quarta-feira, 18 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 7.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE SETEMBRO DE 2024
A RAINHA ESTER DENUNCIA HAMÃ E TODO O SEU PLANO AO REI ASSUERO

Ester 7.4 "Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei."


"Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez;"

Ester explicou ao rei Assuero por que lhe era necessário implorar por sua vida: ela fora vendida, ela e seu povo, para os destruírem, matarem e aniquilarem de vez. Essa escolha de palavras evidenciava que ela conhecia os detalhes do acordo de Hamã com o rei e as especificações do decreto que Hamã emitira. 

Afinal, as três palavra empregadas para a destruição dos judeus – “destruírem”, “matarem” e “aniquilarem” – refletem as palavras exatas do decreto: "E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens" (Ester 3:13).

A ideia de que ela e seu povo foram “vendidos” provavelmente se refere à propina que Hamã prometera ao rei: "Se bem parecer ao rei, decrete-se que os matem; e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei" (Ester 3:9).


"... se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei."

Ester prosseguiu dizendo que se ainda como servos e como servas os tivessem vendido, ela não incomodaria o rei nessa questão. O fato de se fosse a escravidão do povo ela não incomodaria o rei revela a submissão do povo diante do seu senhor. Sendo Assuero rei poderia fazê-los escravos, pois a escravidão deles não prejudicaria os interesses do rei. 

Talvez a parte mais significativa da resposta de Ester seja sua identificação com os judeus. Anteriormente, seguindo o conselho de Mordecai, Ester omitiu sua identidade judia. Agora, diante da destruição do seu povo e, provavelmente, da sua também, ela se declarou abertamente que pertencia a esse povo e assumiu o mesmo destino deles. O que acontecesse com eles aconteceria com ela.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/09/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_08.pdf


terça-feira, 17 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 7:2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE SETEMBRO DE 2024
A RAINHA ESTER OFERECEU UM BANQUETE DENOMINADO DE "BANQUETE DE VINHO"

Ester 7:2 "Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará."


"Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho:"

No primeiro dia do banquete de Ester Assuero já havia perguntado qual era o Desejo de Ester: "Qual é a tua petição? E ser-te-á concedida, e qual é o teu desejo? E se fará, ainda até metade do reino" (Ester 5:6). A resposta de Ester não foi direta, novamente ela solicita a presença do rei e de Hamã em um novo banquete, o segundo: "Se achei graça aos olhos do rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a minha petição, e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar, e amanhã farei conforme a palavra do rei" (Ester 5:8). 

Nesse segundo banquete,  denominado banquete do vinho, Durante esse segundo banquete denominado o banquete do vinho  que significa “enquanto bebiam no banquete” o Rei Assuero se dirige a rainha Ester e pergunta:


"Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará."

O rei repetiu as palavras pronunciadas antes: Qual é a tua petição... Que desejas? (Ester 5:3, 6). Mais uma vez, ele prometeu dar o que ela quisesse, até a metade do reino. Empregando uma hipérbole, ele prometeu dar a Ester qualquer coisa, até metade do reino. É improvável que o rei desejasse que Ester levasse a sério sua oferta extravagante. Joyce G. Baldwin argumentou que essa inclusão aqui e sua repetição anterios [Ester 5:6 e 7:2] sugerem que se tratava de uma “fraseconvencional”, sem a intenção de ser entendida literalmente. 

Uma oferta semelhante em Marcos 6:23 teve consequências desastrosas para João Batista: "Entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino. E, saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João o Batista" (Marcos 6.22-24).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/09/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_06.pdf

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 6.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE SETEMBRO DE 2024
HAMÃ É LEVADO APRESSADAMENTE PARA O BANQUETE PREPARADO POR ESTER

Ester 6.14 “E estando eles ainda falando com ele, chegaram os camareiros do rei, e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.”

 

 “E estando eles ainda falando com ele, chegaram os camareiros do rei,”

Hamã estava em sua casa conversando com seus amigos sábios e sua esposa Zeres. Ele tinha acabado de ouvir deles a previsão do seu futuro: “Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele” (Ester 6.13).

De acordo com os seus, Hamã a partir da exaltação de Mardoqueu começara a cair e certamente cairia completamente diante dele.

Estando eles ainda falando chegaram os camareiros do rei. Hamã ainda está tentando haver-se com a mudança ocorrida nas suas circunstâncias, quando eunucos, enviados pelo rei para escoltar Hamã ao banquete, de acordo com o costume, chegaram à porta da sua casa.

