domingo, 23 de junho de 2024

Rute 1.11

 

Rute 1.11 “Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?”

 

Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo?”

Orfa e Rute rejeitam a sugestão da sogra. Asseguram a Noemi que ambas certamente voltarão com ela, para seu povo. Contudo, Noemi não se comprometerá, induzindo-as à sua vida incerta. Elas são jovens e poderão muito bem casar-se de novo em sua própria terra.

Noemi então pergunta: “Por que iríeis comigo?” De acordo com o princípio do casamento em levirato, o irmão seguinte devia se casar com a viúva sem filhos que o falecido deixara: “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela” (Deuteronômio 25:5).

O primeiro filho do segundo casamento seria considerado do irmão falecido e essa criança levaria o nome da família e herdaria as propriedades como se fosse filho do falecido: “E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel” (Deuteronômio 25:6)

Foi em virtude dessa lei, que Boaz veio a casar com Rute. Se essa lei existia em Moabe não se sabe, mas é possível que não. Existia em Israel, e Noemi está pensando em termos de israelita.

 

“Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?”

Continuando seu argumento Noemi pergunta:Tenho eu ainda no ventre filhos?” Ela quis dizer que não tinha mais esperanças de vir a ser mãe de filhos que pudessem mais tarde se casar com as duas viúvas moabitas. Sendo assim, não estava na obrigação de os dar às viúvas.

Mesmo que ela viesse a casar-se outra vez, e tivesse filhos, elas não poderiam esperar que os rapazes crescessem. Noemi tem certeza de que não há razão para que as noras continuem ao seu lado. Que procurem um casamento em outro lugar!

Assim, Noemi rejeita decididamente a idéia de Orfa e Rute continuarem com ela.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo nos Livros de Josué Juízes e Rute - Uma Nação Que se Forma. Juerp, 1973.

sábado, 22 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JUNHO DE 2024 (1 João 3.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA DE SERMOS COMO JESUS
É

1 João 3.2 “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”


“Amados, agora somos filhos de Deus,”

João faz questão de lembrar-nos do nosso privilégio. O privilégio de ser chamados filhos de Deus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (João 1.12). Mas, como atualiza João nesse verso, não somos agora meramente chamados filhos de Deus; somos filhos de Deus. Não só temos o nome, mas também a realidade.

O chegar a ser filhos de Deus é um dom de Deus. Por sua natureza, o homem é criatura de Deus, porque Deus é seu criador, mas pela graça o homem chega a ser filho de Deus.


“... e ainda não é manifestado o que havemos de ser.”

Não nos foram reveladas a maneira exata como seremos transformados nos filhos espirituais de Deus na ressurreição nem a natureza exata de nossa futura existência.

Ou seja, ainda mantemos um corpo mortal e corruptível. Paulo escreve aos coríntios: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13.12).

Até o momento enfrentamos as fraquezas dos nossos corpos abatidos. Porém, temo essa expectativa e devemos aguardar a redenção do nosso corpo: E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8.23).

 

“Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele;”

O motivo desta mudança é que o veremos no arrebatamento da igreja que acontecerá simultaneamente com a chamada primeira ressurreição: “Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;  Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15.51-52).  E encontraremos com o Senhor nos ares e assim estaremos pra sempre com o Senhor.

 

Não pode ser na manifestação em glória, pois, Paulo escrevendo aos colossenses disse: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3.4). Na vinda em glória a igreja se manifestará com Cristo já glorificada:  E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (Apocalipse 19.14). Perceba as vestes brancas á promessa aos que vencerem e cavalos brancos igualmente representa vitória.

 

“... porque assim como é o veremos.”

Quando Cristo se manifestar, poderemos vê-lo como Ele é, e não como era. Os apóstolos o virão quando se manifestou como homem: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo apóstolo João quando exilado em Patmos o viu como Ele é, revestido de Glória, e não suportou: “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último” (Apocalipse 1.17).

