordenou (1 Coríntios 15:58).

 

“... ontem, e hoje, e eternamente. ”

As três dimensões em que Cristo se apresenta aqui refletem aquilo que Ele foi, e é, e será para sempre o mesmo.

Ele é o mesmo ontem. Cristo é eterno e histórico. Ele nasceu de uma virgem e fez parte do tempo; mas como Deus, Ele é “Pai da Eternidade”: ”Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

Ele é o mesmo hoje. Cristo é eterno, histórico e atual porque a sua existência transcende o tempo. Ele existiu e está existindo e continuará a existir! Porque Ele vive e reina para sempre: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém” (Apocalipse 1.18).

Ele será o mesmo eternamente. Cristo é eterno porque possui em si a natureza da imortalidade. “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1.15-17).

Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e até as eras. Sua obra de ontem, a obra sacrificial e expiatória como sumo sacerdote, foi exposta pelo autor de Hebreus com profundidade. É a própria base do cristianismo. Hoje a obra de Cristo prossegue, na intercessão que ele faz por nós, à mão direita do Pai (Hebreus 7.25; 4.14-16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_11.pdf

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

BOYD, Frank M. Comentário Bíblico Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Hebreus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996. 

GUTHRIE, Donald. Hebreus- Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

HEGNER, Donald A. Hebreus- Novo Comentário Bíblico Contemporâneo. Editora Vida, São Paulo.

Genesis 6.3

  

Genesis 6.3 “Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. ”

“Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne”

Esse versículo apresenta uma serei de desafios até suas traduções são variadas. A ARA traduz: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem”. O verbo hebraico para contender pode ser traduzido também como lutar com ou permanecer com. A primeira tradução representaria Deus usando continuamente de força para com os homens rebeldes, para mantê-los em linha e para evitar que se destruam completamente como resultado de seu comportamento pecador. O segundo ponto de vista representaria Deus como tomando a determinação de afastar seu fôlego vital da vida do homem, resultando, é claro, na morte.

A razão para o Espírito que Deus deu ao homem não permanecer (não contender) nele “para sempre” é que ele “é carnal”. A palavra hebraica equivalente a “carnal” (basar), possui vários significados e deve ser entendida segundo o contexto. Aqui essa palavra pode indicar a fragilidade da nossa natureza física: “Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira. Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta” (Salmos 78.38-29). Mas também pode ser perfeitamente uma referência à fraqueza da natureza humana decaída “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2.3). Algumas versões traduzem a palavra “carne” por “natureza humana” (NTJ).

 

“..., porém os seus dias serão cento e vinte anos. ”

Alguns afirmam que Deus encurtou o tempo de vida do homem por causa de sua inclinação para o pecado e a maldade. Será que Deus determinou que, após o dilúvio, Ele limitaria o tempo de vida do homem para uns 120 anos, e não quase 900 anos, como está registrado a respeito dos pré-diluvianos, no capítulo 5? Este palpite é plausível no contexto imediato da destruição do mundo. Talvez Deus tenha decidido não mais tolerar pessoas vivendo por tanto tempo com pensamentos e atos completa e continuamente malignos (6:5).

Alguns continuaram a viver mais de 120 anos. Noé, por exemplo, tinha 600 anos quando o dilúvio sobreveio à terra (7:6) e viveu até os 950 anos (9:29). Abraão viveu 175 anos (25:7), Isaque viveu até 180 anos (35:28) e Jacó, até 147 (47:28). José viveu 110 anos (50:26), Moises ainda era forte quando morreu aos 120 anos (Deuteronômio 34:7) e Josué viveu 110 anos (Josué 24:29). No grupo posterior, só Arão excedeu a idade de 120 (Números 33:39), morrendo aos 123. Obviamente, isto poderia sugerir que 120 anos veio a ser a longevidade máxima depois de Noé. Essa redução aconteceu gradualmente, havendo algumas exceções à regra.

