segunda-feira, 15 de abril de 2024

Mateus 3.2

Mateus 3.2 "E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus."


"E dizendo: Arrependei-vos, "

João, o batista, inicia aqui a sua obra à obra. Ele é descrito pelo evangelista como a “voz do que clama no deserto” para que as pessoas preparem o caminho do Senhor que agora está próximo. João clamava as pessoas dizendo: “Arrependei-vos”. 

De acordo com A.T. Robertson há certa complexidade envolvendo a tradução desse termo. João Batista não está chamando as pessoas para “sentir tristeza de novo” (do latim repoenitet, o que a Vulgata Latina traduz o grego como “fazer penitência”), mas para mudar de atitude mental e conduta. A tradução Siríaca Antiga é a que melhor se expressa: “Voltar”. Esta é a grande palavra de João Batista.

Essa palavra indica mudança de opinião, o que, por sua vez, leva a mudança de vida. João Batista era um novo profeta, que voltou à chamada dos antigos profetas: “Torne” (Isaías 55.7), “convertei-vos” (Ezequiel 33.11; Joel 2.12), “restituindo” (Ezequiel 33.15).

Arrepender-se é uma necessidade absoluta para quem deseja entrar no reino dos céus. A mensagem da pregação de Jesus, mais tarde, aprimoraria essa proclamada por João Batista: “E dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1.15). E mais tarde seria proclamada por seus próprios discípulos:  “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30).

"... porque é chegado o reino dos céus."


João anuncia que o Reino dos céus é chegado. Os profetas do Antigo Testamento anunciaram que chegaria no tempo certo de Deus. Como arauto do novo dia, João Batista proclama que estava se aproximando. O quanto estava próximo, ele não diz, mas com certeza ele quer dizer que estava muito perto suficientemente perto para que se pudessem ver os sinais e a prova. 

O Reino dos céus seria estabelecido pelo Messias de forma invisível na Igreja. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que o hoje aceitam: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5).

Os outros Evangelhos usam “o Reino de Deus”, como às vezes Mateus também usa. Mateus menciona “o Reino dos céus” mais de trinta vezes. João Batista quer dizer “o reinado de Deus”, não a organização política ou eclesiástica que os fariseus esperavam: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17). Mas uma poderosa transformação que reflete em toda a realidade à nossa volta.

No Reino dos céus, a vontade do Pai é conhecida e deve ser praticada. Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22). O Reino dos céus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal: ”Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2024


FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200506_01.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.


1 Coríntios 10.10

1 Coríntios 10.10 “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. ” 

 

“E não murmureis,

Murmuração na língua grega dá a ideia daquele que rosna, ou seja, significa o ato de rosnar, como o cachorro que rosna. Na verdade, “murmurar” sempre esteve presente com pessoas invejosas e rebeldes (João 7.12; Atos 6.1; 1 Pedro 4.9). Paulo escreveu a igreja de Filipos: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” (Filipenses 2.14)

Quando lemos de “murmurações”, podemos nos lembrar do comportamento de uma criança, cujo pai ou uma mãe lhe dá uma ordem e ela reclama e às vezes até discute com eles. Paulo quer que sejamos mais maduros do que isso ao obedecermos às instruções do nosso Pai celestial sem ressalvas.

 

“... como também alguns deles murmuraram”

A história no Antigo Testamento não existe apenas para satisfazer nossa curiosidade sobre os tempos antigos. O Espírito Santo inspirou tal registro, porque haveria lições para as gerações futuras, incluindo os coríntios e nós.

Deus foi fiel em abençoar e julgar o povo de Israel. Assim, eles tornaram-se exemplos, para nos advertir, e nos impedir de cometer os pecados que cometeram. Deus sabia que precisaríamos de aviso.

Entre essas coisas depravadas e más que eles fizeram, incluía-se a murmuração. O livro de Números apresenta oito instâncias em que o povo murmurou ou reclamou. Paulo provavelmente tinha em mente Números 14.1-38 e Números 16,41, onde a murmuração trouxe julgamento divino.

 

“... e pereceram pelo destruidor. ”

Os que murmuraram no deserto, e presumivelmente os que fizeram o mesmo em Corinto, foram advertidos de que poderiam ser destruídos pelo exterminador. O apóstolo não identificou “o destruidor”.

