sexta-feira, 24 de maio de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE MAIO DE 2024 (Mateus 6.12)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE MAIO DE 2024 

Mateus 6.12 “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”.

 

“E perdoa-nos as nossas dívidas,”

Segue aqui mais uma cláusula da Oração do Pai nosso. Devemos nos dirigir a Deus para pedirmos perdão, pois ele sempre está pronto a perdoar: Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam” (Salmo 86.5).

A palavra para dívidas é uma das palavras gregas para “pecado”: “E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve” (Lucas 11:4) e é usada pouquíssimas vezes no Novo Testamento.

Na língua aramaica, que era a língua comum da Palestina na época de Jesus, era costume se referir a pecado como uma “dívida”. Esta é uma palavra apropriada para usarmos quando nos achegamos ao trono da graça de Deus, pois somos todos devedores.

 

“... assim como nós perdoamos aos nossos devedores;”

A parábola de Jesus sobre o credor incompassivo (Mateus 18:23–35) foi contada para nos ensinar essa verdade:  Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mateus 18:35).

Quem não perdoa não será perdoado por Deus. Jesus deixou isso claro aqui em Sua oração modelo e depois aprofundou-se no assunto em 6:14, 15: ”Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” .

O perdão de Deus para conosco depende da nossa disposição para perdoar quem peca contra nós, independentemente da pessoa merecer ou não o nosso perdão. Temos que perdoar assim como Jesus perdoou a todos – até aos que o crucificaram: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”  (Lucas 23:34).

Um jornalista inglês cita o seguinte incidente: “Conta o bispo Taylor que, num culto da Santa Ceia, na África, celebrado entre cristãos nativos de diferentes vilas, um negro, recém-convertido, ajoelhou-se com os outros irmãos. De repente, olhou de modo intenso e desvairado para o homem ao seu lado; depois levantou-se, saiu da igreja e correu para a floresta. Dias depois, assentava-se ele ao lado do mesmo homem. Perguntado sobre seu comportamento, explicou que, numa luta entre tribos vizinhas, aquele homem matara o seu pai e ainda ajudara a devorar-lhe o corpo numa festa de canibais. Havia jurado vingança e, quando viu o inimigo ao seu lado, aquele sentimento voltou-lhe à alma. Fugiu, entrando na floresta para orar. Lembrou-se, então, de como Jesus o perdoara e ressentimento saiu-lhe do coração.” 

Se lembrarmos sempre a grande dívida que nos foi perdoada, não teremos dificuldade em perdoar às ofensas de nosso irmão. Precisamos exercitar a misericórdia se esperamos recebê-la: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/5/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

quinta-feira, 23 de maio de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE MAIO DE 2024 (2 Samuel 12.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE MAIO DE 2024

2 Samuel 12.1 “E o SENHOR enviou Natã a Davi; e, apresentando-se ele a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.”

 

E o SENHOR enviou Natã a Davi; e, apresentando-se ele a Davi,”

Após cometer o pecado da sua vida. Davi esperou Bate-Seba passar dos dias de Luto por seu marido Urias. O costumeiro período de luto era de sete dias. Não sabemos se as viúvas prolongavam o luto por mais tempo. Imediatamente Davi tomou Bate-Seba por esposa, para que estivesse casada com ele o máximo de tempo possível antes do nascimento da criança. Esperava assim impedir quaisquer suspeitas de relacionamento extraconjugal que poderiam surgir.

O apóstolo Paulo falou daqueles que têm consciência cauterizada (1 Timóteo 4.2), do grego kauteriazo, quer dizer “marcar com ferro em brasa”. Seu aspecto figurativo fala de vidas insensíveis, as quais foram marcadas pelo pecado e já não há mais incômodo algum com aquelas marcas provocadas
pelo fogo. Davi estava com sua consciência morta, adormecida. Há um ano escondia seu duplo pecado, assim, para atiçar outra vez essa consciência morta, foi necessário que o profeta Natã. 