A grande meta de todas as grandes almas foi à visão de Deus. O fim de toda devoção é ver a Deus. Moisés ansiou por vê-lo e pediu que lhe mostra-se sua glória e Deus respondeu: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êxodo 33.20), “me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Êxodo 33.20). Mas nós quando recebermos nosso corpo glorioso o veremos como Ele é.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JUNHO DE 2024 (Hebreus 6.19 )

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA DO CRISTÃO COMO ÂNCORA DA ALMA

Hebreus 6.19A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,”

 

A qual temos como âncora da alma, segura e firme,”

No mundo antigo a âncora era o símbolo da esperança. Epicteto disse: "Um navio nunca deveria depender de uma só âncora nem a vida de uma só esperança" e Pitágoras: "A riqueza é uma âncora fraca; a fama é ainda mais fraca. Quais são então as âncoras fortes? A sabedoria, a magnanimidade e o valor são as âncoras que nenhuma tormenta pode comover."

Em I Timóteo 1. 19, a âncora é tomada para representar a conservação da fé e uma boa consciência “a qual alguns rejeitando fizeram naufrágio na fé”. O escritor sagrado, aqui, faz também uso desta figura para representar a segurança da alma que enfrenta o perigo e deve ser protegida.

O autor de Hebreus insiste em que o cristão possui a maior esperança do mundo. A esperança em Deus, através de Cristo nos fornece a segurança. O navio ancorado no porto, embora agitado pelo vento e pelas ondas, acha-se em segurança quando suas âncoras se encontram fixadas em terra.

Um marinheiro lança uma âncora mar adentro, mas a âncora do cristão está no céu, onde Jesus já “penetrou além do véu”. Nossa âncora é Cristo – “Cristo em vós, a esperança de glória” (Colossenses 1:27; 1 Timóteo 1:1).

 

“... e que penetra até ao interior do véu,”

A esperança do cristão é como uma âncora que está aportada no interior do santuário celestial, isto é, além do véu onde Jesus encontra-se.

No templo o lugar mais sagrado de todos era o lugar Santíssimo. O véu era a cortina que o separava. Mantinha-se que dentro do Santíssimo habitava a própria presença de Deus. Neste lugar só podia entrar um homem de todo o mundo: o sumo sacerdote, e uma só vez ao ano, no dia da Expiação. E até esse dia estava estabelecido que não devia atrasar-se porque era terrível e perigoso entrar perante a presença do Deus vivo.

Agora, o que o autor diz é o seguinte: "Sob a antiga religião judia ninguém podia entrar perante a presença de Deus, mas sim o sumo sacerdote e só num dia do ano; mas agora Jesus Cristo abriu a cada homem e em todo tempo o caminho à presença de Deus. O caminho que estava fechado foi aberto: todos têm acesso à presença de Deus".

Quando penetramos “além do véu”, estamos seguros nos braços de Jesus. Esta segurança também é uma libertação de toda escravidão. Cada um de nós chegará a uma fase na vida em que precisará de Deus como refúgio e força. Muitos já encontraram ânimo em Salmos 46:1-2: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/6/2024

FONTES:

SILVA, Severino Pedro. Epístola aos Hebreus – as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo- Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201404_09.pdf

Barclay, William. The Letter to The Hebrews (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

quinta-feira, 20 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JUNHO DE 2024 (Romanos 8.18)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JUNHO DE 2024
O QUE NOS AGUARDA É MAIOR QUE AS AFLIÇÕES ATUAIS

Romanos 8.18 “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”.

 

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente”

A vida cristã é o enfrentamento de muitas pressões: do diabo, do mundo, de nossas fraquezas na carne. Jesus deixou claro que no mundo teremos aflições, mas que devíamos ter bom animo, afinal, ele venceu o mundo (João 16.33). Paulo corrobora a afirmação de Jesus, dizendo que triunfaríamos sobre elas: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (v.37).