Todavia, antes da décima praga cair sobre o Egito, Deus mandou Israel derramar sangue na verga das portas e nas ombreiras de suas casas. Quando Deus atingisse os egípcios, Ele não permitiria que “o Destruidor” entrasse nas casas marcadas com sangue (Êxodo 12:23).

O “destruidor” parece ser uma personificação do julgamento de Deus sobre o Egito. Em Salmos 78:49 a fúria do julgamento de Deus sobre o Egito é comparada a “uma legião de anjos portadores de males”.

Paulo não viu “o destruidor” como uma entidade separada de Deus; o termo novamente parece ser uma personificação da indignação justa de Deus, que Ele estava pronto para derramar contra a idolatria, a imoralidade, a murmuração e a rebeldia

A promessa de Deus era que se obedecessem, Ele não poria sobre eles as enfermidades, ou as pragas que havia posto sobre os egípcios (Êxodo 15.26). Mas ao deixarem de fazer o que era certo. Deus estava livre para enviar novamente aquele anjo destruidor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201703_04.pdf 

2 Coríntios 10.4

2 Coríntios 10.4 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. ” 

 

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais,

Agora Paulo retrata seu ministério apostólico em termos de campanha militar. ‘Ele e sua equipe ministerial viviam no mundo “na carne’’, ou “em vasos de barro”:  “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós (2 Coríntios 4.7).

Mas ele não militava ou empreendia guerra como o mundo faz “segundo a carne”, isto é, limitado pelo que é finito, humano, terrestre ou meramente físico. Os instrumentos da guerra de Paulo não eram espadas e lanças, escudos e armaduras.

Pouco importando o quão fraco, tímido ou humilde Paulo pareces-se ser na presença dos coríntios, ele não teve de enfrentar destemidamente ou usar métodos e armas que o mundo usa.

Ele escreveu aos Efésios: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6.12).

Ora, se nossos inimigos não são de carne e sangue, como poderíamos com eles pelejar? Se nossos inimigos são seres espirituais não devemos usar armas carnais. Esses inimigos liderados por Satanás são invisíveis, porém reais e poderosos. O Reino de Satanás é denominado “o império das trevas” (Colossenses 1:13). Para enganar e capturar almas, ele usa ministros falsos, doutrinas falazes e lugares de adoração falsificados. .

A missão de Paulo era converter pessoas “da potestade de Satanás para Deus”: “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados” (Atos 26:18).

Os cristãos precisam da ajuda de Deus para enfrentar e vencer tamanho exército. Por isso temos disponível a nós a Armadura de Deus.

 

“... mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”

O apóstolo estava confiante de que os instrumentos bélicos fornecidos por Deus lhe dariam poder para prevalecer sobre seus oponentes em Corinto. Quando o Espírito o ungiu ele passou a ter armas “poderosas em Deus” para destruir as fortalezas inimigas. Essas armas são o Espírito que nos capacita e a Palavra que é a sua ferramenta (Espada do Espírito).

As “fortalezas” eram os ardis argumentos contra o Evangelho simples de Cristo que Paulo pregava como também os esforços em destruir seu ministério e levar seus convertidos à escravidão espiritual pelas falsas doutrinas dos inimigos.

Esses inimigos usaram a arma da vanglória ou presunção. Louvaram a si mesmos (2 Coríntios 10:12) e recorreram a desonestidade e à mentira. Mas aqueles que queriam difamar a mensagem e o caráter do apóstolo não podiam suportar o poder de suas palavras.

Podemos aplicar isto às forças do mal que procuram destruir a Igreja trazendo falsas doutrinas, modos mundanos, entretenimento secular e apresentações terrenas. A Palavra e o Espírito ainda têm o poder de destruir os poderes das trevas (Efésios 6.14-18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202108_04.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_12.pdf

1 João 2.14

1 João 2.14 "Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno."

O autor divide os seus leitores em três grupos, que denomina filhinhos, pais e jovens, e a cada grupo se dirige duas vezes. Ele está indicando, não as suas idades físicas como pensam alguns, mas estágios em seu desenvolvimento espiritual, pois a família de Deus, como toda família humana, tem membros de diferente maturidade.