Uma segunda ideia é que os 120 anos representam um período de graça antes do dilúvio, no qual Noé, “pregador de justiça”: “Ele não poupou o mundo antigo quando trouxe o dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas” (2 Pedro 2:5), teria tempo para advertir a humanidade de que o julgamento divino estava próximo, visando ao arrependimento daquela geração: “no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes, quando Deus aguardava com paciência nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucas pessoas, apenas oito, foram salvas através da água” (1 Pedro 3:19, 20). Uma antiga obra judaica interpretou essa declaração como um tempo de provação: “Eu lhes darei um prazo: cento e vinte anos; caso possam ser convertidos”. Esta última ideia é mais sustentável porque se encaixa melhor no contexto mais amplo da longevidade dos indivíduos que viveram após o dilúvio. Além disso, esse tempo foi necessário para que a família de Noé construísse a arca, a qual tinha consideráveis dimensões.

Sobre a contradição Kidner escreveu: “Os cento e vinte anos poderiam ser o período de espera antes do dilúvio, ou a média menor da duração da vida humana, que doravante se deveria esperar. Qualquer destes significados harmoniza-se com o que se segue em Gênesis. ”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=a+carne+%C3%A9+fraca

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201508_01.pdf

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Salmo 90.10

  

Salmo 90.10 "Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns pela sua robustez chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois logo passa e vamos embora voando".

 

"Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, ”

O próprio Moisés, escritor do salmo, viveu mais do que isto (70 anos), mas o seu caso foi uma exceção, e não regra: no seu tempo, pois a vida já tinha a mesma duração que tem hoje em dia. Lembrem-se que no segundo ano da peregrinação no deserto, conforme o relato de Números 14, Deus declarou que todos aqueles que tinham sido recentemente contados no monte Sinai morreriam no deserto e que apenas Josué e Calebe entraram na terra prometida com mais de sessenta anos.

Isto é a própria brevidade, em comparação com os homens de antigamente, mas não é nada quando em comparação com a eternidade. Mas a vida é suficientemente longa para a virtude e a piedade, e longa demais, para a maldade e a blasfêmia. O Senhor havia dito anteriormente em Genesis 6.3 “Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. ”

 

“... e se alguns pela sua robustez chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, ”

A força incomum que ultrapassa o limite de setenta anos somente leva o homem idoso a uma região onde a vida é um cansaço e um lamento. Chegaram os maus dias, e os anos em que o homem clama: “Não tenho neles contentamento”.

Normalmente, a velhice é um estado de fragilidade; o próprio gafanhoto é um peso para ela, (Eclesiastes 12.5). Até mesmo o velho é um peso, para sua esposa, seus filhos, para si mesmo. Como disse Barzilai a Davi: “Da idade de oitenta anos sou eu hoje; poderia eu discernir entre bom e mau? Poderia o teu servo ter gosto no que comer e beber? Poderia eu mais ouvir a voz dos cantores e cantoras?” 2 Samuel 19.35. A velhice, dizemos, é um bom convidado, e deveria ser bem recebida, mas ela traz tal grupo consigo: cegueira, dores, tosses, etc.; estas coisas são incômodas, como poderiam ser bem recebidas? Thomas Adams diz: “Se o melhor deles for canseira e enfado, o que será o pior deles? ”

“... pois logo passa e vamos embora voando".

As suas palavras são mais apropriadamente traduzidas como: “Ele nos conduz rapidamente, e nós voamos”; assim como codornas são levadas juntamente com o forte vento ocidental, também os homens são levados, diante das tempestades da morte.

Mesmo que a vida chegue a 80 anos, parece um período curto, e nós voamos como num sonho (Jó 20:8). Estas palavras adquirem sentido especial para uma pessoa que está à beira da morte e olha para os dias de sua peregrinação. Jacó, que viveu além disso, disse acerca dos seus anos a Faraó: “Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações” (Genesis 47.9).

