CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO GRATUITO
Data: 05/07/2022
Palestrante: Adriana Homem
Mediadores: Dr. Cláudio Martins
Horário: 19h
Local: Facebook e Youtube
Se inscreva pelo link https://doity.com.br/
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(Texto Áureo) “ Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7.21)
“ Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, “ Quando
dizemos ’’Senhor, Senhor”, estamos dizendo bem, pois é isso que Ele é (Jo
13.13). Mas será que imaginamos que isso é suficiente para nos levar ao céu,
que essa expressão de formalidade deveria ser recompensada ou que Ele sabe e
exige que o coração esteja presente nas demonstrações essenciais? Os cumprimentos
entre os homens são um a demonstração de civilidade, retribuída com outros
cumprimentos, e nunca são expressos como se fossem serviços reais. E o que
dizer destes em relação a Cristo? Pode haver uma aparente impertinência na
oração “ Senhor, Senhor”, mas se as impressões interiores não forem acompanhadas
pelas correspondentes expressões exteriores, nossas palavras serão como o metal
que soa ou como o sino que tine. Isso não nos deve impedir de dizer “ Senhor, Senhor”,
de orar, e de sermos sinceros nas nossas orações, de professar o nome de Cristo,
com toda clareza; porém jamais devem os expressar algum a forma de piedade sem
o poder de Deus. Alguém disse: “Chamar a Jesus Senhor é ortodoxia; chamá-lo
Senhor, Senhor, é piedade; mas nem uma nem outra evocação pode satisfazer a
Ele, a não ser que haja verdadeira devoção à sua causa. Chamar Cristo de Senhor
sem deixá-lo ser Senhor na vida é mera lisonja. O primeiro ministro Gladstone, ao elevar Alfred Tennyson ao nível de poeta oficial da
Inglaterra, confessou jamais ter lido uma só linha das suas poesias. Era uma
ação oficial e formal, nada tendo a ver com apreciação de méritos. Assim, há os
que professam servir a Cristo sem manterem relacionamento algum com Ele (v.
22). O citado Reino dos céus é uma resposta ao Salmo 15.1. “ Quem habitará no
teu tabernáculo? ”E quem morará no teu santo monte?
“..., mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."
Que será necessário - para nossa felicidade - fazer a vontade de Cristo, que,
na verdade, é a vontade do Pai celestial. A vontade de Deus, como Pai de Cristo,
é a verdade que está no Evangelho, onde Ele é conhecido como Pai do nosso
Senhor Jesus Cristo e, através dele, o nosso Pai. Esta é a vontade de Deus: que
creiamos em Cristo, nos arrependam os dos nossos pecados, vivamos um a vida santa
e amemos uns aos outros. Essa é a sua vontade: a nossa santificação. Se não
obedecermos à vontade de Deus, estarem os zombando de Cristo ao chamá-lo de
Senhor, da mesma forma como fizeram aqueles que o vestiram com um manto
suntuoso e disseram: “Salve, Re dos Judeus”. Dizer e fazer são duas coisas que
muitas vezes estão separadas nas palavras dos homens: existe aquele que diz: “Eu
vou, senhor”, porém jamais dá sequer um passo na direção prometida (cap.
21.30). Mas Deus reuniu essas duas coisas no seu mandamento, e nenhum homem
poderá separá-las se quiser entrar no Reino dos céus.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2022
Fontes:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do
sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de
Janeiro: CPAD.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.

(Texto Áureo) “Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? ” (Mateus 7.11)
A passagem tem implícito um
argumento a fortiori. O argumento a fortiori tem a seguinte formulação: “Se
isto acontece, então aquilo não acontecerá com muito mais razão? ”. O Novo
Testamento tem alguns exemplos bem conhecidos desse tipo de raciocínio. Talvez
o mais notável seja a passagem de Romanos 8.32: “Aquele que não poupou o
próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com
ele, de graça, todas as coisas? ”. Deus já nos deu sua melhor dádiva; com muito
mais razão, então, ele nos dará coisas menores! Outro excelente exemplo de
argumento a fortiori encontra-se no capítulo 6: “Se Deus veste assim a erva do
campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a
vocês, homens de pequena fé? ” (Mateus 6.30).
“Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, “
Nossa condição diante de Deus é exposta: “somos maus”: “E viu o Senhor que a
maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos
pensamentos de seu coração era só má continuamente. “ (Gênesis 6:5). Por sermos originalmente pecadores,
descendentes da degenerada semente de Adão. Perdemos grande parte da boa natureza
que pertencia à humanidade e, entre outros tipos de corrupção, temos dentro de
nós mesmos a má disposição e a maldade. Mas, apesar da nossa condição somos
capazes de atender com bondade os pedidos justos dos nossos filhos. Deus
colocou no coração dos pais uma amorosa inclinação para socorrer e ajudar seus
filhos de acordo com suas necessidades. Mesmo aqueles que têm pouca consciência
do dever, ainda assim agem como por instinto.