Os filhinhos são os recém-nascidos em Cristo. Os jovens são cristãos mais desenvolvidos, fortes e vitoriosos na luta espiritual; enquanto que os pais possuem a profundidade e a estabilidade da experiência cristã amadurecida.


"Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio.

Os pais, a quem João se dirige agora, são os espiritualmente adultos da congregação. Os pais progrediram muito rumo a uma profunda comunhão com Deus. Nas duas vezes em que se dirige a eles, João emprega palavras idênticas: conheceis aquele que existe desde o princípio. 

O verbo é o mesmo que foi empregado quanto aos filhinhos. Todos os cristãos, maduros e imaturos, vieram a conhecer a Deus. Mas o seu conhecimento de Deus amadurece com o passar dos anos. Os filhinhos conhecem-no como o Pai; os pais vieram a conhecê-lo como aquele que existe desde o princípio, provavelmente uma referência, não ao Logos (João 1:1 e João 1:1), mas ao imutável e eterno Deus que não muda, como os homens mudam, com o avançar dos anos, mas que é para sempre o mesmo. 

O tempo passa veloz, mas em todas as gerações eles encontram refúgio naquele que de eternidade a eternidade é Deus (Salmo 90:1, 2; Malaquias 3:6). Já estão vivendo conscientemente na eternidade.


"Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes,"

Entre os filhinhos e os pais estão os jovem , ativamente envolvidos na batalha do viver cristão. A vida cristã, pois, não é só gozar o perdão e a comunhão de Deus, mas combater o inimigo.

João afirma aos jovens a sua força: "porque sois fortes”. Essa força significa força física, saúde perfeita, e também força espiritual. O jovem é um soldado hábil no acampamento militar de Cristo. Sobre ele estará a maioria do trabalho na congregação.


"... e a palavra de Deus está em vós,"

O jovem devem se lembrar que “a palavra de Deus está nele”. Lembrando que isso depende da postura desse jovem, mas eles possuem condição para buscar ao Senhor.  Para isso ele deve atentar para palavra de Deus que diz: 

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (Salmos 1:1,2) 


"... e já vencestes o maligno."

O jovem que guarda a palavra de Deus no coração venceu o maligno. "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7). E essa é a condição para vencer satanás: "Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra" (Salmos 119:9)

Entretanto o jovem não deve ser orgulhar para não cair na tentação do diabo: "Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo" (1 Timóteo 3:6), pois é fácil se orgulhar quando se é jovem e prospero. Através do profeta Jeremias Deus diz: "... se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor" (Jeremias 9:23,24)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/4/2024

FONTES:

STOTT, As epístolas de João – Série Cultura Bíblica. São Paulo, Mundo Cristão e Vida Nova, 1982.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

domingo, 14 de abril de 2024

Eclesiastes 12.1

Eclesiastes 12.1 "Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; "


"Lembra-te também do teu Criador "

O pregador fecha o seu sermão dos eu livro com uma exortação aos jovens, para que comecem cedo a buscar ao Senhor, antes das adversidade da velha idade e da enfermidade. Ela exorta os jovens a Lembrar do criador. Lembrar quer dizer: não esquecer, recordar; fazer um memorial. O próprio povo de Deus não pensa nele como deveria: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o Senhor tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende" (Isaías 1:2,3)

No original a palavra "Criador" está no plural. Para nós cristãos isso pode significar uma referência a Trindade. Pois as três pessoas da trindade participam dos atos criativos:

Pai: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gênesis 1:27).

Filho: "Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:3) 

Espírito Santo: "O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida" (Jó 33:4) 


“... nos dias da Tua mocidade”

Porque é importante lembrar de Deus nesses dias? O apóstolo João escreve aos jovens: "Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 João 2:14-16)

O jovem devem se lembrar do Criador nos dias da sua força: "porque sois fortes”. Essa força significa força física, saúde perfeita, e também força espiritual (condicional). O jovem é um soldado hábil no acampamento militar de Cristo.