Paulo chegou a dizer que não deveríamos temer as aflições e tribulações, pois elas não seriam capazes de nos separar do amor de Cristo (v.35). Pois também através delas entrarmos no reino de Deus: “[...] através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14.22).

Aos seus companheiros cristãos de Corinto disse: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17). Segundo o apóstolo, todo o seu sofrimento não passava de “momentânea tribulação” comparado ao “eterno peso de glória” que o esperava. E isso ele afirma com a “expressão “tenho por certo” que indica convicção, certeza e nenhuma dúvida”.

 

“... não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”.

Então, Paulo faz dos nossos sofrimentos atuais uma questão de aritmética simples. Ele somou todos e viu qual era o total. Antes mesmo de calcular qual seria a soma da glória, ele desistiu e disse apenas: “Nosso sofrimento atual não é nada comparado à glória que será revelada em nós”. Pois a glória vindoura sobrepuja em muito a aflição do presente.

O que é a glória a ser revelada a nós e em nós? O texto fala da “glória dos filhos de Deus” (v. 21) e faz referência específica à “redenção do nosso corpo” (v. 23). Quando o Senhor voltar, receberemos corpos glorificados: “Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória” (1 Coríntios 15:42-43). E nos será permitido desfrutar da Sua glória: “E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Apocalipse 21:23).

Além disso, não podemos especular daquilo que não está revelado. A palavra “revelada”. No grego e significa “desvendado, descoberto”. A nossa glória atualmente está “velada, encoberta”: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13.12).

Mas podemos ter certeza de uma coisa: o que quer que esteja incluso na palavra “glória”, Deus já o preparou para os Seus filhos.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/6/2024

FONTES:

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

LOPES, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf

quarta-feira, 19 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JUNHO DE 2024 (Genesis 3.15 )

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA COMO FIO CONDUTOR DAS ESCRITURAS

Genesis 3.15 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

 

E porei inimizade entre ti e a mulher,”

Esse versículo é chamado de ‘proto-evangelho’ (“a primeira menção das boas novas [evangelho]”), pois contém a primeira promessa de esperança para o casal pecador. Pela primeira vez na história humana é proclamado que Deus daria um jeito definitivo para a queda do homem.

Após ouvir as justificativas imprecisas dos homem e da mulher o Senhor Deus diz a serpente: “maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo” (v.14). Agora nesse verso se dirige a satanás que havia entrado na serpente. A Bíblia como um livro infalível, deve explicar-se a si mesma, e encontramos o entendimento disso em seu contexto geral.

A serpente é identificada em Apocalipse como o Diabo, Satanás, acusador dos filhos de Deus, enganador de todo o mundo, também figurado como o grande dragão e a antiga serpente: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Apocalipse 12:9).

Como o diabo buscava uma aliada na mulher, Deus fez questão de fazer da mulher uma inimiga para ele. A partir de agora a mulher sempre causaria preocupação ao diabo: “e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho” (Apocalipse 12.4)

 

“... e entre a tua semente e a sua semente;”

O termo hebraico traduzido por “semente” ou “descendente” é um substantivo coletivo singular que geralmente refere “posteridade”; mas que às vezes denota “uma pessoa que representa todo o grupo”, no caso o messias que viria da descendência de uma mulher: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4.4).

A semente da serpente, Jesus relaciona aos ímpios: “a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno (Mateus 13.38,39), enquanto que a semente da mulher está relacionada aqueles que amam e temem a Deus. Quando Jesus confrontou os fariseus eles se defenderam afirmando que eram filhos de Abraão e filhos de Deus. Jesus respondeu: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8.44).

Observe que ambas as sementes seriam geradas através da mulher. Todavia, senão seguirem a justiça podem se considerar sementes do maligno: “Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão” (1 João 3.12). O nascimento de Caim foi acolhido com ações de graças a Deus. Exclamou Eva: “Alcancei do Senhor um varão” (Genesis 4.1). Todavia, quando cresceu Caim não se voltou a Deus em espírito e em verdade (João 4.23). Antes, deixou-se cooptar pelo Diabo.

