quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Atos 10:38

Atos 10:38 “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”

 

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder;”

Aqui em poucas palavras, Pedro esboçou o poderoso ministério de Jesus Cristo. Ele foi ungido por Deus com o Espírito Santo. Aqui se emprega a redação de Isaías 61:1 para interpretar o que aconteceu a Jesus no rio Jordão, assim como no sermão do próprio Jesus em Lucas 4:18: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”.

A palavra “ungido” vem do costume de ungir com óleo os líderes escolhidos por Deus. Era um símbolo dos poderes espirituais necessários para a sua obra. Deus ungiu a Jesus de Nazaré para sua obra como o Messias, não com óleo, como os reis de Israel e Judá, mas com o Espírito Santo e poder, ou seja, com o poder do Espírito Santo

O Espírito Santo concedeu a Jesus poder (virtude), este relacionamento com o Espírito foi evidente por toda a vida de Jesus e em todo o exercício de Seu ministério, especialmente na pregação das boas novas do Reino de Deus e na realização de milagres. Com este poder Jesus conseguiu socorrer e curar: “Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição (Salmos 107:20).

Cristo não apenas falava acerca de virtude espiritual. Manifestava-a também, como Paulo depois dele afirmava: “a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios 2:3-5).

 

“... o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”

O verbo fazendo o bem é interessante. O substantivo correspondente, “benfeitor” era empregado pelos soberanos daqueles tempos como descrição de si mesmos: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lucas 22:25-27), de tal modo que Jesus está sendo implicitamente comparado com eles neste trecho, e revelado como o verdadeiro ajudador do povo. Estamos no mundo para fazer todo o bem que pudermos e, como Jesus, devemos ser perseverantes e abundantes nessa tarefa.

O tema do antagonismo e oposição contra o diabo também é significante; é tirado do conceito do reino de Deus que Jesus veio estabelecer em contraste com as forças do mal que a ele se opõem. Ele foi enviado para desfazer as obras do diabo (1 João 3.8). Pedro nos avisa que "o diabo. vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão. buscando a quem possa tragar”. O Senhor Jesus, em seu ministério de três anos e meio, andava por toda a parte, destruindo e frustrando as obras do diabo (Hebreus 2.14,15). Deste modo, obteve vitória total sobre o inimigo.

Seu poder foi considerado maior do que o do diabo, porque Deus era com ele. Afinal suas obras foram feitas em Deus. Deus não apenas o enviou, mas desde o princípio esteve com Ele, reconheceu-o, assistiu-o e sustentou-o em todos os seus serviços e sofrimentos. Note que Deus sempre estará com aqueles a quem Ele unge. Deus em pessoa estará com aqueles a quem Ele dá o seu Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

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