O jovem devem se lembrar do Criador porque nesses dias “a palavra de Deus está em vós”. Lembrando que isso depende da postura desse jovem, mas eles possuem condição para buscar ao Senhor. E essa é a condição para vencer satanás: "Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra" (Salmos 119:9)

O jovem devem se lembrar do Criador porque ele “já vencestes o maligno”. O jovem que guarda a palavra de Deus no coração venceu o maligno. "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7). Para isso ele deve atentar para palavra de Deus que diz: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (Salmos 1:1,2) 

Entretanto o jovem não deve ser orgulhar para não cair na tentação do diabo: "Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo" (1 Timóteo 3:6), pois é fácil se orgulhar quando se é jovem e prospero. Através do profeta Jeremias Deus diz: "... se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor" (Jeremias 9:23,24)


"... antes que venham os maus dias, " 

Segundo o contexto os maus dias refere-se à idade avançada, dias de doença e morte: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Eclesiastes 12:7). Até o verso 6 temos uma descrição dos sintomas das doenças causadas pelos dias de peregrinação nessa terra.

Matthew Henry escreve: Se lembrarmos de Deus apenas na velhice não haverá louvor por nós deixarmos os prazeres do pecado quando eles próprios tiverem nos deixados. Como poderemos esperar que Deus nos ajude quando velhos, se não queremos servi-lo enquanto somos jovens.


"... e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; "

Dias sem contentamento são dias sem prazer. Porém é muita ingratidão dar a nata dos nossos dias ao diabo e reservar o farelo e o refugo para Deus. Que venhamos a apreender com o salmista que diz: "Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração" (Salmos 71:17,18) 

O ancião que teme a Deus achará nele contentamento: "Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão" (Isaías 40:31)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2021

FONTES:

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.


Jeremias 1:5

Jeremias 1:5 "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. "


Jeremias que significa “elevado pó Deus” é filho do sacerdote Hilquias, natural de Anatote na terra de Benjamim. Ele poderia ter exercido o oficio sacerdotal que lhe proporcionaria prestigio e segurança em Israel, todavia, ele é surpreendido pela palavra do Senhor que o diz: 


“Antes que te formasse no ventre te conheci,”. 

Deus diz a Jeremias que já o conhecia antes que fosse formado no ventre da sua mãe. Para lhe mostrar que aquele que o chama é o mesmo que o trouxe a existência: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho...” (Romanos 8:29) O criador sabe o uso que fera de cada homem antes de forma-lo: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). Ele fez todos para si mesmo do mesmo barro, uns para honra e outros para desonra: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? “ (Romanos 9:21) 


“..., e antes que saísses da madre, te santifiquei;” 

Antes de o profeta nascer Deus já o tinha santificado, ou seja, o separado para um fim. Como fez com o Apóstolo Paulo: “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça” (Gálatas 1:15). Mesmo Jeremias esperando ser um sacerdote Deus deixa claro a ele que nos seus pensamentos ele nasceu para ser  um profeta: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42:2). 


“... às nações te dei por profeta.” 

Ele foi dado ou chamado como profeta as nações. Nações indica a universalidade da profecia de Jeremias. Ele seria e foi um profeta para sua nação (Judá), mas foi para todo o Israel e para os demais povos da sua época, ele deveria com suas profecias fazê-los beber do cálice do Senhor: ”Porque assim me disse o Senhor Deus de Israel: Toma da minha mão este copo do vinho do furor, e darás a beber dele a todas as nações, às quais eu te enviarei. Para que bebam e tremam, e enlouqueçam, por causa da espada, que eu enviarei entre eles. E tomei o copo da mão do Senhor, e dei a beber a todas as nações, às quais o Senhor me enviou” (Jeremias 25:15-17). Por ser um profeta literário, Jeremias ainda pode ser considerado um profeta das nações e continua apelando a todos os seus leitores que prestem atenção aos seus escritos. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/11/2023 

FONTES:  

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.  

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Proféticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. 

HARRISSON, R, K. Jeremias e Lamentações – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

Atos 11.26

Atos 11.26 "E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."


"E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja,"

Após a dispersão causada pela perseguição subsequente ao martírio de Estevão (Atos 11.19), judeus chiprios e cirenenses anunciaram o Senhor Jesus aos gregos que habitavam em Antioquia da Síria (Atos 11.20). Aconteceu que um grande numero de pessoas creram e essa boa notícia chegou até a cidade de Jerusalém.