“..., quanto mais vosso Pai, que
está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? ” Da mesma maneira como nos
encontram os prontos para socorrer nossos filhos, podemos nos sentir
estimulados a buscar o nosso socorro em Deus, para obtermos o nosso alívio.
Todo amor e ternura que existem nos pais provêm dele. Eles não vêm da natureza,
mas do Deus da natureza. Portanto, devem ser infinitamente maiores nele. Ele
compara seus cuidados para com o seu povo aos cuidados de um pai para com os
seus filhos (SaImo 103.13). E também com aqueles de uma mãe, que são geralmente
mais carinhosos (Isaías 49.14,15). Podemos supor que nele, esse amor, ternura e
bondade em muito excedam aos de qualquer pai terreno. Portanto, se eles se
manifestam com mais intensidade é porque estão baseados nessa indubitável
verdade, de que Deus é o melhor Pai. Infinitamente melhor do que qualquer pai
terreno, pois seus pensamentos se colocam acima dos pensamentos terrenos. Nossos
pais terrenos podem cuidar de nós, assim como cuidamos dos nossos filhos. Mas Deus
é capaz de dar muito mais, pois Ele os irá recolher quando estiverem desamparados.
É instrutivo observar que a passagem paralela no Evangelho de Lucas contém
fraseado ligeiramente diferente: “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas
dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo
àqueles que lho pedirem? ” (Lucas 11.13). Lucas interpretou “boas dádivas” em
seu material de fonte com referência ao “Espírito Santo”. Não há nada mais
importante na vida do cristão do que a abundante presença do Espírito Santo
dentro de nós.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2022
Fontes:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do
sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
MENZIES, Robert, P. Pentecostes – Essa história é a a nossa
história. Rio de Janeiro: Cpad, 2016.
CARSON, D. A. O Sermão do Monte: exposição de Mateus 5—7;
tradução de Lucília Marques. - São Paulo: Vida Nova, 2018.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.

(Texto Áureo) “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso (Lucas 6.36)
“Sede, pois, misericordiosos,
“ Os misericordiosos não são interpretados como sendo os mais sábios,
nem provavelmente serão os mais ricos; ainda assim, Cristo diz que são
bem-aventurados. Os misericordiosos são piedosa e bondosamente inclinados à
piedade, ajudam e auxiliam as pessoas que estão na miséria. Um homem que não
tenha recursos para ser generoso ou abundante pode ser verdadeiramente
misericordioso, e assim Deus aceita a mente disposta. Nós devemos não som ente
suportar pacientem ente os nossos próprios sofrimentos, como também devem os,
pela solidariedade cristã, com partilhar os sofrimentos dos nossos irmãos; o
amigo deve mostrar compaixão (Jó 6.14), e revestir-se de entranhas de
misericórdia (Colossenses 3.12). E, revestidos, eles devem se apresentar para
ajudar em tudo o que puderem àqueles que estão passando por algum tipo de necessidade.
Nós devemos ter com paixão das almas dos outros, e ajudá-los; te r com paixão
dos ignorantes, e instruí-los; te r pena dos descuidados, e adverti-los; ter
com paixão dos que estão em condição de pecado e recolhê-los, como galhos sendo
retirados das chamas. Nós devemos ter com paixão daqueles que estão
melancólicos e em tristeza, e consolá-los (Jó 16.5); daqueles em relação aos
quais temos alguma vantagem, não sendo rigorosos e severos com eles; daqueles
que estão passando por necessidades, ajudando-os. Se nos recusarmos a fazer
isto, qualquer que seja a nossa desculpa, nós fechamos as entranhas da nossa
com paixão (Tiago 2.15,16; 1 João 3.17). Abra a sua alma, repartindo o seu pão
com os famintos (Isaías 58.7,10). Um bom homem é misericordioso até mesmo com
os seus animais.
“...como também vosso Pai é
misericordioso. “ Isso explica Mateus 5.48: “Sede vós, pois,
perfeitos, como é perfeito o vosso Pai”. “Imitai vosso Pai nessas coisas que
são as suas mais resplandecentes perfeições”. Aqueles que, assim como Deus, são
misericordiosos, mesmo com “os ingratos e maus”, são perfeitos como Deus o é.
Dessa maneira Ele está generosamente satisfeito em aceitar isso, embora seja
infinitamente insuficiente. A caridade é chamada de “o vínculo da perfeição”,
Colossenses 3.14. Isso deveria nos comprometer firmemente a ser misericordiosos
com os nossos irmãos, até mesmo com aqueles que nos ofendem, não apenas porque
Deus é misericordioso com eles, mas, porque Ele é misericordioso conosco,
embora fôssemos e sejamos ingratos e maus - “As misericórdias do Senhor são a
causa de não sermos consumidos”.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/06/2022
Fontes:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do
sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de
Janeiro: CPAD, 2008.

