5 DE JANEIRO DE 2026
O PAI É O NOSSO PAI CELESTIAL
Mateus 6.9 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;”
“Portanto, vós orareis assim:”
Em meio ao seu sermão do Monte Jesus ensina seus discípulos a orar. Segundo o evangelista Lucas Jesus estava orando em determinado lugar com os seus discípulos. Quando terminou de orar, seus discípulos pediram-lhe que os ensinasse a orar. Era comum os rabinos judeus ensinarem seus alunos a orar. Os discípulos de Jesus pediram: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lucas 11:1).
Sem dúvida a passagem da Bíblia mais recitada é essa oração. Conhecida entre nós como a oração do “Pai nosso”, também chamada de “Oração Dominical”, ou seja, “Oração do Senhor. E, mais propriamente, a “oração do discípulo”. Esta oração é breve, simples e, ao mesmo tempo, profunda.
Embora seja possível orar em espírito, recitando o Pai-Nosso, palavra por palavra, concluímos que Cristo não queria que os discípulos o repetissem desta maneira. O Senhor disse: ‘Orareis assim’, ou seja, ‘deste modo. Por isso ela é considerada também como a “Oração Modelo”.
“Pai nosso, que estás nos céus,”
Jesus ensina a quem devemos dirigir nossas petições. Deus é o Pai Celestial de todos os que seguem o “novo e vivo caminho”: o seu Filho Jesus Cristo (Hebreus 9.20; Joãp 1.12,13; 14.6). O Antigo Testamento registra pouquíssimas ocorrências em que Deus é, de forma inferida ou textual, chamado de Pai (Deuteronômio 32.6; Salmos 68.5; Isaías 64.8; Malaquias 1.6).
A novidade trazida pelo Senhor é a forma íntima como não apenas Ele se dirige ao Pai, mas também sua abertura a cada um de seus discípulos para que possam dirigir-se ao Criador da mesma forma. Ainda que reconhecendo sua grandeza e transcendência “que estás nos céus”, o Mestre demonstra que o Pai não está longe, pois é “nosso”.
Jesus nos ensina a orar de modo altruísta , e não individualista em toda essa oração: ‘Pai nosso’, e não ‘meu Pai’, ‘venha a nós’ e não a ‘mim’; ‘o pão nosso’ e não ‘meu pão’; ‘nos dá hoje’, e não ‘me dá hoje’; ‘perdoa as nossas dívidas’, e não ‘as minhas dívidas’; ‘não nos deixeis cair’, e não ‘não me deixe cair’. A paternidade de Deus é a única base possível da fraternidade de todos os homens.
“.. santificado seja o teu nome;”
Jesus disse que o nome de Deus deve ser santificado. Para Barclay essa petição significa: "Que o nome de Deus seja tratado de maneira diferente de todos os outros nomes, que lhe seja dada uma posição absolutamente única entre todos os nomes." Quando dizemos "Santificado seja o teu nome", queremos significar "faze-nos capazes de dar a Ti o lugar único que Tua natureza e caráter merecem e exigem." A petição que elevamos a Deus é para que Ele nos capacite a lhe dar o lugar único que por sua natureza deve ocupar.
O salmista escreveu: “Santo e tremendo é o seu nome” (Salmos 111:9). A NVI diz: “Santo e temível é o seu nome”. “O nome de Deus deve ser temido, reverenciado, honrado e respeitado (Êxodo 20:7). Deus é santo (Is 6.3). Seu nome é exaltado em cima nos céus e em baixo na terra, acima de qualquer outro nome (Isaías 12.4).
A santificação do nome do Pai, não é de alguma coisa produzida pelo suplicante, ou seja, a santidade é intrínseca ao nome do Criador (v.9). Conforme o entendia a cultura judaica, o nome de Deus era inseparável da sua Pessoa (Êx 3.13,14; 20.7). Sendo santo, o nome do Pai, cabe a quem se dirige a Ele, respeitá-lo. A santidade de Deus é manifesta através do crente que dá bom testemunho. É dever de todo o crente honrar como santo o nome do Senhor nosso Deus, não só de lábios, mas com sua vida santa. Deus é santo e Seus filhos devem ser santos também (1 Pedro 1:15, 16)
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
31/12/2025
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BOYER, Orlando. Espada Cortante. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.
LIMA, Elinaldo Renovato de. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
GEORGE, J. Orações Notáveis da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.
https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/12/leitura-biblica-diaria-cpad-31-de.html

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