Enquanto em países como o Egito o rei era considerado divino, em Israel ele tinha de se submeter ao Senhor Deus, que o escolhera, e observar todos os mandamentos dados a Israel (Deuteronômio 17.15, 20). Era tarefa do profeta do Senhor encorajar o rei a cumprir essas obrigações e repreendê-lo em nome de Deus caso deixasse de cumpri-las.

Como os atos do rei Davi pareceram mal aos olhos do Senhor e o Senhor envia o Profeta a Davi.

 

“... disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.”

Natã começa sua audiência com o rei, esboçando um caso hipotético que poderia muito bem ter ocorrido num dos tribunais locais. Não há nada que indique tratar-se de uma parábola, e Davi, o juiz supremo, que poderia se manifestar em casos difíceis prestou atenção aos detalhes esboçados pelo profeta em 61 palavras cuidadosamente escolhidas.

O caso diz respeito a dois homens, um rico, outro pobre. Mesmo tão poucas informações despertam o interesse; as desigualdades da vida sempre estão conosco. Davi descobrirá posteriormente que a cidade é Jerusalém. Que ele é o homem rico enquanto Urias é o homem pobre injustiçado. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/5/2024

FONTES:

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce. I e II Samuel – Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

GOMES, Osiel. O governo divino em mãos humanas – Liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE MAIO DE 2024 (Genesis 3.8)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE MAIO DE 2024

Genesis 3.8 “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.”

 

“E ouviram a voz do Senhor Deus,”

Até esse momento o Senhor Deus não havia efetuado a maldição conseqüencial do pecado cometido pelos nossos pais. Deus conversava diariamente com o homem, pois gozavam de comunhão com Ele.  

O Senhor também não veio repentinamente sobre eles. Mas eles ouviram a sua voz a alguma distância, avisando-os da sua chegada, e provavelmente era uma voz tranqüila e baixa, como aquela com a qual Ele veio fazer perguntas a Elias (1 Reis 19.13).

Todavia o termo traduzido na por “voz” parece referir-se mais precisamente ao som de folhas farfalhando na brisa vespertina, uma vez que o texto não fornece nenhuma indicação de que Deus já tivesse falado com o casal depois de pecarem.

 

“... que passeava no jardim pela viração do dia;”

Deus se sentia a vontade para estar diante do homem até esse triste momento. O pecado após isso faria divisão: Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59.1-2).

Mas até aqui Ele passeava no jardim na viração do dia. O hebraico diz literalmente “no vento do dia”, que significa “a hora da brisa do dia” ou “na hora da brisa vespertina”. Ele veio na virada do dia, não à noite, quando todos os temores são duplamente amendrontadores. Não no calor do dia, pois Ele não veio no calor da sua ira. Não há indignação nele, Isaías 27.4.

 

”... e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.”

Eles se esconderam da presença do Senhor Deus. Que triste mudança! Antes que pecassem, se tivessem ouvido a voz do Senhor Deus vindo em sua direção, teriam feito tudo para encontrá-lo, e com humilde alegria teriam acolhido as Suas graciosas visitas. Mas, agora que a situação era outra, Deus tinha se tornado um terror para eles, e então não é de admirar que eles tivessem se tornado um terror para si mesmos, e estivessem cheios de confusão.

Vergonha, remorso, medo - um sentimento de culpa - sentimentos que eles não tinham até então os levou a evitar o Senhor Deus. Que tolice pensar que podiam: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?  Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também” (Salmo 139.7-8)

Apesar de parecer natural se esconder de Deus diante da falta cometida. Deus espera que nos confessamos a Ele nossas faltas não sendo necessário a confrontação: “E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” (v.9). Davi inspirado, após entender essa verdade escreveu e louvou no Salmo 32: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmo 32.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/5/2024

FONTES:

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201507_02.pdf

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

 CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

terça-feira, 21 de maio de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE MAIO DE 2024 (Romanos 3.10)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE MAIO DE 2024 

Romanos 3.10 “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.”



“Como está escrito:”

Paulo havia declarado sua premissa: tanto judeus como gentios estavam debaixo do pecado e careciam da justiça de Deus. Ele sabia, porém, que um deles — os judeus — resistiria a esse veredito e exigiria uma prova conclusiva. Então, o apóstolo retomou a lei da qual eles se orgulhavam: ”Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (Romanos 2:23), dizendo: “como está escrito”.

Paulo recorre às Escrituras. Essa é a autoridade máxima. A Bíblia não tem uma opinião entre muitas; tem a palavra final, o argumento irresistível e irrefutável.

Franz Leenhardt escreve: “Apoiando-se na autoridade da Escritura, vai Paulo forçar o leitor, judeu ou grego, a penetrar o próprio eu e reconhecer diante de Deus que está ‘debaixo do pecado’”.

Calvino alerta para o fato de que, se Paulo usou a autoridade das Escrituras para convencer os homens de sua iniqüidade, aqueles que estão encarregados do ensino na igreja devem tornar-se muito mais atentos para não agir de outro modo na pregação do evangelho.

 

“Não há um justo, nem um sequer.”

Paulo citou a tradução grega do Antigo Testamento, como geralmente fazia. Aqui cita Salmo 14:1–33 ao discorrer acerca da situação revoltante da humanidade. Alguns acreditam que pode ter citado uma versão de Eclesiastes 7.20: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”.

Com argumentos irresistíveis expõe a culpabilidade dos gentios e também dos judeus. Deus encerrou todos no pecado para usar de misericórdia para com todos. O pecado atingiu a todos sem exceção. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3.23).

“Justo” é usado aqui no sentido de “estar correto perante Deus”. Toda pessoa responsável faz algumas coisas que são erradas. Conseqüentemente, perante Deus ela está condenada “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todo” (Tiago 2:10).

A situação poderia ser ilustrada com um recipiente contendo terra e água. Derrame um pouco de água limpa na terra. A água torna a terra limpa? Não. Agora pingue um pouco de terra na água. A terra deixa a água suja? Sem dúvida. O pecado é parecido com isso: por mais que a sua vida tenha coisas boas, existem algumas coisas más — e isso faz de você um pecador. Existem exceções? O salmista não poderia ter sido mais claro. Paulo citou-o dizendo: “não... nem um sequer... não... não... não... nem um sequer”!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/05/2024

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200810_07.pdf

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

HENDRIKSEN, William. Romanos. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.

LEENHARDT, Franz J. Epístola aos Romanos – Comentário Exegético. São Paulo: ASTE, 1969

segunda-feira, 20 de maio de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE MAIO DE 2024 (Salmos 32.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE MAIO DE 2024

Salmo 32.5 “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.) ”

 

Este salmo é comumente conhecido como um dos Salmos Penitenciais. Os outros seis são o Salmo 6, 38, 51, 102, 130 e 143. E como não poderia deixar de ser, a sua linguagem se ajusta bem aos lábios do penitente, pois expressa ao mesmo tempo a tristeza, a humilhação e o ódio ao pecado, que são as características infalíveis do espírito arrependido quando se volta a Deus.

 

“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri”

Depois de longa espera, o coração quebrantado refletiu sobre o que deveria ter sido feito desde o início e abriu o peito diante do Senhor. A mínima coisa que podemos fazer para sermos perdoados é reconhecer nossa falta. Se formos muito orgulhosos para isso, merecemos duplo castigo. O piedoso é franco em expor os pecados. O hipócrita abafa e sufoca os pecados como um paciente que tem uma doença física repugnante, ele preferirá morrer a revelar a doença.

Mas a sinceridade do piedoso é vista neste ponto — ele confessará e se envergonhará dos pecados: “Eis que eu sou o que pequei e eu o que iniquamente procedi” (2 Samuel 24.17). Quando reconhecemos os nossos pecados pelo que eles são, Deus pode agir em nós. Ele não só nos perdoa, mas continua nos purificando de toda a iniquidade.

