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sábado, 13 de dezembro de 2025

1 Coríntios 14.14

1 Coríntios 14.14 “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.”

 

“Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem,”

Paulo mudou o pronome para a primeira pessoa para se identificar melhor com seus leitores. Ele diz: “se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem”, quer dizer que, se ele falar língua sem interpretação é ótimo para ele próprio. Pois quem fala línguas, sem interpretação, “edifica-se a si mesmo”, pois “não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1 Coríntios 14.2).

Nessas horas, quando ele ora, mesmo sem entender o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial. “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus, pois há línguas estranhas que são linguagem do céu” (1 Coríntios 13.1).

As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1 Coríntios 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1 Coríntios 14.4). Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder. Falar em línguas é um presente divino que renova nossa fé.

O falar em línguas é a resposta de Deus a mais profunda necessidade humana. Através dele, o homem é capacitado a transcender suas limitações, e a alcançar um nível de expressão inteiramente novo. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor.

 

 “... mas o meu entendimento fica sem fruto.”

Apesar de particularmente orar em espírito fazer bem ao que ora. O intelecto não é exercido por quem ora. Sem interpretação, não há nem revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina. Ficamos sem edificação e sem aproveitamento. Por não ter entendido as palavras proferidas o entendimento fica sem fruto.

Paulo esperava que quando orássemos, não orássemos somente dirigidos pelo espírito, mas de igual modo pela mente para que produzíssemos frutos. Os frutos produzidos poderiam ser no coração de quem orava num sentido limitado, mas normalmente os frutos eram produzidos também fora da mente da pessoa que falava. A “mente” do crente seria “infrutífera”; por conta disso, os ouvintes não poderiam dizer “amém” (v.16).

Assim, Paulo pergunta-se a si mesmo o que fazer (v.15). Ele continuará na prática de orar com o espírito, usando o sobrenatural e espiritual dom de falar em línguas: “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 20). E também orará com a mente e com o entendimento para produzir frutos, ainda que espontaneamente movida pelo mesmo Espírito.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201705_01.pdf

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

BRANDT, R. L. Falar em Línguas: O maior dom? 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

1 Coríntios 6:20

1 Coríntios 6:20 “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

 

“Porque fostes comprados por bom preço;”

Além de o comportamento dos cristãos individuais refletir no Senhor que reinava sobre eles, havia outro motivo importante para aqueles cristãos serem compelidos a “fugir da impureza” (v.18). Eles haviam sido “comprados por bom preço”. Não pertenciam a si mesmos. O preço da compra deles, assim como o da nossa, foi o precioso sangue do Cordeiro (João 1:29; 1 Pedro 1:18, 19). O verbo no ariosto “comprados”, seria em português o pretérito perfeito,  isto é, indica uma ação única e decisiva no passado.

Uma vez que a escravidão fazia parte do cotidiano da vida greco-romana, “comprados por preço” tinha mais significado para os primeiros leitores da carta de Paulo do que tem para os leitores de hoje. Alguns cristãos de Corinto eram, na verdade, propriedade de seus senhores (1 Coríntios 7:21, 22). O indicativo “[vós] fostes comprados por preço” prepara o terreno para o imperativo a seguir:

 

“... glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

O Espírito Santo nos foi dado com o propósito de glorificarmos a Cristo (João 16.14). O Espírito Santo usa o nosso corpo para glorificarmos a Jesus (Filipenses 1.20,21). Glorificamos a Deus no nosso corpo quando o usamos em santidade e pureza. Glorificamos a Deus no nosso corpo quando entregamos nossos membros como instrumentos de justiça e não como servos do pecado (Romanos 6.12-14). Glorificamos a Deus no nosso corpo quando empregamos nossas forças, energias, dons e talentos para servirmos ao Senhor e fazermos a Sua vontade.

Não apenas o nosso corpo deve glorificar a Cristo, mas também o nosso espírito. Que nesse caso se refere ao homem interior (Alma e Espírito). O espírito já passou pela santificação inicial que se deu na ocasião da regeneração (2 Coríntios 1:21; Tiago.1:18; 1 Pedro 1:21). Agora se desenvolve mediante o processo de crescimento (1 Pedro 2:2; Efésios 5:15) é o desenvolver do Fruto do Espírito (Gálatas 5.22). A Alma é a nossa personalidade; sede das emoções, intelecto e vontade. Não é regenerada, mas restaurada (Tiago 1:21) pela Palavra de Deus. Enquanto a santificação do espírito é inicial e imediata, a santificação progressiva tem seu lugar tanto na alma como no corpo. É o processo de mudança de valores (Lucas 5:33-39; Efésios 4:23; Jeremias 18:1-6; Romanos 12:1,2) que também chamamos de desenvolver a salvação (Filipenses 2:12) e despir-se do velho homem (Efésios 4:20 a 5:21).

