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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Números 16:15

Números 16:15 “Então Moisés irou-se muito, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

 

“Então Moisés irou-se muito,”

Datã e Abirão, como Coré, também se opuseram à autoridade de Moisés e alegaram que ele procurava assenhorar-se deles. Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão. A ofensa deles era grave; eles receberam ordens para se apresentarem a Moisés e responderem por suas ações. Datã e Abirão desconsideraram a convocação de Moisés, dizendo: “Não subiremos” (v.12). Acusaram Moisés de não cumprir a promessa de levar Israel para uma terra que mana leite e mel e de não lhes dar os campos e vinhas em herança. E recusaram o pedido de Moisés, novamente dizendo: “Pois não subiremos!” (v.14).

Moisés reagiu à sua dupla resposta desdenhosa ficando muito irado, pois ela expressava o desprezo que eles tinham pelo plano de Deus. Era a espécie de incredulidade que condenara a nação a morrer no deserto: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto!” (Números 14:2). Roy Gane observou que: “Esse é o único lugar onde o Pentateuco diz que Moisés estava ‘muito irado”.

Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra: “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3). Mesmo assim diante da afronta dos seus perseguidores ele se irou. A Bíblia nos orienta a irar e não pecar (Efésios 4.26). Esse versículo não está nos autorizando a irar. Ira é uma obra da carne (Gálatas 5.22). Mas ele admite que quando chegamos ao limite poderemos sim se irar. Mas mesmo diante da ira não devemos reagir por ela: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

 

“... e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

Moisés rogou a Yahweh que não aceitasse os sacrifícios deles, por serem, por assim dizer, indivíduos imundos, que não podiam aproximar-se do tabernáculo. Jarchi afirmou que o pedido era de que nenhuma das oferendas deles fosse aceita, supondo que alguns deles tivessem estado envolvidos nas oferendas diárias do culto, no tabernáculo.

Ele orou: Nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Essa declaração provavelmente visava asseverar que ele era inocente de qualquer delito nessa questão; ele não tinha provocado a rebelião por mau comportamento.

A semelhança de Neemias, Moisés, embora fosse um líder absoluto, nunca tinha exigido que o povo contribuísse para enriquecê-lo (Neemias 5.17-19). Moisés era o líder absoluto de Israel, o mediador entre Yahweh e o povo de Israel, mas de modo algum foi um tirano. Um tirano teria mandado executar há muito tempo aqueles rebeldes; mas Moisés não lhes fizera mal algum. Yahweh, porém, não haveria demostrar-se tão ameno com eles, conforme a narrativa logo nos haverá de mostrar. Foi com esse argumento que Moisés vindicou a si mesmo: não tinha sido um opressor, conforme costuma suceder à maioria do governantes, nem em um sentido econômico nem no tocante à integridade física de seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201708_02.pdf

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