 

“...e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.”

Em vez de ir “alegremente com o rei ao banquete” como havia ido ao primeiro banquete da rainha planejando a morte de Mardoqueu: “Então lhe disseram Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, que mandou fazer a forca (Ester 5:14), Hamã parece ter sido forçado a ir rapidamente como um homem condenado vai para sua execução.

Hamã havia sido convidado para os dois banquetes da rainha. Esse era o segundo e último banquete de Hamã. O tom da narrativa prenuncia a derrota e morte de Hamã que acontecerão no próximo capítulo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_07.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

domingo, 15 de setembro de 2024

Texto Áureo Lição 12: O Banquete de Ester - Denúncia e Livramento. Prové...

Lição 12 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Lição 12: O Banquete de Ester - Denúncia e Livramento - 3 Trimestre de 2024


TEXTO ÁUREO

“Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina.” (Provérbios 21.1)


“Como ribeiros de águas,”

Este capítulo (21) começa com uma ênfase na mão controladora de Deus sobre a vida dos homens. Até mesmo os corações dos homens estão na mão de Deus, e não somente os seus passos, como ele tinha dito: “Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, entenderá o homem o seu caminho?” (Provérbios 20.24).

O coração dos homem pode ser conduzido por Deus assim como um agricultor pode direcionar a água de irrigação para diversos canais. Ribeiros de águas são canais de irrigação, sob o controle do agricultor.

Deus pode modificar as mentes dos homens; Ele pode, por uma poderosa e imperceptível operação em seus espíritos, desviá-los daquilo a que parecem mais decididos, e incliná-los àquilo a que pareciam mais contrários, da mesma maneira como o lavrador, por meio de canais, pode fazer com que a água atravesse as suas terras, da maneira como ele quiser, o que não altera a natureza da água, nem lhe impõe nada, não mais do que a providência de Deus atua sobre a liberdade nativa da Vontade do homem, mas direciona o seu curso, para servir aos seus propósitos.


“... assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina.”

Até mesmo os corações dos reis estão na mão de Deus, apesar de seus poderes. O rei, nos antigos tempos era mesmo o fiel da balança. Tudo estava na sua mão: dava e tirava como e de quem queria. Nos tempos modernos, felizmente, já não é tanto assim, porque há justiça para discernir os casos, mesmo admitindo-se todas as fraquezas humanas.

Os corações dos reis são insondáveis para nós, e muito mais impossíveis de controlar por nós; da mesma maneira como eles têm seus segredos de estado, também têm grandes prerrogativas de sua coroa; mas o grande Deus os tem, não somente sob os seus olhos, mas na sua mão.

Os reis mais absolutos estão sob o governo de Deus; Ele põe coisas em seus corações: “Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus” (Apocalipse 17.17);

Ciro e Artaxerxes são exemplos de autocratas que, ao seguirem os caminhos escolhidos por eles, inundavam ou fertilizavam o campo de Deus conforme a vontade dEle: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá” (Esdras 1.2); “Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornar a casa do Senhor, que está em Jerusalém” (Esdras 7.27).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

sábado, 14 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 6.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE SETEMBRO DE 2024
NO LUGAR DE RECEBER CONSOLO, HAMÃ RECEBE UMA PALAVRA ATERRADORA QUE O DEIXOU AMENDRONTADO

Ester 6.13 “E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele.”

 

E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido.”

Após ter sido surpreendido pelo rei que o usou para honar a Mardoqueu. Hamã retornou envergonhado para a sua casa. Ali ele se encontrou com Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos.

Esses um dia antes haviam aconselhado a Hamã a fazer um forca para Mardoqueu e pedir ao rei para enforcá-lo: “Então lhe disseram Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, que mandou fazer a forca” (Ester 5.14).

Hamã lhes contou todo o seu constrangimento. Como foi contente pedir e cabeça de Mardoqueu e voltou atemorizado pelo rei Assuero o ter honrado diante de toda a cidade de Susã.

 

“Então os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele.”

Após ouvi-lo, seus amigos aqui chamados sábios, provavelmente  porque alguns deles deviam fazer parte dos seus conselheiros, juntamente com sua esposa Zeres lhe disseram como uma só voz: “Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele.”

Essas palavras, embora soem estranhas vindas de lábios persas, sugerem que os judeus eram invencíveis. Independentemente dos maiores esforços humanos para destruir os judeus, nada nem ninguém poderia prevalecer contra eles!