Os dias das pessoas são tão passageiros e insatisfatórios como a erva ou a flor do campo, desaparecendo rapidamente: “Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido” (salmo 103-15-16)

O Pregador descreve a vida como uma preciosa tigela de ouro suspensa do céu por um cordão de prata que está conectado com o alto, com o céu: “Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço” (Eclesiastes 12:6). A vida está conectada com Deus. Ele deu ao homem o sopro da vida. No entanto, quando o cordão de prata é removido, quando se rompe, a tigela de ouro cai na terra e se despedaça irremediavelmente. A luz da vida é completamente extinta. Depois do fim da vida vem o encontro com Deus. O homem é chamado a se preparar para isso: “Prepare-se para encontrar o seu Deus” (Amós 4:12).

Não importa quanto possamos viver, é inevitável que, um dia, voamos desta vida, com a morte.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2015/08/significado-de-salmos-90.html

Ezequiel 36.26

  

Ezequiel 36.26 “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. 

 

“E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; ”

O velho coração estava irremediavelmente corrompido pelo pecado. Assim como Davi, após pecar com Bate-Seba pediu a Deus para “criar nele um coração puro” (Salmos 51:10), Israel carecia dessa nova criação.

Ao dizer que eles receberiam um novo coração, Deus estava declarando uma mente ou intelecto renovado, e uma transformação emocional. Do coração procedem as “fontes da vida” (Provérbios 4:23); se o coração não for guardado, ele nos levará para longe do Senhor: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15.19).

O personagem bíblico do Antigo Testamento que recebeu um novo coração foi Saul: “Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia” (1 Samuel 10:9), após receber esse novo coração o Espírito de Deus se apoderou dele e começou a profetizar.

 

“... e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. ”

O povo se tornara obstinado, teimoso e rebelde. Seus corações haviam ficado completamente insensíveis à vontade de Deus, se tornaram pedras; seus ouvidos estavam surdos aos clamores do Senhor: “Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Deuteronômio 9:6).

Estevão denunciou os homens da sua geração dizendo: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7.51).

Agora, com essa transformação, o povo seria sensível, pois receberiam um coração de carne e estariam atentos à palavra do Senhor: “E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19). Com esse novo coração conseguiriam sentir o que Deus sentia, pois possuíram o seu Espírito: “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois "quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? " Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.14-16).

 

A implantação do Espírito de Deus dentro deles transformará seus motivos e lhes capacitará a viver de acordo com os estatutos e os juízos de Deus: “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jeremias 31.32-33).

O resultado deste transplante psicológico é que Israel passará por uma verdadeira mudança de sentimentos. Isso ocorrerá de maneira plena na ocasião da manifestação em glória de Cristo:  Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12.10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201910_08.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 02 DE NOVEMBRO DE 2024 (Hebreus 2.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
02 DE NOVEMBRO DE 2024
O CUIDADO CONTRA A APOSTASIA INDIVIDUAL

Hebreus 2.1 “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. ”

 

“Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, ”

“Portanto”, indica que o que vem a seguir significa será uma conclusão do raciocínio apresentado no capítulo primeiro acerca da elevada dignidade de Cristo e sobre seu poder de salvar. Nos convém “atentar com mais diligência” ou “Importa que nos apeguemos, com mais firmeza” Essa frase é usada no sentido de nos orientar a ter “atenção máxima”. Aos hebreus Deus falou: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos” (Êxodo 19.5).

Senão agirmos com diligencia estaremos perdidos. Aqueles que não prestam a devida atenção a esta admoestação mostram-se descuidados com a eternidade!

Uma atenção especial e cuidadosa deve ser dada as “coisas que já temos ouvido, ” ou “às verdades ouvidas”. O que ouvimos? Subentende-se aqui tudo o que está incluso nas boas novas do evangelho.

Pode-se definir que o evangelho contém pelo menos quatro elementos: 1) Ele contém o nosso credo, que é a essência da mensagem do evangelho (1 Coríntios 15:1–4). 2) Ele contém as promessas que esperamos (Romanos 8:24; Tito 1:2), incluindo a esperança no céu, na vida eterna, na redenção do corpo na ressurreição e na providência divina nesta vida. 3) Ele contém
mandamentos a serem obedecidos e aos quais devemos nos submeter (Mateus 28:19, 20; Marcos 16:15, 16; 2 Timóteo 2:2). 4) Ele adverte do castigo aos que não lhe obedecem, dando-nos razão para temer (2 Tessalonicenses 1:7–9; Mateus 25:31, 46; Hebreus 10:26–29 e 12:28, 29).

