

(Texto Áureo) “E, Paulo tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus. E passou pela Síria e Cilicia, confirmando as igrejas.” (Atos 15.40-41)
“E, Paulo tendo escolhido a Silas, “ Após a decisão do concílio de Jerusalém: “ Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá “ (Atos 15:28,29). O apóstolo dos gentios mal podia esperar para confirmar as igrejas recém fundadas na sua primeira viagem missionária, por isso, disse a seu companheiro de viagem: “Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão “ (Atos 15:36). Porém, Paulo e Barnabé contenderam sobre João Marcos, primo de Barnabé, que os havia deixado na primeira viagem missionária quando chegaram a Panfília. Para Paulo não parecia razoável que o tomassem consigo nessa nova viagem, mas para Barnabé, mais tolerante na ocasião, queria dar uma nova chance a seu parente. Apesar de forte discordância e separação, Paulo e Barnabé não permitem que a causa do evangelho sofra, pois Barnabé acompanhado por seu primo Marcos partiu para a ilha de Chipre, terra natal de Barnabé. Paulo então escolheu a Silas para ser seu novo companheiro de viagem. Silas aparece pela primeira vez em (Atos 15.22) na narrativa do Novo Testamento como um dos homens escolhidos para levar o decreto do Concílio de Jerusalém para os fiéis gentios. Foi provavelmente um judeu helenista. Era um profeta cristão, capaz de exortar e fortalecer através de sua pregação. Como Paulo, ele tinha cidadania romana (Atos 16.37,38). Silas aparece como Silvano (a forma latina do seu nome) em II Coríntios 1.19; 1 Tessalonicenses 1.1; 2 Tessalonicenses 1.1 e I Pedro 5.12.
“... partiu encomendado pelos irmãos à graça de Deus”. Antes de Paulo e Silas partirem, a comunidade cristã orou publicamente por Paulo e seu sucesso ministerial provavelmente com imposição de mãos, disseram-lhe palavras de ânimo para que prosseguisse na obra e, como não poderiam fazer nada mais para ajudá-lo, transferiram o assunto à graça de Deus, deixando que a graça trabalhasse nele e com ele.
“E passou pela Síria e Cilicia, confirmando as igrejas.” Parece que cada um foi influenciado pelo sentimento de apego à sua terra nativa, Barnabé embarcou para Chipre com João Marcos, Paulo ao invés de navegar, decidiu ir com Silas por terra evangelizando o norte da Síria e chegando a Cílicia. A capital da Cílicia era Tarso de onde Paulo era natural e aonde Paulo foi encaminhado pelos apóstolos de Jerusalém após sua conversão, de onde também foi resgatado para integrar a igreja gentílica de Antioquia na Síria. Eles levam consigo a carta do Concilio de Jerusalém que tinha sido especificamente dirigida às igrejas na região (Atos 15.23). Enquanto viajam, fortalecem os crentes na fé mediante instrução e exortação. Este período de ajudar as pessoas a serem fortes na fé começa o período mais frutífero no ministério de Paulo e é um ponto decisivo na história da Igreja, pois contribui para alicerçar aqueles novos convertidos na fé cristã. Paulo não inventou nenhum outro método. Ele faz exatamente o que Jesus deixou para os seus discípulos, como vemos em Mateus 28.19,20: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado [...]”. A igreja primitiva através dos demais apóstolos evangelizava e discipulava os novos convertidos, visto que evangelização e discipulado são inseparáveis. À medida que a igreja crescia (Atos 2.41,42), os líderes da igreja iam confirmando a fé dos que criam.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2021
Fontes:
CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.


Credo Niceno (325 d.C.) Credo derivado do Credo de Nicéia (325 dC.), com pequenas alterações introduzidas no Concílio de Calcedônia (451 dC.).
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, nascido, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e se fez carne pelo Espírito Santo na virgem Maria e se fez homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado, e ao terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras, e subiu ao céu e está sentado à direita do Pai, e virá novamente com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim.
E no Espírito Santo, que é Senhor e Vivificador, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, que falou pelos profetas. E em uma só santa Igreja universal e apostólica.
Confesso um só batismo para remissão dos pecados.
Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro.
Amém.