 

“... esta te ferirá a cabeça,”

A semente da mulher que feriria a cabeça da serpente significava um Salvador, um descendente dela que derrotaria o mal pelo poder de Deus. Era uma promessa de redenção da humanidade, a qual ficou sujeita à morte por causa da decisão que o casal havia tomado.

As profecias posteriores das Escrituras dizem expressamente que o Ungido de Deus (Messias, do Hebraico, e Cristo, do Grego), além de nascer de uma mulher (Gálatas 4:4), nasceria: da descendência de Abraão (Genesis 22:18 e Gálatas 3:16), da Tribo de Judá (Gênesis 49:10-12 e Apocalipse 5:5) e da família de Davi (II Samuel 7: 12, 13; Salmo 132:11 e Lucas 1:27,31-33).

O veneno da serpente está alojado em sua cabeça; e uma contusão nessa parte é fatal. Paulo nos garantiu uma coisa: “E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás” (16:20a). “Esmagará” indica derrota total. A linguagem nos remete à essa promessa de Gênesis 3:15, que apontava para a cruz. No ato de ir para a cruz Jesus derrotou Satanás (Hebreus 2:14). Agora lutamos contra um inimigo que já está derrotado, mas que ainda é perigoso (1 Pedro 5:8).

 

“... e tu lhe ferirás o calcanhar.”

A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado. O calcanhar de Cristo foi ferido quando os seus pés foram perfurados e pregados à cruz.

Tudo isso foi feito por homens usados por Satanás, o príncipe deste mundo: “E os principais dos sacerdotes, e os escribas, andavam procurando como o matariam; porque temiam o povo. Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. E foi, e falou com os principais dos sacerdotes, e com os capitães, de como lho entregaria; Os quais se alegraram, e convieram em lhe dar dinheiro” (Lucas 22:2-5).

Os sofrimentos de Cristo continuam nos sofrimentos dos santos que sofrem por causa do seu nome. O diabo os tenta, os lança na prisão, os persegue e os assassina, ferindo, desta maneira, o calcanhar de Cristo, que se aflige com as aflições dos seus servos amados. Mas, enquanto o calcanhar é ferido na terra, temos um conforto: a cabeça está a salvo, no céu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/6/2024

FONTES:

Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005.

POMMERENING, Claiton, Ivan. A Obra da salvação – Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200906_05.pdf

https://www.interpretandoabiblia.com/post/g%C3%AAnesis-3-15

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

terça-feira, 18 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JUNHO DE 2024 (1 Pedro 1.23)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JUNHO DE 2024
A ESPERANÇA CRISTÃ É UMA CONSEQUÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO

1 Pedro 1.23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

 

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,”

De novo gerados quer dizer nascidos de novo: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3). Fomos gerados de semente corruptível, somos carne e sangue. Paulo diz que: “carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Coríntios 15.10).

Por isso Cristo disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7), pois “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6). Todavia, todos aqueles que recebem a Cristo, receberam o poder de se tornarem feitos filhos de Deus, pois que crêem no seu Filho (João 1.12). João afirma destes de novo gerados que eles “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.13).

 

“... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

O novo nascimento operado em nós é mediado pela palavra de Deus.: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10.17). A palavra divina é enviada à terra, a fim de cumprir o propósito que lhe foi destinado. Este “envio” da Palavra é comparado ao envio da chuva que rega a terra, fazendo nela brotar a semente: “Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55.10-11).

Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa para convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo (João 16.8). Esta mesma Palavra encontra plena expressão no Evangelho - as boas novas: “E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1.25). Por isso Paulo afirma: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1.16). O Evangelho (Palavra) é o poder de Deus para nos trazer a Salvação.

Deus exaltou soberanamente a sua Palavra. O salmista escreveu: ”Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Salmo 138.1). E Cristo afirmou que tudo que foi escrito nela se cumpriria: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5.18). E acrescentou que ela permanece para sempre: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13.31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.