O elemento curioso nessa conclusão é que, antes disso, os “sábios” não acreditavam na invencibilidade dos judeus. Pelo contrário, eles sugeriram que Hamã enforcasse Mardoqueu. Essa mudança de opinião pode ser explicada pela mudança das circunstâncias. Antes, parecia que Hamã era poderoso e Mardoqueu, indefeso. Agora, parecia que Mardoqueu era poderoso e que Hamã estava a mercê dele.

Os sábios viram nessa mudança de destino um sinal fatal da derrota total de Hamã, um “prenúncio de seu posterior fracasso”.

A sorte havia “caido” para definir a data da destruição dos judeus (Ester 3:7). A esposa e os amigos de Hamã agora dizem que ele tinha “começado a cair” e que ele “certamente cairia” perante Mardoqueu. Por fim, Hamã ainda “caiu sobre o divã em que se achava Ester” (Ester  7:8). Este último ato selou o seu destino.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_07.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 6.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE SETEMBRO DE 2024 
A 'SINDROME DO IMPERADOR" DE HAMÃ REVELA O EGOCENTRISMO MASCARADO NO SER HUMANO

Ester 6.7 “Assim disse Hamã ao rei: Para o homem, de cuja honra o rei se agrada,”

 

Assim disse Hamã ao rei:”

O rei Assuero pensando em como recompensar Mardoqueu perguntou a Hamã o que se deveria fazer ao homem de quem o rei se agradava. A natureza egocêntrica de Hamã levou-o a concluir que o rei estava perguntando, indiretamente, o que poderia ser feito para honrá-lo. “Afinal”, pensou ele, “quem merece mais honra do que eu?”

Quando fez essa sugestão ao rei, imaginando que a honra seria para ele, Hamã revelou ter a síndrome de imperador. Ele queria roupa de rei, cavalo de rei e coroa de rei (Ester 6.8-9). Atualmente, tem sido identificado em crianças e adolescentes a “síndrome do imperador”.
A Síndrome do Imperador é um fenômeno comportamental que tem se tornado cada vez mais comum nos dias de hoje. São filhos egocêntricos, reinam dentro e fora de casa, ditam as regras e exigem o que querem. Sem correção, os filhos podem crescer como um Hamã, cheios de soberba e presunção (Provérbios 23.13,14; 29.15,17,23; 30.17).

Joyce G. Baldwin sugeriu que a percepção equivocada de Hamã era de certa forma compreensível. Ela explicou que um rei geralmente “perguntava ao destinatário que presente ele gostaria de receber”. Assim, ele teria certeza de que o presente seria apreciado. Todavia, em vez de perguntar a Mardoqueu, o rei dirigiu a pergunta a Hamã. “Obviamente o rei esperava ouvir exatamente o que seu próprio cortesão gostaria de receber em homenagem, e qualquer um cometeria o erro de Hamã em presumir que ele mesmo seria o homenageado.

 

“Para o homem, de cuja honra o rei se agrada,”

Em sua resposta, Hamã pintou o quadro de sua própria exaltação. Ele é tão egocêntrico que só consegue ver a si mesmo. Tão vaidoso que está a ponto de explodir. O rei certamente só poderia estar falando dele. E ele quem o rei quer honrar. Esfrega mentalmente as mãos, pensando: "Agora vou receber o que mereço!" E começa a mencionar todas as coisas maravilhosas que o rei deveria fazer por tal pessoa.

Tal homem, disse ele, deveria trajar as vestes reais, montar o cavalo do rei e ser conduzido pela praça da cidade, tendo adiante de si um nobre anunciando seus louvores: Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!” (Ester 6.8-9).  Hamã quase podia ouvir as saudações e sentir a bajulação que receberia ao desfilar montado no cavalo do rei.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_07.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE SETEMBRO DE 2024 (1 Pedro 2.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE SETEMBRO DE 2024
HONRAR OS QUE SÃO DIGNOS DE HONRA AGRADA A DEUS

1 Pedro 2.17 “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei.”

 

Honrai a todos.”

Sendo o bom professor que era, Pedro resumiu tudo usando quatro imperativos: tratar com honra, amar, temer e honrar. A NVI, porém, diz: “Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. A versão KJA é semelhante. Estas duas traduções entenderam o primeiro verbo é uma síntese dos três imperativos que vêm a seguir. Sendo assim, o sentido é: “Honrem a todos. Especificamente, quero dizer que honrem a todos amando a irmandade, temendo a Deus e honrando o rei”.

