Lucas 10:22 “Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”
“Tudo por meu Pai me foi entregue;”
Este versículo é quase exatamente igual a Mateus 11.27. Cristo, sendo Deus, é igual, em poder e glória, ao Pai; mas como Mediador, Ele recebe o seu poder e a sua glória do Pai; Ele tem todo o julgamento sujeito a si. Ele está autorizado a estabelecer um novo concerto entre Deus e os homens, e a oferecer paz e felicidade ao mundo apóstata, nos termos que Ele julga adequados. Ele foi santificado e selado para ser o único plenipotenciário, para conciliar e estabelecer este grande relacionamento. Para isto, Ele tem “todo o poder no céu e na terra” (cap. 28.18); tem poder sobre toda carne (João 17.2); autoridade para todo o juízo (João 5.22,27).
Isto nos incentiva a ir a Cristo, pois só Ele está designado pelo Pai para nos receber, e nos dar aquilo que precisamos. Aquele que é o Senhor de todas as coisas lhe entregou tudo para que este objetivo seja alcançado. Todos os poderes, todos os tesouros, estão na sua mão. Observe que o Pai entregou todas as suas coisas nas mãos do Senhor Jesus; só temos que entregar as nossas coisas na sua mão, e o trabalho estará feito.
Deus fez de Jesus o grande Juiz, o bendito Arbitro, para estender a sua mão sobre nós; e o que nós devemos fazer é concordar com a referência, é sujeitar-nos à arbitragem do Senhor Jesus, para que esta infeliz controvérsia seja resolvida, e para que possamos receber a sua recompensa.
“... e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho,”
“... e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho,”
Jesus declarou que ninguém conhece o Filho, senão o Pai. Obviamente, Ele não está falando em um sentido relativo como, por exemplo, conhecer a Cristo para a salvação, mas sim em um sentido absoluto. Nenhum ser humano pode compreender plenamente o Cristo divino-humano. A união de duas naturezas em uma única Pessoa está além da nossa compreensão. Há profundidades na existência do Senhor que Seus seguidores não podem sondar. Mas podemos acreditar nela.
E ninguém conhece o Pai, senão o Filho. Igualmente em um sentido absoluto. O pai só é plenamente conhecido pelo Filho. O Filho tinha estado no seio do Pai desde a eternidade; Ele era um membro do conselho de gabinete (João 1.18). Cristo estava com Ele, durante toda a eternidade passada (João 1.1), de modo que ninguém conhece o Pai, senão Ele.
O Pai conhece o Filho, e o Filho conhece o Pai, e ambos com perfeição (uma consciência mútua, podemos dizer, entre o Pai e o Filho). Sempre há enganos entre os homens na conclusão de contratos e no rompimento de medidas adotadas, por causa da sua falta de compreensão entre si. Isso não acontece dentro da Trindade Divina.
“... e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”
Jesus afirma que ele é o único que pode revelar Deus aos homens. Pois, Ele é Deus revelado (João 1.18) e nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). Não podemos conhecer a Deus separadamente de Cristo. João o expressou isso também de outra maneira quando nos diz que Jesus afirmou: "Quem me vê a mim vê o Pai" (João 14:9). O que diz Jesus é o seguinte: "Se querem ver como é Deus, se querem ver a mente de Deus, o coração de Deus, a natureza de Deus, se querem ver a atitude de Deus para com os homens olhem para Mim".
É através de Jesus, e somente através de Jesus que os homens chegam a conhecer o Pai conforme Ele é. Aqueles que desejarem conhecer a Deus, devem procurar a Jesus Cristo; pois a luz do conhecimento da glória de Deus brilha na face de Cristo (2 Coríntios 4.6). Nós somos impelidos a Cristo por toda a revelação que temos da vontade e do amor de Deus Pai, desde que Adão pecou; não existe uma relação confortável entre um Deus santo e um homem pecador, a não ser por meio de um Mediador (João 14.6).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
27/12/2025
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD.
BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.
HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)
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