Ezequiel 22:30 “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”
“E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra,”
Depois de enumerar quatro classes de pessoas corrompidas (v.29), Deus procura em vão por um só homem que tente interpor-se para cessar a ruína nacional. Não havia, porém, ninguém com a coragem moral para lutar contra a maré; os líderes eram ímpios, e os que deveriam ser piedosos haviam comprometido a sua posição. O Senhor declarou ter examinado a todos, sem achar “ninguém” que vivesse em retidão: “o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça” (Isaías 59:15).
Sem dúvida, havia alguns justos em Jerusalém, mas nenhum líder foi capaz de reverter a situação desesperadora, abrindo um novo caminho. Jeremias com certeza era uma exceção à condenação geral feita por Ezequiel, mas não tinha posição de realeza e poucas pessoas escutavam suas palavras.
Não havia nenhum homem como Moisés, que podia salvar o povo, foi encontrado: “Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir” (Salmos 106:23); nenhum homem, como Abraão, procurou salvar os ímpios do fogo da ira de Deus: “E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?” (Gênesis 18:23). Qualquer nação que sofre a falta de uma liderança piedosa, como era o caso de Israel naquele tempo, por certo está a caminho da ruína. Os males da sociedade não estavam sendo sanados porque ninguém se dispunha a tapar o muro e se colocar na brecha, a fim de representar o povo com justiça.
“... para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”
A verdade ensinada nesta passagem é diferente daquela expressa em 14:14: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor Deus”. Lá, a presença de homens justos (como Noé, Daniel e Jó) foi considerada insuficiente para salvar a cidade. Como também em Jeremias 15:1: “Disse-me, porém, o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.
A justiça de um indivíduo era suficiente somente para salvar a ele mesmo. Aqui, a preocupação é se haveria ao menos um justo que tentaria salvar a cidade: “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez” (Gênesis 18:32).
Com este grau de corrupção universal, Israel não tinha defensores para representá-la ao Senhor ou tentar dissuadir o povo de sua iniqüidade. Para Ezequiel, no entanto, este estado de coisas era apenas o prelúdio do ato iminente e final de julgamento contra os cidadãos de Jerusalém, quando, então, seu próprio procedimento seria recompensado sobre suas próprias cabeças.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026
FONTES:
RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201909_01.pdf
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