quarta-feira, 8 de maio de 2024

1 João 2.15

1 João 2.15 "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."



"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há."


A palavra grega para mundo é "kosmos". Ela tem três diferentes significados no Novo Testamento. Observe: o mundo físico criado por Deus, o planeta em que vivemos (Mateus 13.35; At 17.24); a humanidade em geral, objeto do amor sacrificial de Deus para salvação (João 3.16) e o sistema dominante que se opõe a Deus (Mateus 16.26; João 14.17; 15.18). Esse versículo diz respeito ao terceiro significado "o sistema dominante que se opõe a Deus".

O mundo é constituído por três tipos de pessoas: as que não conhecem a Deus (1 João 3.1); as que são contrárias à Igreja de Cristo (3.13) e as que são dominadas pelo maligno (1 João 5.19). O cristão não deve tomar a mesma forma das pessoas que fazem parte do mundo (Romanos 12.1,2). O crente é “sal” e “luz” e não pode jamais permitir ser influenciado pelo estilo de vida daqueles que não conhecem a Deus. O mundo usurpa a paixão de quem se deixa levar por ele. 

Por isso, precisamos estar em constante vigilância para que não venhamos a nos acostumar com o estilo de vida daqueles que são contrários à vontade e à ética do Reino de Deus.


"Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." 

Quanto mais próximo o cristão estiver do sistema deste mundo, mais ele se distanciará da presença de Deus. Jesus, na oração sacerdotal, deixou claro que seus discípulos estavam no mundo (João 17.11), mas eles não eram do mundo, ou seja, não se conformavam com o sistema opressivo dominante dos homens ímpios (João 17.14). Os que se amoldam ao estilo de vida do mundo não tiveram uma experiência real com Jesus Cristo e jamais poderão agradar a Deus. 

O amor ao mundo compromete o nosso amor a Deus, o Pai. A razão pela qual somos intimados a não amar o mundo é que o amor pelo Pai e o amor pelo mundo são mutuamente exclusivos. Werner de Boor diz que é essencialmente impossível amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Neste assunto não cabe neutralidade: amamos a Deus ou amamos o mundo. Jesus Cristo mesmo disse: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mateus 6.24).

Cristo provou o seu amor por nós oferecendo a sua vida em sacrifício vivo e perfeito. Se queremos retribuir a esse amor, precisamos viver uma vida santa, longe dos pecados deste mundo. Paulo traz uma advertência séria para nós, pois os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós […]” (Romanos 8.8,9).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/5/2024

FONTES:

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS - 2º Trimestre de 2019 - Título: Cobiça e orgulho — Combatendo o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida - Comentarista: Natalino das Neves.

Lições Bíblicas CPAD  Adultos - 3º Trimestre de 2009 - Título: 1 João - Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai - Comentarista: Eliezer de Lira e Silva

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006.
 
LOPES

1 João 2.16

1 João 2.16 "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo."


"Porque tudo o que há no mundo,"

O apóstolo do amor quando escreve sobre tudo que há no mundo não está pensando a respeito do materialismo ("coisas"), mas nas atitudes que estão por trás do materialismo. Pois ele sabe, como todos nós deveríamos saber, que uma pessoa sem os bens mundanos pode ser tão materialista como uma pessoa que possui muitos desses bens; e, de igual modo, uma pessoa rica pode ser bastante desapegada dessa e de qualquer outra forma de mundanismo. Na verdade, João está pensando a respeito do que citará a seguir: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida.


"... a concupiscência da carne, "

A concupiscência da carne é a falta de domínio sobre os desejos carnais. As pessoas que se entregam à cobiça da carne tornam-se escravas de pecados, como por exemplo, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias (Gálatas 5.19,20). Porém, “os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5.24). 

O corpo não é mau em si mesmo, mas é uma presa fácil para o pecado. Por isso, devemos vigiar e orar sem cessar. O crente deve estar ciente de que ele é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3.16; 6.19) e, portanto, deve viver uma vida piedosa e consagrada a Deus. Seu corpo deve ser um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Romanos 12.1,2).

Algumas pessoas atribuem suas condutas imorais somente à ação de Satanás, mas o apóstolo Tiago deixa bem claro que elas cometem pecados motivadas pelos próprios pecados: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tiago 1.14).


"... a concupiscência dos olhos..."