 

“... para que em tempo algum nos desviemos delas. ”

A NVI diz: “para que jamais nos desviemos”. A palavra grega traduzida por “desviemos” significa literalmente “escoar para além de”. Uma porção de ilustrações pode ser usada para descrever esse tipo de desvio: um navio que desliza de seu ancoradouro e desvia para a destruição; um anel que escorrega do dedo de um nadador descuidado ou um corredor de longa distância que toma a direção errada do trajeto. A tragédia desse desvio é vividamente ilustrada toda vez que veículos perdem a direção e saem bruscamente do curso normal, colidindo com outros veículos ou pedestres.

A ideia, portanto, desta palavra é que precisamos urgentemente ancorar nossas vidas ao que temos aprendido, e jamais deixar que o barco de nossas vidas se solte do porto e naufrague. F. F. Bruce disse: Qualquer que seja a força metafórica do verbo aqui, o autor está advertindo os leitores cristãos, os quais ouviram e aceitaram o evangelho, que, se eles cederem à tentação de abandonar a fé, a situação deles será desesperadora.

Desviar-se, portanto, destas coisas, era voltar as costas para o maior e melhor benefício de Deus a eles concedido, que doravante eram justificados em Cristo, sem o rigor da Lei: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê (Romanos 10.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201402_09.pdf

SILVA, Severino Pedro. Epístola aos Hebreus – as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2024 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 01 DE NOVEMBRO DE 2024 (2 Coríntios 5.17)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
01 DE NOVEMBRO DE 2024
ANDANDO COMO NOVA CRIATURA E EM NOVIDADE DE VIDA

2 Coríntios 5.17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; ”

Falando primeiramente de si mesmo e depois de todos os que conheceram a Cristo, Paulo disse que estar em Cristo é participar de uma nova forma de ser. A cruz e a ressurreição efetuaram uma ruptura radical com antiga vida de Paulo, trazendo-o a uma união vital com Cristo e a uma esfera de existência totalmente nova. Paulo se tornou uma nova pessoa com uma nova identidade: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Agora ele pertence a um “novo mundo”. A mudança é tão dramática, que somente pode ser descrita como uma “nova criação”. Cristo já havia dito a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6).

Paulo usou parcamente a terminologia do novo nascimento. O conceito de nova criação está contido no novo nascimento, mas há uma ênfase diferente. Paulo via a novidade em Cristo como um conceito mais coletivo do que individual. O novo nascimento tende a enfatizar o indivíduo e seu relacionamento com Deus, enquanto a nova criação é uma nova ordem mundial.

Ser salvo, redimido e reconciliado é, ao mesmo tempo, tomar uma decisão individual e passar a fazer parte de um novo povo: “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2.10). Isso implica uma nova maneira de se relacionar com as pessoas, pois fomos criados de novo para boas obras: ”Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.10).

 

“... as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Toda a sua antiga vida — suas relações, condições, e situações— “já passaram” (tempo verbal aoristo em grego, denotando um fato realizado); em seu lugar veio, e agora existe (a implicação do tempo verbal perfeito em grego), uma nova vida “em Cristo”.

Empregando uma linguagem escatológica do fim dos tempos Paulo disse que Deus, por meio de Cristo, invadiu a antiga ordem da humanidade. Depois que Deus criou a humanidade e o pecado entrou nos seres humanos, a velha criação prevaleceu. Então, em Cristo, Deus voltou aos seres humanos para recriar um povo. Eis que se fizeram novas.

Talvez o apóstolo estivesse conscientemente ratificando o profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo” (Isaías 65.17-18).

Em Cristo participamos de uma nova era. O reino do Messias está dentro de nós: “É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.