Honrai a todos.” Para nós isto pode soar como algo que nem sequer é preciso dizer; mas quando Pedro escreveu esta Carta tratava-se de um conceito totalmente novo. Pedro testemunhou muitas vezes a expressão de Jesus “Ouviste o que foi dito” e “Eu, porém, vos digo”. Cristo foi o renovo da Justiça de Deus.

No Império Romano havia uns sessenta milhões de escravos. Cada um deles, segundo as leis, era considerado não como uma pessoa, mas sim como uma coisa. Ainda hoje é possível tratar as pessoas como se fossem coisas. O empresário pode tratar a seus operários como se fossem simples conjuntos de máquinas humanas produtoras de determinada quantidade de trabalho.

As barreiras da  nacionalidade, língua, raça e cultura são removidas na admoestação de Pedro para tratar todos com honra. Anos antes, Pedro aprendera que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34).

Paulo escreveu: “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Todos os homens são merecedores de honra porque Deus “de um só fez toda a raça humana” (Atos 17:26).

Estereotipar pessoas por causa de raça, sexo ou cultura, por causa de características físicas ou deficiências, é lamentável para todo o que tem o Criador de “todos os homens” como seu Deus.

 

Amai a fraternidade.”

Embora Jesus tivesse ensinado Seus seguidores a honrarem todos os homens, eles deveriam fazer mais do que honrar os que partilhavam a mesma fé. 

O termo é “fraternidade” descreve os que igualmente confessam que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Como 5:9 esclarece, significa mais do que a igreja local da qual o indivíduo é membro. As igrejas de Cristo espalhadas no mundo inteiro são a comunhão de crentes (Romanos 16:16). O amor é estendido a todos.

Paralela à instrução petrina para “honrar a todos, amar os irmãos” está a de Paulo: “Façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gálatas 6:10). Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35).

A Igreja é a grande família de Deus e seu vínculo tem que ser o amor. Já o dizia o salmista no Salmo 133:1: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”

 

“Temei a Deus.

“Temer” é uma palavra com muitos aspectos. Em um de seus conceitos, o “temor” pode paralisar uma pessoa. O personagem da parábola que recebeu um talento deu esta desculpa esfarrapada: “Receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu” (Mateus 25:25).

Foi também neste sentido que João usou a palavra: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo” (1 João 4:18). A alma que só obedece por medo do cajado de Deus encontrará pouca satisfação em seu cristianismo.

Em outra definição, “temor” é a reação duvidosa e insegura do ser humano face a face com o Criador. Temer a Deus é comparecer perante Ele com incerteza, cabisbaixo e gaguejando. É fazer apelações a Deus, em vez de oferecer-Lhe argumentos e explicações. “O temor do Senhor”, disse o sábio, “é o princípio do saber” (Provérbios 1:7).

O temor está intimamente ligado à humildade. Ele é o oposto da arrogância e da teimosia. Quando Isaías encontrou-se com Deus, o medo tomou conta dele: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios” (Isaías 6:5).

Moisés queira que Israel soubesse que Deus era um “fogo consumidor” (Deuteronômio 4:24). Todavia entendeu o propósito disso e disse ao povo: “Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis” (Êxodo 20.20.

O crente teme a Deus não ousa abusar do amor e da graça de Deus. Os cristãos não ousam “pecar para que a graça seja mais abundante” (Romanos 6:1).

 

“Honrai ao rei.”

Pedro concluiu a admoestação iniciada em 2:13: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem (1 Pedro 2.13-4). Além de se sujeitarem ao rei, os cristãos deveriam honrá-lo. Todavia, o apóstolo acabara de esclarecer que todas as pessoas merecem ser honradas. A honra atribuída ao rei, sem concessões, foi especificada aqui.

Na Ásia Menor, inscrições gregas do segundo século prestam as mais elevadas honras aos imperadores romanos. O imperador era considerado deus, salvador e todo-poderoso. Para Pedro, o rei era digno de honra, mas não de adoração. E não cabia ao rei o tipo de temor reservado somente para Deus. Pedro sutilmente e com maestria instruiu seus leitores sobre o relacionamento deles com o poder civil.

Deveriam se sujeitar e honrar, mas não temer, as autoridades no poder. Os cristãos não temem autoridades do mesmo modo que temem a Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_01.pdf

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE SETEMBRO DE 2024 (Genesis 3.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE SETEMBRO DE 2024
PRESUMIR-SE DIGNO DE HONRA REFLETE A SOBERBA E O ORGULHO

Genesis 3.1 “ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”

 

“ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito.”