A concupiscência dos olhos. Os olhos são considerados as janelas da alma. Se controlados e conduzidos pelos interesses individuais e egoístas, podem levar o ser humano a uma cobiça desenfreada e ao afastamento da vontade de Deus. A Bíblia narra alguns episódios de pessoas que, devido à cobiça dos olhos, atraíram para si resultados desastrosos.

Foi por essa via que Eva desobedeceu (Genesis 3.6). O mesmo se deu com Acã: "vendo" entre os despojos dos inimigos do povo de Deus uma capa babilônica, desejou-a, trouxe-a para si e morreu com toda sua família (Josué 7.20-26). Davi também foi atraído pela concupiscência dos olhos. Olhando com lascívia, deu lugar ao pecado, arruinando sua fidelidade a Deus (2 Samuel 11.2). A Palavra de Deus exorta-nos a não nos conformarmos com este mundo, a fim de que possamos viver no centro da vontade do Eterno (Romanos 12.1,2).


"... e a soberba da vida, "

A soberba da vida. Desde o princípio, Satanás engana o ser humano com a falsa ideia de que é possível ser igual a Deus (Genesis 3.5). Com isso, o homem tenta a todo custo viver à parte de seu Criador, buscando sua própria exaltação, através de riquezas, "status", títulos e posições, com o intuito de ser honrado por seus pares.

Muitos lutam pelo poder, pelo direito de exercer autoridade sobre seus semelhantes, ou pelo simples deleite que isso possa lhe trazer. Ser visto e admirado por todos é o objetivo máximo da vida de muitas pessoas. Mas o maior e melhor modelo a ser seguido é Jesus, que mesmo sendo Deus, viveu neste mundo e jamais pecou, tendo uma vida simples e humilde, amando e indo ao auxílio das pessoas desfavorecidas (Filipenses 2.6-11). 


"... não é do Pai, mas do mundo."

A Palavra de Deus nos assevera que isto não vem de Deus, mas do mundo; deste sistema que Satanás governa: "o mundo está no maligno" (1 João 5.19) . Jesus nos ensinou qual deve ser o maior objetivo da nossa vida: buscar o Reino de Deus e a sua justiça (Mateus 6.33). Nesta busca devemos investir todas as nossas energias.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/5/2024

FONTES:

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS - 2º Trimestre de 2019 - Título: Cobiça e orgulho — Combatendo o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida - Comentarista: Natalino das Neves.

COLSON, C. ; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 6 - As nossas armas espirituais. 2 Coríntios 10.4

domingo, 5 de maio de 2024

Lição 06: As Nossas Armas Espirituais– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. ” (2 Coríntios 10.4)

 

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais,

Agora Paulo retrata seu ministério apostólico em termos de campanha militar. ‘Ele e sua equipe ministerial viviam no mundo “na carne’’, ou “em vasos de barro”:  “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós (2 Coríntios 4.7).

Mas ele não militava ou empreendia guerra como o mundo faz “segundo a carne”, isto é, limitado pelo que é finito, humano, terrestre ou meramente físico. Os instrumentos da guerra de Paulo não eram espadas e lanças, escudos e armaduras.

Pouco importando o quão fraco, tímido ou humilde Paulo pareces-se ser na presença dos coríntios, ele não teve de enfrentar destemidamente ou usar métodos e armas que o mundo usa.

Ele escreveu aos Efésios: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6.12).

Ora, se nossos inimigos não são de carne e sangue, como poderíamos com eles pelejar? Se nossos inimigos são seres espirituais não devemos usar armas carnais. Esses inimigos liderados por Satanás são invisíveis, porém reais e poderosos. O Reino de Satanás é denominado “o império das trevas” (Colossenses 1:13). Para enganar e capturar almas, ele usa ministros falsos, doutrinas falazes e lugares de adoração falsificados. .

A missão de Paulo era converter pessoas “da potestade de Satanás para Deus”: “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados” (Atos 26:18).

Os cristãos precisam da ajuda de Deus para enfrentar e vencer tamanho exército. Por isso temos disponível a nós a Armadura de Deus.

