LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE JUNHO DE 2025
JESUS GARANTE QUE ENVIARÁ O CONSOLADOR, O ESPÍRITO SANTO
João 14.26 “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai
enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará
lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”
“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo,”
O
Consolador anteriormente denominado “o Espírito da verdade” (14:17), é
aqui identificado como o Espírito Santo, a típica designação da terceira
pessoa da Divindade.
A palavra grega (paraklētos), traduzida
por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo…
‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”. No grego secular,
referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se
restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um
conselheiro jurídico . Johannes Behm observou que “a forma passiva não
descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de
alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de
João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a
Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.
O ensino
principal de Jesus sobre o Consolador que ele prometeu enviar
encontra-se em cinco passagens de João: 14:16, 17; 14:25, 26; 15:26, 27;
16:7–11 e 16:12–15. F. F. Bruce observou que nessas passagens “o
Espírito é apresentado sucessivamente como auxiliador, intérprete,
testemunha, advogado e revelador”. Edgar J. Goodspeed disse: “Defensor” é
um equivalente muito próximo, porém, o sentido pretendido parecer ser
mais do que uma testemunha de defesa.
O Espírito, portanto, vem
com o Ajudador e Advogado, preenchendo as necessidades dos apóstolos,
que se sentiam fracos e indefesos ao pensar na partida de Cristo. E
chamado de “outro” Consolador porque seria de modo invisível e
espiritual, aquilo que Cristo tinha sido para eles de modo visível e
literal durante três anos e meio de convívio. Hoje, o Espírito é para os
crentes o que Jesus de Nazaré era para os apóstolos.
“... que o Pai enviará em meu nome,”
O
relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da
Trindade se evidencia no fato de que o Pai o enviaria em nome do Filho.
João
não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o
Auxiliador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (14:16), pelo
Pai em nome de Jesus (14:26), ou pelo próprio Jesus (15:26; 16:7).
Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. No entanto,
pode haver algo mais na expressão “em meu nome”.
Se o Auxiliador
fosse enviado em nome de Jesus, então ele seria o representante de
Jesus, assim como Jesus foi enviado em nome do Pai como representante do
Pai (5:43). Jesus veio em nome do Pai para revelar o seu caráter e
propósito, e o Espírito viria em nome de Jesus para revelar a missão de
Jesus.
“... esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”
Jesus
apresentou a obra do Espírito Santo como sendo dupla: ensinar aos
discípulos todas as coisas e fazer lembrar tudo o que Jesus lhes
ensinou. As duas tarefas são semelhantes, senão idênticas. Por todo o
Evangelho, os discípulos não conseguiram entender o que Jesus estava
ensinando (2:22; 12:16). Todavia, assim que o Espírito fosse enviado,
teriam com certeza “a clareza da revelação” e “a continuidade da
revelação”.
Quanto à primeira tarefa, como mestre, o Espírito
“ensinaria” aos discípulos “todas as coisas” que Jesus havia dito e
feito; com isto, teriam clareza da revelação. Tudo o que não estava
claro para eles antes se tornaria compreensível através do Espírito.
Em
relação à segunda tarefa, o Espírito lhes faria lembrar do que Jesus
havia ensinado durante seu ministério público, resultando em
continuidade da revelação. A obra do Espírito neste aspecto não
consistia em fornecer uma nova revelação, e sim em fazer os discípulos
se lembrarem dos ensinos dados pelo próprio Jesus. Sem dúvida, eles se
esqueceriam ou talvez negligenciariam muito do que Jesus havia dito.
Sem
a ajuda do Espírito, eles não teriam compreendido o significado ou a
importância dos ensinamentos de Jesus. O Senhor prometeu que o Espírito
os capacitaria a compreender com exatidão todas as verdades por ele
reveladas.
Myer Pearlman Diz que Cristo poderia ter dado mais
explicações, mas os discípulos não estavam espiritualmente em condições
de entender tudo quanto Jesus queria ensinar-lhes no pouco tempo que
ainda sobrava. Para explicações adicionais, fez referencia ao Ensinador
que estava por vir - o Espírito Santo, que daria um testemunho inspirado
das palavras de Jesus: “Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas
aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse
vos ensinará todas as cousas [o que levou à escrita das Epístolas], e
vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito [o que levou à escrita
dos Evangelhos]” .
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/4/2024
FONTES:
GOMES,
Osiel. A carreira que nos está proposta – O caminho da Salvação,
Santidade e Perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf
PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

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