De Jerusalém os apóstolos enviaram para supervisionar aquela nova congregação Barnabé. Quando Barnabé presenciou o tamanho da congregação muito se alegrou e aproveitou que já estava a mais da metade do caminho para recrutar Saulo que estava em missão em Tarso, e o conduziu até a cidade de Antioquia.

Com o crescimento da nova igreja foi necessário que se expandisse o número de líderes: "E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo" (Atos 13.1).

Ali Barnabé e Saulo congregaram durante uma ano. Após esse ano: "disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (Atos13.2).


"... e ensinaram muita gente;"

Apesar de pouco tempo em Antioquia esses irmãos souberam cumprir o ide de Jesus em sua integralidade:  "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mateus 28.19-20). 

Veja que o Ide segundo o evangelho de Mateus não comporta somente a pregação, mas também ensino. como o nosso Senhor também fazia: "E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino" (Mateus 9.35).

O ministério de ensino devia ser exercido pelos presbíteros: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina " ( Timóteo 5.17) com dedicação (Romanos 12.7). Eles deveriam ser pagos por este mistério (honrados). Está escrito: "E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui" (Gálatas 6.6).

Barnabé e Saulo então, puderam instruir considerável multidão durante aquele ano. E a igreja prosseguiu crescendo cada vez mais. 


"... e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."

Cristão é a transliteração de uma palavra grega composta em sua maioria pela palavra "Cristo", que significa o Ungido. O sufixo "ão" significa posse. Ou seja Cristão significa, "posse de Cristo", "propriedade de Cristo" ou "aquele que pertence a Cristo". Paulo escreveu aos coríntios: "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Coríntios 6.19).

Não se sabe quem usou esse termo pela primeira vez. Um dos pregadores inspirados de Antioquia pode ter cunhado essa palavra, mas uma coisa é certa, independente de quem tenha inventado o termo, Pedro o selou quando escreveu: "mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome" (1 Pedro 4.16).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/11/2023


Romanos 12:13

Romanos 12:13 “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade”.


“Comunicai com os santos nas suas necessidades”

A palavra comunicar quer dizer atender, participar. O cristianismo não deve ser vivido isoladamente. Nossas vidas devem afetar as vidas dos outros e a vida dos outros afetar a nossa: “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram” (Romanos 12:15). Somos chamados para viver como um só corpo no qual Cristo é o Cabeça.

Os santos referem-se aqueles que foram chamados para fora como nós, a igreja: “...enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6:10). Não quer dizer que não devemos atender os de fora, apenas que devemos priorizar os nossos próximos, principalmente se forem parentes: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Timóteo 5:8).

Paulo sempre demonstrou preocupação com a vida social da igreja, quando percebeu que havia muitos carentes na igreja de Jerusalém por haver se cumprido a profecia da carestia profetizada por Àgabo (Atos 11.28), Paulo mobilizou as igrejas gentílicas para comunicar com os santos de Jerusalém: “Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém” (1 Coríntios 16:1-3).


“... segui a hospitalidade”.

A Lei da Hospitalidade era uma prática muito importante para os judeus, após o povo de Israel sair do Egito, Moisés a registrou como lei: “O estrangeiro não afligirás, nem oprimirás; pois estrangeiro fostes” (Êxodos 22:21).

Dentro de uma cultura nômade, a hospitalidade era uma questão de vida ou morte para quem empreendia viagem com escassos meios de sobrevivência. Acolher um viandante ou peregrino era um dever sagrado. Dentro dessa época surgiram as estalagens ou hospedarias. Foi para um lugar desse que o famoso Bom Samaritano levou seu socorrido: "E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar” (Lucas 10:34,35)

Esse principio, foi implantado também dentro do cristianismo e somos exortados a mantermos nossas portas devem estar abertas para os outros. Hebreus 13:2 diz: “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos”. No cristianismo, a hospitalidade nos identifica como cristãos. “Quem vos acolhe, me acolhe a mim” (Lucas. 10). “Eu era estrangeiro e me acolhestes” (Mateus. 25,35).