Como Paulo escreveu aos tessalonicenses: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23).

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos,2008.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/02/1-tessalonicenses-523.html

1 Coríntios 6:17

1 Coríntios 6:17 “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”

 

“Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.”

Paulo usou a mesma palavra grega “kollaomai” para designar tanto a junção de um homem com uma prostituta quanto à união de um cristão com Cristo. No versículo anterior Paulo pensara no vínculo físico, da união com uma meretriz: “Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela?” (v.16). Agora ele se refere ao laço espiritual que liga o verdadeiro crente ao Senhor.

Assim como os que participam do ato sexual tornam-se “um corpo”. Os que se unem pelo laço espiritual tornam-se “um espírito”. Os que se unem ao Senhor se tornam um só espírito com Ele, ou seja, o crente é um com o seu Senhor. Por outro lado se o seu corpo é membro de Cristo e se você se entrega à impureza e à prostituição, você está juntando Cristo à prostituição. Isso seria uma blasfêmia. Uma vez que os nossos corpos são membros de Cristo não podemos unir o corpo de Cristo à impureza.

O verdadeiro homem espiritual, nascido de novo, é aquele em quem não somente o Espírito Santo habita, mas o que o Espírito Santo governa e rege sem reservas o seu espírito, e alma e corpo. Nele o Espírito não é apenas residente, mas presidente em tudo.

Uma das expressões mais fortes sobre a união com Cristo foi escrita por Arthur T. Pierson. Esse autor expôs, "As ovelhas podem se afastar do pastor, o ramo pode ser cortado da videira; o membro pode ser separado do corpo . . , mas quando dois espíritos se unem em um só, quem os separará?" (Knowing the Scriptures).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos,2008.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE DEZEMBRO DE 2025 (1 Pedro 3:1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE DEZEMBRO DE 2025
MULHERES PIEDOSAS

1 Pedro 3:1 “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos;”

Da mesma forma que todos os cristãos deveriam ser submissos às autoridades e os escravos, aos seus senhores, as mulheres deveriam se submeter aos [seus] maridos. Essa submissão é em prol da ordem e da paz no lar.

A submissão não implica superioridade espiritual ou intelectual do homem sobre a mulher mais do que dos senhores sobre os escravos. A preocupação de Pedro é que os cristãos apóiem a interação social ordeira. Em toda relação social deve haver um grau de liderança e submissão, até num negócio ou numa sala de aula. O caos reina quando ninguém tem a responsabilidade nem a autoridade de agir.

A implicação das palavras de Pedro é que Deus deu aos maridos a responsabilidade de liderar o lar. Afirmar a liderança do marido não é o mesmo que afirmar um governo autoritário e autocrático. É significativo que essas instruções de Pedro não têm como alvo o marido, e sim a esposa. Pedro não disse: “Maridos, controlem suas mulheres”, mas “Mulheres, sejam submissas ao seu próprio marido”. Sem que a esposa aceite espontaneamente a liderança do marido e sua conseqüente autoridade, ele não poderá exercer uma liderança eficaz.

 

“... para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

Uma esposa não está preparada a dar seu testemunho ao marido não-salvo até que ela se lhe sujeite, rendendo-lhe o devido amor. Paulo compara semelhante atitude à submissão da Igreja a Cristo (Efésios 5.22-24), e indica que esta é a maneira de a esposa demonstrar que “está no Senhor” (Colossenses 3.18). Se a esposa não o fizer, pode fazer com que a Palavra de Deus seja difamada (Tito 2.3-5).

Pois, quando o marido não é cristão e a esposa é, ela deve apoiar e incentivar toda bondade que ela encontrar nele, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Observemos que “seja ganho, sem palavra alguma” não se refere à Palavra de Deus. Pedro não estava dizendo que em alguns casos a “palavra” de Deus não faria parte da conversão do marido descrente. Ele disse que em alguns casos nenhuma palavra em particular ganharia o cônjuge descrente.  Antes, a Palavra apoiada por um comportamento piedoso é que ganharia o incrédulo para Cristo. O marido ser “ganho” redundaria em glória a Cristo e, ao mesmo tempo, na salvação dele.

Quando só a esposa era cristã, no mundo antigo sua posição já era precária. A expectativa era que a esposa seguisse a religião do marido, e não o inverso. Pedro queria que a esposa cristã servisse de exemplo para o marido através de seu comportamento tranqüilo e tolerante. O cristão não ensina apenas por palavras, mas pelo comportamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf