domingo, 6 de agosto de 2023
Lição 7 - A Desconstrução da Feminilidade Bíblica – 3 Trimestre de 2023.
TEXTO ÁUREO “Enganosa
é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.
” (Provérbios 31.30)
O Livro dos Provérbios não podia
terminar com maior felicidade, senão com este acróstico sobre a mulher
virtuosa. Elogio admirável. Parece que aprouve ao divino Espírito Santo
agraciar a humanidade com esta conclusão aos Provérbios. O texto bíblico
destaca que a mulher virtuosa também é uma notável administradora. Como
comerciante, ela adquire tecidos, confecciona roupas, lençóis e colchas de boa
qualidade (Provérbios 31.15,22), negocia bens importados e de elevado padrão
para a sua casa (Provérbios 31.14), compra propriedades e gerencia negócios
lucrativos (Provérbios 31.16) e administra a produção e as vendas do seu
comércio (Provérbios 31.18,24). De fato, biblicamente, essa mulher é aguerrida
e próspera, mas também é generosa e sensível na ajuda aos pobres e necessitados
(Provérbios 31.20). Ela é cheia de energia e de bom caráter e é autoconfiante
em relação ao futuro (Provérbios 31.25). Essa mulher, esposa, mãe e
empreendedora é louvada pela sua família (Provérbios 31.28,29). O exemplo e as
virtudes dessa mulher serão publicamente reconhecidos (Provérbios 31.31). Todavia,
nem tudo era fruto da sua diligência, e o seu valor imensurável não reside na
aparência física, mas num coração temente a Deus, o Senhor (Provérbios 31.30).
“Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, “ O sábio Salomão
escreve em Eclesiastes para nos lembrar do nosso Criador na mocidade “antes
que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas...” (Eclesiastes
12:2). Todos os astros citados no versículo falam de brilho, glória ou beleza.
A mensagem implícita é que tanto beleza como a força são passageiras. O
contexto se refere a degradação da força e da beleza citando: “tremerem os
guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes, e cessarem os moedores”
(Eclesiastes 12:3); “florescer a amendoeira” (Eclesiastes 12:5). Tudo
indicando a degradação física que virá com o tempo. Sabendo disso devemos sim
cuidar do nosso corpo e da nossa aparência, todavia em contraste com a beleza
passageira, Pedro escreve o que das mulheres é precioso diante de Deus: “O
enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de
ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no
incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de
Deus” (1 Pedro 3:3,4). Salomão escreve que a beleza da mulher sem o
comportamento moderado é “Como jóia de ouro no focinho de uma porca, assim é
a mulher formosa que não tem discrição. (Provérbios 11:22)
“..., mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. ” O
marido da mulher virtuosa a louva porque confia nela “O coração do seu
marido está nela confiado” (Provérbios 31:11). O vocábulo hebraico batach,
traduzido como confiar mantém o significado de sentir-se seguro, estar
despreocupado. Ela é o apoio e a segurança do seu marido. Não somente quando
chega à sua casa, ainda recém-casada, na glória e beleza de sua mocidade, não
somente quando sua beleza feminina prova a admiração dele, mas, muito depois e
até ao fim da vida ela lhe faz bem. Por isso seu marido a louva em Provérbios
28.29 dizendo: “...Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas
sobrepujas”. Os filhos também a louvam “Levantam-se seus filhos e
chamam-na bem-aventurada” (Provérbios 31:28). Eles lhe dedicam palavras
boas; eles mesmos são um elogio para ela, e estão prontos a lhe fazer grandes
elogios; oram por ela, e bendizem a Deus por terem uma tão boa mãe. É uma
dívida que têm para com ela, uma parte daquela honra que o quinto mandamento
exige que se tenha com pai e mãe; e é uma honra dupla aquela que se deve a um
bom pai e a uma boa mãe. Seus vizinhos ou conhecidos também o louvarão. Como
Rute, a quem toda a cidade do seu povo sabia ser uma mulher virtuosa: “Agora,
pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois, toda a
cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (Rute 3:11). Uma mulher que
teme ao Senhor terá o louvor de Deus: “Mas é judeu o que o é no interior, e
circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não
provém dos homens, mas de Deus” (Romanos 2:29). A virtude terá o seu
louvor.
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
15/7/2023
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal –
Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro:
CPAD, 2023.
MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios —
princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.
GONÇALVES, José. Sábios conselhos para um viver vitorioso.
Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
HENRY, Matthew. Comentário
Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
sábado, 5 de agosto de 2023
quinta-feira, 3 de agosto de 2023
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
terça-feira, 1 de agosto de 2023
segunda-feira, 31 de julho de 2023
domingo, 30 de julho de 2023
Lição 6 - A Desconstrução da Masculinidade Bíblica - 3 Trimestre de 2023
TEXTO ÁUREO “E tomou
o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ”
(Gênesis 2:15)
“E tomou o Senhor Deus o homem, “ Depois de Deus ter criado o
universo, foi observado que “não havia homem para lavrar a terra” (Gênesis 2:8). Deus então criou um
jardim: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e
pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8). Nesse tempo, a ecologia
era perfeita. Deus plantou um jardim para colocar o homem nele. Isso só ocorreu
depois que o ambiente natural já estava pronto para ser habitado: “Porque
assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez;
ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu
sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Muitas foram as árvores que
brotaram, inclusive “a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da
ciência do bem e do mal” (Genesis 2.9). A natureza é um presente de Deus ao
ser humano, pois é Ele “quem dá a todos a vida, a respiração e todas as
coisas” (At 17.25). Por meio dela, Deus nos garante o ar, a água, o sol, a
chuva, a germinação das plantas, o fruto e os alimentos necessários à nossa
subsistência. Sem a natureza, não haveria vida. Tudo isso são dádivas naturais,
fruto da graça de Deus, conforme nos revela o Evangelho: “porque faz que o
seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”
(Mateus 5.45). Após a disposição dos ecossistemas, o Criador entregou ao homem
a sua primeira grande missão:
“...e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” É
importante notar que este compromisso do homem com o trabalho assemelha-se a
sua criação; e esta, por sua vez, está diretamente relacionada com a
necessidade do trabalho. Não só o homem é necessário para completar a criação,
mas o trabalho do homem também é necessário. Seu trabalho é tão reflexivo e
derivado do trabalho de Deus quanto e seu ser e, por esta razão, é tão importante
e digno. Visto que o trabalho é um elemento integral da constituição de Deus do
homem como o administrador de sua criação, o trabalho é o resultado da criação
e não do pecado. Desse modo, as duas primeiras atividades envolvendo o trabalho
de Adão na terra foram “lavrar” e “guardar” o que Deus criara. O primeiro homem
foi o primeiro lavrador e guardador que o mundo conheceu. Logo, na criação do homem,
no 6º dia, Deus concluiu que não seria bom o homem viver só, então Jeová criou
uma “adjutora” para estar ao seu lado, diante da missão a ele confiada. O livro
de Gênesis apresenta uma verdade surpreendente – o trabalho fazia parte do
paraíso. Um teólogo resumiu tal fato desta maneira: “É perfeitamente claro que
o excelente plano de Deus compreendia os seres humanos sempre trabalhando, ou,
mais especificamente, vivendo no constante ciclo de trabalho e descanso. O
contraste com outras religiões e culturas não poderia ser mais nítido. O
trabalho não apareceu após um período dourado de lazer. Ele fazia parte do
design perfeito para a vida humana, pois fomos criados à imagem de Deus, e
parte de sua glória e felicidade é que ele trabalha, assim como o Filho de
Deus, que afirmou: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João
5.17).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
13/7/2023
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal –
Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro:
CPAD, 2023.
RENOVARO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo
fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Rio de Janeiro: CPAD,
2019.