Na Idade Média do principio da hospitalidade nasceram os Hospitais e Hospícios, com o objetivo de receber e servir os doentes mais pobres e necessitados. Hoje o mundo apropriou-se das palavras e desapropriou a hospitalidade do seu espírito. Pois, por muitas vezes ouvimos relatos de pessoas que se sentem mal tratadas nesses lugares. Mas nós cristãos não podemos jamais esquecer que devemos “seguir com a hospitalidade”.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/11/2023

FONTES:

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_10.pdf

https://catolicanet.net/wp-cnet/a-hospitalidade-nos-faz-humanos-cartas-do-padre-jesus-priante/

Lucas 13.24

Lucas 13.24 “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” 

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita,”

Jesus não responde diretamente a pergunta lhe feita pelo discípulo sem nome: “são poucos os que se salvam?”(v.23), mas conclama quem fez a pergunta, e outros com ele, a se assegurarem que farão parte do número, por maior ou menor que este acabe sendo. Isto é muito mais importante do que fazer aritmética sobre aqueles que serão salvos da perda eterna.

O termo grego para Porfiar ou Esforçar é a fonte das palavras “agonizar” e “angústia”. A implicação é que é necessário muito esforço para entrar no céu (Mateus 5:20; 19:24).É também usada como um termo técnico para competir nos Jogos. Não se trata de nenhum esforço desanimado.

A porta estreita não é explicada aqui, mas claramente é a entrada para a salvação.A palavra grega usada aqui para “estreita”sugere “dificuldade extrema”, como se o indivíduo fosse “espremido ao passar por uma abertura”.O evangelista Mateus escreveu: “Entrai pela porta estreita” (Mateus 7.13) em contraste com a implícita porta larga que conduz a perdição.

Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem ”(Mateus 7.14).A porta é por demais estreita para permitir à pessoa entrar com seus pecados. Eles têm de ser deixados mediante o arrependimento. O caminho é apertado. A vida cristã é negar-se a si mesmo, é o caminho da cruz, dadisciplina, da santidade e, às vezes, do sofrimento (Atos 14.22). Ninguém entra por descuido na vida cristã vitoriosa; são os ativos que tomam o Reino por assalto (Mateus 11.12).

O que faz com que o caminho seja estreito?” perguntou Agostinho. Ele mesmo responde: “O caminho não é estreito por si mesmo, mas nós o fazemos assim, mediante o insuflar do nosso orgulho - e depois ficamos zangados por não conseguirmos entrar, impacientes com os obstáculos que surgem. Revoltamo-nos ao ponto de fazer ainda mais difícil nossa passagem. Qual é o remédio? Aceitar e beber a desagradável, porém saudável taça da humildade” .

 

“... porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.”

A companhia será seleta. “São poucos os que acertam com ela”. Quando se entra pela porta estreita pode-se abrir mão do privilégio de andar com a maioria. Uma proposta aprovada pela maioria não é necessariamente a melhor. A experiência comprova que muitas vezes a maioria está errada. Foram dois entre dez espias que trouxeram o relatório verdadeiro acerca da terra de Canaã; os profetas e seus seguidores no Antigo Testamento eram minoria: a maioria da nação judaica havia rejeitado o seu Deus.

Esses muitos que não conseguirão entrar são aqueles que não procuram até que seja tarde demais: “E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço."

Os que se esforçam agora entram. Nem aqui nem em qualquer outro lugar há qualquer indicação que os que buscam sinceramente se acharão excluídos do reino. Há, porém,inevitavelmente, um limite de tempo quanto à oferta da salvação.

Quando a porta da oportunidade for finalmente fechada, será tarde demais: Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.

Devemos nós esforçar agora para entrar no Reino de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janiero, CPAD, 2024.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_04.pdf

Gênesis 2:24

Gênesis 2:24 “ Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” 


“ Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, “ 

Os filhos devem deixar seus pais para inaugurarem uma nova família, que não será igual a família do marido e nem a família da mulher. Assim, à sombra dos seus pais, o novo casal certamente não poderia, jamais, cumprir integralmente o projeto do Criador. Essa nova família terá que se desenvolver naturalmente. O pastor Reynaldo Odilo em seu livro, Eu e a minha casa, tem um capítulo que nos ensina muito sobre a importância de deixar os pais. Ele aponta que os pais devem ser deixados em três aspectos: geográfico, emocional e financeiro.