 

“... mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”

O apóstolo estava confiante de que os instrumentos bélicos fornecidos por Deus lhe dariam poder para prevalecer sobre seus oponentes em Corinto. Quando o Espírito o ungiu ele passou a ter armas “poderosas em Deus” para destruir as fortalezas inimigas. Essas armas são o Espírito que nos capacita e a Palavra que é a sua ferramenta (Espada do Espírito).

As “fortalezas” eram os ardis argumentos contra o Evangelho simples de Cristo que Paulo pregava como também os esforços em destruir seu ministério e levar seus convertidos à escravidão espiritual pelas falsas doutrinas dos inimigos.

Esses inimigos usaram a arma da vanglória ou presunção. Louvaram a si mesmos (2 Coríntios 10:12) e recorreram a desonestidade e à mentira. Mas aqueles que queriam difamar a mensagem e o caráter do apóstolo não podiam suportar o poder de suas palavras.

Podemos aplicar isto às forças do mal que procuram destruir a Igreja trazendo falsas doutrinas, modos mundanos, entretenimento secular e apresentações terrenas. A Palavra e o Espírito ainda têm o poder de destruir os poderes das trevas (Efésios 6.14-18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_04.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_12.pdf

sábado, 4 de maio de 2024

Mateus 25.41

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25.41)

 

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda:”

Em Mateus 25.32,33, Jesus afirmou: "e todas as nações serão reunidas diante dele [do Filho do Homem], e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda". 

O Senhor Jesus fará distinção entre o precioso e o vil. Ele “apartará uns dos outros”, como o joio e o trigo são separados na colheita, o peixe bom do ruim, na margem, o trigo da palha, na eira.

Primeiro ele permitirá a entrada ao reino milenial àqueles a quem ele tinha apartado a sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25.34). 

Depois julgará àqueles que havia deixado a sua esquerda: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25.33). Considerando o que diz a profecia de Joel 3, os "bodes" representam as nações que fizeram mal a Israel, e as "ovelhas", as que lhe dispensaram um

Diz o Pastor Antonio Gilberto: “os da direita ele os chamará de “nações ovelhas”, possivelmente povos pacíficos, amigos protetores e defensores de Israel. Os da esquerda ele os chamará de “nações bodes”, que deverão ser povos sanguinários, beliscosos e perseguidores de Israel que seguiram o Anticristo.”

 

 “Apartai-vos de mim, malditos, o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. ”

A justiça do Rei fica clara aqui, pois o critério para a condenação dos "bodes" será o mesmo usado na absolvição das "ovelhas": "tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber" (vv. 42-45).

Dirá a eles: “Apartai-vos de mim”. Eles serão condenados. Ser condenado é ser separado da presença do Senhor “Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:9), sendo impedido de ter comunhão com Ele.

Eles serão lançados para o fogo eterno, ou seja, o inferno. “Eterno” significa “sem fim, que nunca cessa, que dura para sempre”. A declaração de Jesus não nos permite limitar a duração do inferno e dizer que os perdidos serão aniquilados ou consumidos. “Aionios” é usado para descrever a duração tanto do inferno como do céu: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Se limitarmos a duração do inferno, então teremos também que limitar a duração do céu.

O verbo ”preparado” é uma repetição do versículo 34, que afirma que o reino foi “preparado” para os justos. Aqui um lugar de tormento foi “preparado” para o diabo e seus anjos. Por causa do Seu grande amor, Deus fez tudo o que era necessário para evitar que a humanidade fosse para esse lugar terrível de tormento (João 3:16, 17, 36).

Devemos tomar consciência de que o inferno não foi feito para nós, e deve buscar uma vida espiritual em contínua comunhão com Deus. Por maiores que sejam os desafios e as tribulações que enfrentamos nesta vida, a perseverança em Cristo deve ser nutrida pela alegria da vida eterna. Cristo foi preparar um lugar para Seus discípulos ao lado dEle (João 14.1-3). Que esta seja a nossa motivação a cada dia!

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201211_02.pdf

SILVA, Antônio Gilberto. O Calendário da Profecia. Rio de Janeiro. Casa. Publicadora das Assembléias de Deus, 1985.

ZIBORDI, Ciro, Sanches. Erros escatológicos que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2023

Texto Áureo Lição 5 - Os inimigos dos cristãos. Gálatas 5.25-26

domingo, 28 de abril de 2024

Lição 05: Os Inimigos do Cristão– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” (Gálatas 5.26)

 

 “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, “

Paulo termina o capítulo 5 admoestando com esse verso. Em primeiro lugar ele adverte contra a presunção. A palavra grega para (cobiçoso) aparece no Novo Testamento somente aqui. O seu significado básico é “vaidade”, “ansioso pela fama”, “presunçoso”. A vida regida pelo Espírito exclui qualquer tipo de presunção.