Agostinho escreveu: ‘Aquele que confessa e condena os seus pecados já está agindo de acordo com Deus. Ele condena os seus pecados; se você também os condenar, estará ligado a Deus’. [...] O que impede os cristãos de pecar não é o medo do castigo; é o amor por Jesus. Quanto mais percebemos a profundidade do nosso pecado e o quanto temos sido perdoados, mais amor sentimos pelo Senhor. O amor que nos garante o perdão desperta o nosso amor, e escolhemos livremente não pecar por amor àquEle que nos ama”.

Temos de confessar a culpa como também o fato do pecado. É inútil escondê-lo, pois é bem conhecido a Deus. É nos benéfico reconhecê-lo, pois uma confissão total amolece e humilha o coração. Até onde for possível, temos de desvelar os segredos da alma, desenterrar o tesouro escondido de Acã e, por peso e medida, trazer a lume o nosso pecado: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28.13)

A confissão de pecados é um comportamento notado no crente que sente a contrição da separação de Deus. À semelhança de Davi, quem já compreendeu os malefícios do pecado confessa-o e ora na esperança de que seja perdoado e criado dentro de si um coração puro e renovado um espírito reto (Salmo 51.10).

 

Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. ”

Confessarei não aos meus semelhantes ou ao sumo sacerdote, mas ao Senhor. Mesmo naqueles dias de simbolismo, os fiéis olhavam somente a Deus em busca de libertação da carga intolerável do pecado. Muito mais hoje, quando os tipos e sombras desapareceram com o aparecimento do amanhecer. Quando a alma determina prostrar-se e declara-se culpada, a absolvição está perto. Por conseguinte, lemos: “E tu perdoaste a maldade [ou “iniquidade”, ARA] do meu pecado”.

É muito provável que esse pecado tenha sido o adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias. Para tornar a misericórdia perdoadora de Deus mais ilustre, Davi disse que Deus não só lhe perdoara o pecado, mas também a maldade do seu pecado. O que significava isso? Claro que é o pior que se poderia dizer sobre isso. O seu pecado complicado é que havia muita hipocrisia, pois ele aflitamente manipulou Deus e os homens a esse respeito. Não duvido em dizer que essa foi a maldade do seu pecado, caracterizando-o mais intensamente do que o sangue que ele derramou. Tenho de chamar a atenção a esse ponto. O próprio Deus, quando especificou a hediondez desse pecado, ressaltou a hipocrisia que havia no fato do que o próprio fato, como se evidencia pelo testemunho dado por este santo homem: “Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor e não se tinha desviado de tudo o que lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no caso de Urias, o heteu” (1 Reis 15.5).

Os justificados, cujos pecados foram perdoados, ainda devem confessar os seus pecados a Deus. Há seis razões pelas quais os justificados têm de confessar os pecados a Deus:

(1) Porque a confissão santa dá muita paz e santa tranquilidade à mente do pecador. A culpa escondida e favorecida gera horror e medo na consciência.

(2) Porque Deus ama ouvir as queixas e confissões do seu povo. Falar a verdade abertamente é o melhor gesto, e as vestes de lamento a melhor roupa com que Deus se agrada.

(3) Porque a confissão de pecados ajuda a estimular o coração à súplica forte e fervorosa a Deus (ver v. 6). A confissão é para a alma como a pedra de amolar é para a faca, que a afia e lhe dá fio. É o que ocorre com a confissão de pecados. Confessar os males a Deus afia e dá fio às súplicas. A pessoa que confessa os pecados parcamente orará vagamente.

(4) Porque a confissão de pecados operará uma contrição santa e uma tristeza devota no coração (Salmo 38.18). A declaração opera a compunção. A confissão de pecados é a causa de o pecado ricochetear na consciência, de modo a causar rubor e vergonha no rosto e aflição no coração.

(5) Porque a confissão secreta de pecados dá muita glória a Deus. Dá glória à justiça de Deus. Eu confesso os pecados e confesso Deus em justiça que pode me condenar pelos meus pecados. Isso dá glória à misericórdia de Deus. Eu confesso os pecados, mas a misericórdia pode me salvar. Isso dá glória à onisciência de Deus. Ao confessar os pecados, confesso que Deus conhece os meus pecados.