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(Texto Áureo) “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. ” (Lucas 12.15)
01/06/2022
Fontes:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do
sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.
ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico
Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz
Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

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(Texto Áureo) “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano” (SaImo 32.2)
Salmo 32: O título do salmo é “Masquil de Davi”. Não é somente esse
título que prova que Davi escreveu este salmo gloriosamente evangélico, mas
também as palavras do apóstolo Paulo registradas em Romanos 4.6-8: "Assim
também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as
obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos
pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o
pecado”. É provável que esse arrependimento profundo do grande pecado que Davi
cometeu tenha sido seguido por tamanha paz feliz que ele foi levado a derramar
o espírito na música suave dessa canção seleta. Segundo a ordem histórica, este
Salmo vem depois do Salmo 51. O termo masquil consta no título de 13 Salmos, essa
palavra indica que este é um Salmo instrutivo ou didático. Sendo assim, este é
um Salmo didático, no qual Davi ensina os pecadores a arrependerem-se pela
doutrina, que os ensinou a pecar pelo exemplo. Essa ciência é universal e diz
respeito a todos os homens, a qual necessariamente todos temos de aprender. Hugo
Grócio opina que este Salmo foi composto para ser cantado no dia anual da
expiação judaica quando os judeus faziam uma confissão geral de pecados.
“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, “
Cronologicamente essa é a segunda bem-aventurança dos perdoados nesse salmo
(V.1). No original hebraico, a palavra “bem-aventurado” está no plural:
Bem-aventurados indicando bênçãos duplicadas: “Em lugar da vossa vergonha
tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso
na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria “ (Isaías 61:7). A
não-imputação da maldade (Pecado, transgressão, iniquidade) é da mesma essência
do perdão. O crente peca, mas o pecado não lhe é considerado, nem levado em
conta. Paulo expressa: "Deus imputa a justiça sem as obras” (Romanos 4.6).
É realmente bem-aventurado aquele que tem um substituto para representá-lo em
cuja conta todas as suas dívidas são debitadas.
“...e em cujo espírito não há engano” Aquele que foi perdoado é em
cada situação ensinado a lidar honestamente consigo mesmo, com o seu pecado e
com o seu Deus. Quem não declararia todas as suas dívidas quando tivesse a
certeza de que elas seriam pagas por outra pessoa? Quem não diria qual é a sua
enfermidade quando estivesse certo da cura? A verdadeira fé não só sabe que
este engano é impossível diante de Deus, mas também que é desnecessário. Os
crentes não têm nada a esconder. Eles se veem na presença de Deus, despojados,
expostos e nus. Se aprenderam a ver-se como são, também aprenderam a ver Deus
como Ele se revela. Não há engano no espírito de quem é justificado pela fé,
porque, no ato da justificação, a verdade se estabeleceu no mais profundo do
coração. Não há engano no espírito daqueles que veem a verdade sob à luz da
verdade de Deus. Livre da culpa, livre do engano. Aqueles que são justificados
da falta são santificados da falsidade. O mentiroso não é uma alma perdoada. A
deslealdade, a falsidade, o engano, a trapaça, a dissimulação são
características dos filhos do Diabo. Mas aquele que é lavado do pecado é
verdadeiro, honesto, simples e inocente. Não pode haver bem-aventurança para os
malandros com os seus esquemas, truques, tramoias e fingimentos. Eles têm muito
medo de que alguém descubra que eles estão tranquilos. A sua casa está
construída à beira do vulcão, e o seu fim será a destruição eterna.
Apêndice: Certo dia, perguntaram a Lutero quais de todos os Salmos
eram os melhores. Esta foi a resposta que ele deu: “Psalmi Paulin”. Quando os
amigos insistiram para saber quais seriam estes, ele disse: “O Salmo 32, 51,
130 e 143, porque todos ensinam que o perdão dos pecados vem sem a lei e sem as
obras àquele que crê. É por isso que os chamo de Salmos Paulinos. Davi canta:
'Contigo está o perdão, para que sejas temido’, que é o que Paulo diz: Deus
encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia’
(Rm 11.32). Dessa forma, nenhum homem pode se vangloriar da própria justiça.
Estas palavras: Para que sejas temido’, pulveriza todos os méritos,
ensinando-nos a descobrir a cabeça diante de Deus e a confessar gratia est, non
meritum: remissio, non satisfactio, que significa ‘é mero perdão, sem nenhum
mérito.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/05/2022
Fontes:
GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do
sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de
Janeiro: CPAD, 2017.