Geográfico. Toda família precisa de “espaço” para crescer. Para isso, Deus mandou o novo casal, antes de se unir, deixar pai e mãe. Observe uma planta. Ela precisa de um espaço só dela: veja quando o trigo divide um pequeno espaço geográfico com o joio — Mateus 13.28-30 — é um problema. A grande dificuldade é que as raízes do joio e do trigo podem se entrelaçar, diante da proximidade territorial. Isso significa a necessidade do trigo por um espaço individual, próprio. A mesma coisa acontece com o novo lar. A casa dos pais pode ser um lugar cheio de amor, carinho, conforto e compreensão, porém nunca será o melhor lugar para construir uma nova família. Ê preciso deixar tudo o que prende o novo casal ao passado! Não é fácil, mas é preciso.

Emocional ou psicológico. A planta precisa de luz solar para fazer a fotossíntese e crescer. Entretanto, essa radiação trará certo incômodo a ela nos horários mais quentes do dia. Isso, porém, é necessário. Utilizando o mesmo raciocínio, pode-se dizer que os pais não devem privar seus filhos dos eventuais desafios psicológicos — exposição ao sol. É preciso que cada nova família adquira individualidade, tomando suas próprias decisões. Por mais que "doa” ver os filhos passarem por certos "percalços” no novo contexto familiar, o bloqueio emocional ao novo casal, pelos pais, (impedir que deixe psicologicamente os genitores) ensejará prejuízo.

Financeiro. A ordem de "deixar pai e mãe” também atinge a parte financeira, porém o dever de os pais ajudarem financeiramente os filhos (2 Coríntios 12.14) e vice-versa (Marcos 7.10-13) nunca terminará diante de Deus, bem como perante a lei civil. Muitos filhos casados, de maneira irresponsável, sobrecarregarem seus pais financeiramente, inclusive indo morar com eles, tirando-lhes a privacidade e fazendo-lhes passar, ocasionalmente, privações. Por outro lado, pais que fazem questão de pagar todas as despesas dos filhos casados, impedindo-lhes de ter suas próprias experiências financeiras, também podem dar origem a inúmeros conflitos dentro da nova família, fazendo a situação do casal ficar insustentável.

Não existe nenhuma contradição entre os mandamentos do Senhor, pois eles são puros e alumiam os olhos (Salmo 19.7,8). Honrar pai e mãe, assim, não entra em contradição com o mandamento que determina deixar pai e mãe, por ocasião do casamento. Como mencionado, esse "deixar” restringe-se, tão somente, aos aspectos geográfico, emocional e financeiro, mas em relação ao dever de honrá-los permanecerá enquanto os filhos estiverem vivos. Jesus, por exemplo, até na hora da morte honrou sua mãe, provendo-lhe uma casa para morar — a de João.


“..., e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. ” 

A palavra para “apegar-se” significava originalmente “colar ou cimentar”. No casamento, marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Efésios 5:28–31). Essa unicidade é fisicamente expressa pela união sexual deles (veja 1 Coríntios 6:16; 7:2–4). Deus fez o homem e a mulher para se complementarem e se completarem mutuamente (Gênesis 2:18, 24). Esse plano original deveria ser o modelo para todas as futuras uniões sexuais. 

Por sua própria natureza, esse modelo exclui a poligamia, a poliandria, o divórcio e o novo casamento. João Crisóstomo escreveu: “Se fosse da vontade de Deus fazer as coisas dessa maneira, quando Ele fez um homem, teria feito muitas mulheres”. A intenção de Deus exclui uniões do mesmo sexo (Romanos 1:26, 27). Se Ele tivesse planejado que homens estivessem com homens e mulheres com mulheres, Ele teria feito outro homem para Adão e outra mulher para Eva. Quando os homens alteram os propósitos de Deus, os resultados são catastróficos.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ODYLO, Reinaldo. Eu e minha Casa - Orientações da Palavra de Deus para a Família do Século XXI. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_02.pdf