A palavra grega (vanglória), está relacionada a conduta, na qual uma pessoa mostra a outra suas vantagens, e dessa maneira o provoca. No vão afã de prestígio, a pessoa dominada por esse sentimento tem a necessidade de apresentar suas “conquistas perante às outras” como os fariseus da época de Cristo se apresentavam. Desse modo, é uma tentação para que a outra pessoa passe a viver, por sua vez, pela sua própria glória.

 

“... irritando-nos uns aos outros,”

O termo grego para irritar significa provocar com intensidade, “chamar alguém à frente, sugere “combate ou rivalidade”. Esse termo só ocorre uma vez no Novo Testamento. Era muitas vezes usado na literatura grega com a conotação hostil de “instigar”. A pessoa ansiosa por aparecer provoca aos demais homens a mesma vaidade com sua superioridade suposta ou real.

 

“... invejando-nos uns aos outros.”

A inveja é um sentimento indigno para um cristão sincero. Está listada entre as obras da carne e aqui descrita como sinal de sabedoria terrena; é sentimento carnal, ou de influência diabólica, que faz com que um a pessoa em vez de alegrar-se com o triunfo do outro, alegra-se com seu fracasso. Ele não apenas deseja ter ou ser como o outro, mas tem tristeza porque não tem ou não é como o outro. O invejoso é alguém que tem uma super preocupação com sua posição, dignidade e direitos. É sentimento destruidor não só da paz interior, é devastador para a saúde física. “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos” (Provérbios 14.30).

A lista de pecados que Paulo enumerou em 5:19–21 não visava ser completa, e sim representativa. A frase “e coisas semelhantes a estas” em 5:21 engloba outras ações malignas de natureza similar.

Cada um dos três padrões de comportamento adicionados em 5:26 – “possuir-se de vanglória”, “provocar uns aos outros” e “ter inveja” – tem claramente o seu lugar entre “as obras da carne”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

Lição 05: Os Inimigos do Cristão– 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gálatas 5.25) 

 

“Se vivemos no Espírito,”

Outra vez (v.16) o apóstolo retoma a ideia fundamental de toda a perícope e faz uma nova aplicação. Os cristãos devem viver baseando sua conduta no Espírito. Por ter anulado a carne: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (v.24), eles passaram a ter um viver determinado pelo Espírito de Deus; devem, pois, agora, reger sua conduta pelo Espírito.

A palavra “vivemos” tem aqui um sentido profundo. A expressão “pelo Espírito” traz o sentido de “na força do Espírito”: o fundamento íntimo, a força motora que move o viver cristão. Eles agora vivem “no Espírito” e “pelo Espírito”, isso porque o Espírito de Deus vive em cada um: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós” (Romanos 8.9).

 

“... andemos também no Espírito.”

Se o Espírito habita em nós e em nós produz seus frutos, precisamos agora andar no Espírito. Não pode existir inconsistência em nossa vida.

Andar de acordo com o Espírito é a consequência dos cristãos estarem fundados e cimentados espiritualmente. Agora não se diz, “vivam pelo Espírito”, como foi dito no versículo 16, nem “são guiados pelo Espírito”, versículo 18, mas “andemos pelo Espírito”.

A palavra grega para (andar), originalmente era um termo militar. Significa “marchar em ordem”, “formar fila”. No Novo Testamento apresenta um duplo sentido. Por um lado, tem o sentido de “caminhar”, por outro, significa “ajustar-se a”. A palavra passou a ter a conotação figurativa de “estar de acordo com”.

Paulo queria que os gálatas examinassem suas vidas e se certificassem de que estavam em harmonia com o Espírito, produzindo o fruto do Espírito: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5, 6).

 O desejo do apóstolo era que os gálatas deixassem o Espírito dirigir todos os seus atos. A vida dos cristãos se realiza através de um caminho ajustado ao Espírito e regido segundo este Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

GERMANO, Altair. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201807_02.pdf

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. — São Paulo: Hagnos, 2011.