(6) Porque a confissão santa de pecados afligirá os pecados e valorizará Cristo a eles, quando a pessoa deixa que os pecados ricocheteiem na consciência através da confissão. Alma], 1683

 

 “Selá. ”

Uma pausa foi necessária, pois o assunto não é algo que possa tratado às pressas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/05/2024

FONTES:

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. (William Gumatt, Thomas Watson e Christopher Love)

RICHARDS, L. O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.


domingo, 19 de maio de 2024

Lição 08: Confessando e Abandonando o Pecado– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Provérbios 28.13)

 

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará,”

Aqui, temos a tolice de tolerar o pecado, de aliviá-lo e desculpá-lo, negá-lo ou reduzi-lo, diminuí-lo, dissimulá-lo, ou lançar a culpa por ele sobre outras pessoas: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará”, é melhor que nem espere isto.

Pois, quem oculta seu pecado não será bem sucedido nesse esforço, pois este será descoberto, mais cedo ou mais tarde: “Nada há encoberto que não haja de ser descoberto” (Lucas 12.2). Um pássaro no ar levará a notícia. O homicídio será revelado, e também todos os outros pecados: “E disse Deus (a Caim): Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Genesis 4.10). Ele não prosperará, isto é, não obterá o perdão para o seu pecado, nem terá nenhuma verdadeira paz de consciência.

Davi reconhece ter estado em constante agitação quando encobriu seus pecados: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio” (Salmos 32.3-4).

Enquanto o paciente esconde a sua doença, não pode jamais ter esperança de uma cura.

 

“... mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”

Aqui está os benefícios de se afastar do pecado por uma confissão penitente: aquele que confessa a Deus a sua culpa, e toma cuidado para nunca mais retornar ao pecado, alcançará misericórdia com Deus, e terá a consolação no seu próprio seio: “E disse-lhe Jesus (a mulher adúltera): Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (João 8.11).

A nossa consciência será aliviada. Deus está mais pronto para perdoar o pecado, após nosso arrependimento, do que nós estamos prontos para nos arrepender para obter o perdão. Foi com muita comoção que Davi veio a confessar os seus pecados. Ele resistiu por muito tempo e não se entregaria até chegar ao extremo. Veja com que rapidez, com que facilidade, ele obteve bons termos: “eu disse apenas: eu confessarei, e tu perdoaste (Salmos 32.5).

A nossa destruição será evitada: “Volta, ó rebelde Israel, diz o Senhor, e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira (Jeremias 3.12). Sob o nosso arrependimento, a transgressão é perdoada, ou seja, a obrigação da punição sob a qual nós estamos, pela virtude da sentença da lei, é desfeita, cancelada. Pois, quando Deus perdoa o pecado, Ele não se lembra mais dele, Ele deixa-o para trás.

Seremos purificados de toda a injustiça: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1.9). A justiça de Cristo é atribuída a nós, a nossa iniqüidade não é imputada, pois Deus coloca sobre Cristo a nossa iniqüidade e o faz pecado por nós. Quando o pecado é perdoado, ele é coberto com o manto da justiça de Cristo, como as túnicas de pele com as quais Deus vestiu Adão e Eva.

Que encorajamento isso é para os pobres arrependidos, e que garantia isso nos dá de que, se confessarmos os nossos pecados, nós descobriremos que Deus é não só fiel e justo, mas gracioso e bom, para nos perdoar os pecados!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico-Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

Texto Áureo Lição 8 - Confessando e abandonando o pecado. Provérbios 28.13

Lição 8 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2024 - CPAD

sábado, 18 de maio de 2024

Salmo 32.5

Salmo 32.5 “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.) ”

 

Este salmo é comumente conhecido como um dos Salmos Penitenciais. Os outros seis são o Salmo 6, 38, 51, 102, 130 e 143. E como não poderia deixar de ser, a sua linguagem se ajusta bem aos lábios do penitente, pois expressa ao mesmo tempo a tristeza, a humilhação e o ódio ao pecado, que são as características infalíveis do espírito arrependido quando se volta a Deus.

