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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Texto Áureo Lição 07: Quando o Espírito Sopra em Éfeso. Atos 19.20
TEXTO ÁUREO
Salmos 46:1
Salmos 46:1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,”
A palavra traduzida como “Refúgio” vem do hebraico machseh, que significa “abrigo seguro”, “esconderijo”, “lugar de proteção contra tempestades ou inimigos”. Ela representa o lugar onde corremos quando precisamos de segurança: “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio” (Provérbios 18.10).
A palavra traduzida como Fortaleza: vem do hebraico oz, que significa “força”, “poder”, “capacidade para resistir”. Isso mostra que DEUS não apenas nos protege, mas nos fortalece para enfrentar o que vier: “E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus” (1 Samuel 30:6).
Não nos esqueçamos da pronome possessivo pessoal “nosso”. Só Deus é o nosso tudo em todos. Cada um precisa ter certeza da própria porção que tem em Deus, para então poder dizer individualmente: “Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza”. Não nos esqueçamos também do fato de que Deus é agora mesmo o nosso refúgio, no presente imediato, tão verdadeiramente quanto no momento em que Davi escreveu as palavras.
Muitos se vangloriam dos seus castelos inexpugnáveis, situados em rochedos inacessíveis e protegidos com portas de ferro. Mas Deus é um refúgio muitíssimo melhor na hora do sofrimento do que todos esses. Soldados da cruz lembrem-se disso, e considerem-se seguros, e façam-se fortes em Deus: "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Salmo 18.2).
Em 1529, Martinho Lutero, inspirado por este versículo, compôs seu hino imortal, Castelo forte é nosso Deus: “Castelo forte é nosso Deus, Amparo e fortaleza: Com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza. [...] A nossa força nada faz: Estamos, sim, perdidos. Mas nosso Deus socorro traz E somos protegidos.”
“... socorro bem presente na angústia.”
Angustia traduz a palavra hebraica tsârâh e diz respeito a dificuldades, aflições ou problema. Deus promete estar presente nela: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91.15). Socorro vem do hebraico Ezrâh e significa ajuda ou assistência: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Isaías 41.10). Deus é a ajuda de forma veraz, eficaz e constante: "Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma" (Salmos 54:4).
Deus nos ajuda quando necessitamos porque está conosco nessas horas: “O Senhor dos Exércitos está conosco;. o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Presente vem do hebraico Nifal significa aquele que está presente ou aquele que é encontrado ou descoberto. Ele está presente ou perto, bem ao lado e pronto para socorrer, fato enfatizado pela palavra “bem”. Ele está mais presente que o amigo ou o parente, mais presente até mesmo que o próprio problema. Ele não é como as andorinhas que no inverno vão embora. Ele é amigo em tempos de necessidade e amigo de verdade. Deus nunca se afasta dos aflitos.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O EVANGELHO COM SINAIS PODEROSOS (Atos 19:11) 12/8/26
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
12 DE AGOSTO DE 2026
O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O EVANGELHO COM SINAIS PODEROSOS
Atos 19:11 “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”
“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.”
A pregação de Paulo em Éfeso foi acompanhada por curas e exorcismos dos mais notáveis. Lucas as descreveu como “maravilhas extraordinárias”. Essas maravilhas assemelhavam-se às atividades do também apóstolo Pedro: “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em macas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados” (Atos 5:15,16)
O próprio Paulo afirma que estes sinais e maravilhas acompanharam o seu ministério: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas” (2 Coríntios 12:12). Porém, estes sinais não eram realizados pelo poder inerente dos líderes, mas realizados por Deus por intermédio deles. Os milagres não são o evangelho, mas abrem as portas para ele. Os apóstolos não administravam os milagres, eles eram realizados conforme a soberania divina e para a glória do próprio Deus.
Pearlman diz que esses milagres especiais foram concedidos com propósitos. Primeiro para derrotar Satanás. Éfeso era uma cidadela conhecedora do poder do diabo (Apocalipse 2.13). O Senhor, então, concedeu a Paulo algumas “munições” espirituais peculiares. Segundo, para desmascarar embusteiros. Em Éfeso havia mágicos alegando possuir capacidade de curar enfermos e expulsar demônios. Como distinguir entre os milagres falsos e o poder do Evangelho? Assim como o sol brilha mais do que uma vela, o poder de Deus brilhava mais que o dos falsificadores. Terceiro, para propagar o Evangelho. Paulo era desconhecido em Éfeso. O poder de Deus fez a diferença. Deus operando milagres especiais por meio de Paulo causou forte impressão, de tal maneira que as atenções se voltaram para o que o apóstolo anunciava. Milagres nem sempre produzem conversão (Lucas 16.31), mas fazem com que o povo preste atenção à mensagem pregada. E quarto, para libertar os prisioneiros de Satanás. O filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo (1 João 3.8). num determinado sábado entrou na sinagoga uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Jesus pôs as mãos sobre ela e a curou. Após isso justificou dizendo que convinha que libertasse esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa. (Lucas 13:16). Os seguidores de Cristo também são enviados com esse propósito.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.
PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