A serpente entrou no jardim em que Deus colocara Adão e Eva. Certamente o texto fala aqui de uma serpente real porque o autor a identificou como uma das criaturas que deus tinha feito.

Ele também usou o termo hebraico comum para “serpente”, que aparece no Antigo Testamento. Nachash é a palavra usada para o cajado de Moisés que se transformava em serpente quando lançado ao chão (Êxodo 4:3; 7:15) e descreve as “serpentes abrasadoras” que o Senhor mandou sobre os israelitas rebeldes no deserto.

Também é o termo que Deus usou quando mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e colocá-la num poste; assim, os que haviam sido picados podiam olhar para ela e serem curados (Números 21:6, 7, 9).

Isto significa que a serpente não era um deus mitológico nem uma criatura semidivina, conforme descrevem algumas literaturas do Oriente Próximo antigo, como O Épico de Gilgamesh. Embora essa lenda seja às vezes considerada a fonte que deu origem à história bíblica, nada realmente indica que o autor de Gênesis tenha se valido dessa epopéia mesopotâmica.

Posteriormente, intérpretes judeus entenderam que a serpente de Gênesis foi um instrumento que o diabo usou para tentar o primeiro homem e a primeira mulher. Segundo escritores do Novo Testamento, Satanás falou por meio da serpente, enganando os pais da humanidade no jardim do Éden.

João registrou as seguintes palavras de Jesus: “Vós sois do diabo, que é vosso pai... Ele foi homicida desde o princípio... Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Preocupado com a possibilidade de os falsos mestres enganarem os cristãos de Corinto, Paulo escreveu estas palavras: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:3).

O apóstolo afirmou que “Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2 Coríntios 11:14, 15). Paulo acreditava que Satanás poderia disfarçar-se com o intuito de enganar pessoas. Foi evidentemente isso que ele fez no princípio, usando a serpente como seu instrumento para tentar o primeiro casal no paraíso terreno (Apocalipse 12:9, 15; 20:2).

O súbito aparecimento da serpente na narrativa bíblica poderia surpreender o leitor, se ele já não conhecesse a história. Todavia, o susto não seria tão grande quanto foi para a mulher que de nada suspeitava. De repente, ela se viu numa conversa com uma serpente que era mais sagaz que todos os animais selváticos criados por Deus.

Pode-se entender o termo hebraico aqui empregado como uma virtude positiva quando traduzido por “prudente” ou “sensato” (Provérbios 12:16, 23; 13:16; 14:8, 15, 18; 22:3; 27:12). Todavia, há uma conotação negativa quando o termo é vertido para “sagaz” ou “malicioso” (Jó 5:12; 15:5; veja Êxodo 21:14; Josué 9:4; Salmos 83:3). Seu uso mais significativo, evidentemente, é a referência à serpente em Gênesis 3:1. Em 3:1–5, vemos um contraste entre a percepção maliciosa da serpente e a inocência quase pueril de Adão e Eva em 2:25. .

 

“E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”

Por que a serpente falou com a mulher, e não com o homem, é obscuro no relato. Alguns já disseram que as mulheres são naturalmente mais vulneráveis que os homens. Paulo explicou que “Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:14). Por outro lado, Paulo nada disse sobre a natureza de Eva, como se ela fosse mais ingênua que Adão. Ele simplesmente afirmou que, ao contrário de Adão, que pecou com os olhos bem abertos, ela foi enganada. Ela ainda não havia sido criada quando Deus disse a Adão que ele morreria se comesse da “árvore do conhecimento do bem e do mal” (2:17). Isto pode significar que o único conhecimento que Eva tinha sobre a árvore proibida era o que ela recebera em segunda mão de Adão. Talvez a serpente soubesse disso, pois ela formulou sua pergunta insinuando haver um mal-entendido sobre a proibição e o caráter de Deus.

O tentador começa com sugestão, antes que com argumento. O tom de incredulidade — “É assim que Deus disse...?” — é ao mesmo tempo perturbador e lisonjeiro; procura impingir a falsa idéia de que a Palavra de Deus está sujeita ao nosso julgamento. O exagero: “Não comereis de toda árvore do jardim” (RV, RSV corretamente dizem: ...de qualquer árvore), é mais um dos estratagemas favoritos do tentador; agitando-o diante de Eva, fê-la entrar na discussão nos termos do seu antagonista.Ao formular a pergunta dessa maneira, a tática da serpente foi lançar dúvida na mente de Eva quanto ao caráter de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/5/2024

FONTES:

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201507_02.pdf