 

“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri”

Depois de longa espera, o coração quebrantado refletiu sobre o que deveria ter sido feito desde o início e abriu o peito diante do Senhor. A mínima coisa que podemos fazer para sermos perdoados é reconhecer nossa falta. Se formos muito orgulhosos para isso, merecemos duplo castigo. O piedoso é franco em expor os pecados. O hipócrita abafa e sufoca os pecados como um paciente que tem uma doença física repugnante, ele preferirá morrer a revelar a doença.

Mas a sinceridade do piedoso é vista neste ponto — ele confessará e se envergonhará dos pecados: “Eis que eu sou o que pequei e eu o que iniquamente procedi” (2 Samuel 24.17). Quando reconhecemos os nossos pecados pelo que eles são, Deus pode agir em nós. Ele não só nos perdoa, mas continua nos purificando de toda a iniquidade.

Agostinho escreveu: ‘Aquele que confessa e condena os seus pecados já está agindo de acordo com Deus. Ele condena os seus pecados; se você também os condenar, estará ligado a Deus’. [...] O que impede os cristãos de pecar não é o medo do castigo; é o amor por Jesus. Quanto mais percebemos a profundidade do nosso pecado e o quanto temos sido perdoados, mais amor sentimos pelo Senhor. O amor que nos garante o perdão desperta o nosso amor, e escolhemos livremente não pecar por amor àquEle que nos ama”.

Temos de confessar a culpa como também o fato do pecado. É inútil escondê-lo, pois é bem conhecido a Deus. É nos benéfico reconhecê-lo, pois uma confissão total amolece e humilha o coração. Até onde for possível, temos de desvelar os segredos da alma, desenterrar o tesouro escondido de Acã e, por peso e medida, trazer a lume o nosso pecado: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28.13)

A confissão de pecados é um comportamento notado no crente que sente a contrição da separação de Deus. À semelhança de Davi, quem já compreendeu os malefícios do pecado confessa-o e ora na esperança de que seja perdoado e criado dentro de si um coração puro e renovado um espírito reto (Salmo 51.10).

 

Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. ”

Confessarei não aos meus semelhantes ou ao sumo sacerdote, mas ao Senhor. Mesmo naqueles dias de simbolismo, os fiéis olhavam somente a Deus em busca de libertação da carga intolerável do pecado. Muito mais hoje, quando os tipos e sombras desapareceram com o aparecimento do amanhecer. Quando a alma determina prostrar-se e declara-se culpada, a absolvição está perto. Por conseguinte, lemos: “E tu perdoaste a maldade [ou “iniquidade”, ARA] do meu pecado”.

É muito provável que esse pecado tenha sido o adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias. Para tornar a misericórdia perdoadora de Deus mais ilustre, Davi disse que Deus não só lhe perdoara o pecado, mas também a maldade do seu pecado. O que significava isso? Claro que é o pior que se poderia dizer sobre isso. O seu pecado complicado é que havia muita hipocrisia, pois ele aflitamente manipulou Deus e os homens a esse respeito. Não duvido em dizer que essa foi a maldade do seu pecado, caracterizando-o mais intensamente do que o sangue que ele derramou. Tenho de chamar a atenção a esse ponto. O próprio Deus, quando especificou a hediondez desse pecado, ressaltou a hipocrisia que havia no fato do que o próprio fato, como se evidencia pelo testemunho dado por este santo homem: “Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor e não se tinha desviado de tudo o que lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no caso de Urias, o heteu” (1 Reis 15.5).

Os justificados, cujos pecados foram perdoados, ainda devem confessar os seus pecados a Deus. Há seis razões pelas quais os justificados têm de confessar os pecados a Deus:

(1) Porque a confissão santa dá muita paz e santa tranquilidade à mente do pecador. A culpa escondida e favorecida gera horror e medo na consciência.

(2) Porque Deus ama ouvir as queixas e confissões do seu povo. Falar a verdade abertamente é o melhor gesto, e as vestes de lamento a melhor roupa com que Deus se agrada.

(3) Porque a confissão de pecados ajuda a estimular o coração à súplica forte e fervorosa a Deus (ver v. 6). A confissão é para a alma como a pedra de amolar é para a faca, que a afia e lhe dá fio. É o que ocorre com a confissão de pecados. Confessar os males a Deus afia e dá fio às súplicas. A pessoa que confessa os pecados parcamente orará vagamente.

(4) Porque a confissão de pecados operará uma contrição santa e uma tristeza devota no coração (Salmo 38.18). A declaração opera a compunção. A confissão de pecados é a causa de o pecado ricochetear na consciência, de modo a causar rubor e vergonha no rosto e aflição no coração.

(5) Porque a confissão secreta de pecados dá muita glória a Deus. Dá glória à justiça de Deus. Eu confesso os pecados e confesso Deus em justiça que pode me condenar pelos meus pecados. Isso dá glória à misericórdia de Deus. Eu confesso os pecados, mas a misericórdia pode me salvar. Isso dá glória à onisciência de Deus. Ao confessar os pecados, confesso que Deus conhece os meus pecados.

(6) Porque a confissão santa de pecados afligirá os pecados e valorizará Cristo a eles, quando a pessoa deixa que os pecados ricocheteiem na consciência através da confissão. Alma], 1683

 

 “Selá. ”

Uma pausa foi necessária, pois o assunto não é algo que possa tratado às pressas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/05/2024

FONTES:

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. (William Gumatt, Thomas Watson e Christopher Love)

RICHARDS, L. O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

Genesis 3.8

Genesis 3.8 “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.”

 

“E ouviram a voz do Senhor Deus,”

Até esse momento o Senhor Deus não havia efetuado a maldição conseqüencial do pecado cometido pelos nossos pais. Deus conversava diariamente com o homem, pois gozavam de comunhão com Ele.  

O Senhor também não veio repentinamente sobre eles. Mas eles ouviram a sua voz a alguma distância, avisando-os da sua chegada, e provavelmente era uma voz tranqüila e baixa, como aquela com a qual Ele veio fazer perguntas a Elias (1 Reis 19.13).

Todavia o termo traduzido na por “voz” parece referir-se mais precisamente ao som de folhas farfalhando na brisa vespertina, uma vez que o texto não fornece nenhuma indicação de que Deus já tivesse falado com o casal depois de pecarem.

 

“... que passeava no jardim pela viração do dia;”

Deus se sentia a vontade para estar diante do homem até esse triste momento. O pecado após isso faria divisão: Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59.1-2).

Mas até aqui Ele passeava no jardim na viração do dia. O hebraico diz literalmente “no vento do dia”, que significa “a hora da brisa do dia” ou “na hora da brisa vespertina”. Ele veio na virada do dia, não à noite, quando todos os temores são duplamente amendrontadores. Não no calor do dia, pois Ele não veio no calor da sua ira. Não há indignação nele, Isaías 27.4.

 

”... e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.”

Eles se esconderam da presença do Senhor Deus. Que triste mudança! Antes que pecassem, se tivessem ouvido a voz do Senhor Deus vindo em sua direção, teriam feito tudo para encontrá-lo, e com humilde alegria teriam acolhido as Suas graciosas visitas. Mas, agora que a situação era outra, Deus tinha se tornado um terror para eles, e então não é de admirar que eles tivessem se tornado um terror para si mesmos, e estivessem cheios de confusão.

Vergonha, remorso, medo - um sentimento de culpa - sentimentos que eles não tinham até então os levou a evitar o Senhor Deus. Que tolice pensar que podiam: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?  Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também” (Salmo 139.7-8)

Apesar de parecer natural se esconder de Deus diante da falta cometida. Deus espera que nos confessamos a Ele nossas faltas não sendo necessário a confrontação: “E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” (v.9). Davi inspirado, após entender essa verdade escreveu e louvou no Salmo 32: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmo 32.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/5/2024

FONTES:

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201507_02.pdf

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

 CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. 

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Poéticos. Rio de Janeiro CPAD, 2008.