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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Mateus 12.28

ateus 12.28 “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.”

 

“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus,”

Após argumentar que Satanás não se levantaria contra si mesmo e que não somente Ele expulsava demônios, mas também os filhos deles (ou patrícios). Jesus concluiu que seria lógico os inimigos de Jesus admitirem que os exorcistas judeus eram falsários, então, tinham que admitir que Jesus expelira demônios pela mesma autoridade que eles,ou seja pelo Espírito de Deus.  Assim sendo as obras realizadas por Jesus tinham origem em Deus.

Em vez de “o Espírito de Deus”, Lucas diz “o dedo de Deus” (Lucas 11:20). Conforme Ezequiel 3:14: “Então o Espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu espírito; porém a mão do Senhor era forte sobre mim.”

Então o Mestre dá a forma correta ao registro. Se pelo Espírito de Deus, não “por Belzebu”, ele expulsava os demônios... É conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus. Dizendo isso Jesus estava mostrando que ele era o messias. Pois a atuação do Messias devia demonstrar o poder especial de Deus e sua presença entre os homens: ”O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” (Isaías 61:1). Alem dessa havia diversas profecias que falavam da necessidade do Messias demonstrar o poder do Espírito Santo(Isaías 42.1). Jesus mostra aqui que cumpria as exigências proféticas em relação ao Messias.

 

 “... logo é chegado a vós o reino de Deus.”

O argumento final de Cristo chama a atenção para o seu próprio ministério, particularmente para a expulsão dos demônios, que era evidência suficiente de que era chegado o reino de Deus. A palavra traduzida por é chegado (ephthasen) significa no grego moderno “já está chegando”. Aqui implica em que o reino chegou num sentido muito real, não, porém, em sua plenitude. Jesus estava de fato realizando obras do reino, mas a suprema obra do reino, a sua morte e ressurreição, estava ainda no futuro.

A frase “o reino de Deus” aparece somente quatro vezes no relato de Mateus (12:28; 19:24; 21:31, 43). O termo favorito de Mateus era “o reino dos céus”. São títulos diferentes para a mesma instituição. O reino originou-se no céu e pertence a Deus. Ele é governado hoje pelo Seu Filho, do Seu trono no céu (Atos 2:22–36). A igreja faz parte desse reino (16:18, 19).

 

Jesus provou que era rei do reino dos céus. E não pertencia ao reino do maligno: e também que esse reino dos céus já chegara, sem que os homens tomassem conhecimento dele, embora já operasse no meio deles.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

João 16.14

João 16.14 “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

 

“Ele me glorificará,”

O Espírito Santo enviado pelo Pai em nome de Jesus. Identificado também como o Espírito da Verdade, ensinaria aos discípulos todas as coisas, e traria à memória deles tudo quanto Jesus dissera (João 14.26). Ele também testificaria ao mundo a respeito de Jesus, e capacitaria os crentes a fazê-lo de igual modo (João 15.26,27; ilustrado em Atos 5.32). Como Consolador Ele também convenceria o mundo sobre o pecado, mostraria os acontecimentos futuros (relacionados com a vinda de Cristo e com a consumação dos séculos), e glorificaria a Jesus, ao receber as palavras de Cristo (que são de Deus) e transmiti-las aos seus discípulos (João 16.13-15).

O propósito do Espírito não seria chamar a atenção para Si mesmo, mas glorificar o Filho. Assim como o Filho glorificou o Pai com seu trabalho na terra: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (João 17.4), o Espírito glorificará o Filho com sua vinda.

Pai, Filho e Espírito Santo — glorificam-se mutuamente, vivendo em um relacionamento eterno de amor, honra e comunhão. Essa glorificação mútua é uma expressão da unidade divina, onde cada pessoa, embora distinta, compartilha a mesma essência e poder. 

O Pai glorifica o Filho: O Pai glorifica o Filho ao dar testemunho dele (como no batismo e na transfiguração) e ao exaltá-lo após a obra de redenção. Jesus, em João 17:1-5, pede ao Pai que o glorifique para que Ele, por sua vez, glorifique o Pai. O Filho glorifica o Pai: Jesus glorificou o Pai na terra ao cumprir Sua vontade e realizar a obra da salvação, revelando o nome e o caráter do Pai aos homens. O Espírito Santo glorifica o Filho: O papel do Espírito é glorificar a Cristo, tomando do que é de Jesus e revelando-o, além de convencer o mundo do pecado e da justiça (João 16:14).

As três pessoas trabalham juntas, glorificando-se umas às outras em amor e dependência mútua. Essa dinâmica de mútua glorificação mostra que não há disputa de poder ou glória dentro da Divindade, mas uma harmonia perfeita de amor, onde o louvor a uma pessoa glorifica a Trindade inteira. 

 

 “...porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.”

Poderíamos ampliar esta declaração fazendo referência ao ensino sobre o Espírito em outras passagens do Novo Testamento (em especial as cartas de Paulo), mas no presente contexto o Espírito glorifica o Filho desvendando claramente o significado da sua pessoa e obra.

O que é meu inclui seu ensino e sua atividade em geral. Como já foi enfatizado que Jesus proferiu todas as suas palavras e fez todas as suas obras por autoridade do Pai (de modo que as palavras e obras também eram as do Pai), o que ê meu nos lábios de Jesus significa “tudo o que o Pai me deu". E como o Pai lhe deu "todas as coisas” (João 13.3), o que o Espírito revela aos discípulos é tudo quanto o Pai tem. Ao tornar conhecido o Filho, o Espírito ao mesmo tempo torna conhecido o Pai que é revelado no Filho.

A missão instrutiva do Espírito seria em primeiro lugar de receber o depósito da verdade cristocêntrica, depois mostrá-las aos crentes. Isso significa que um ministério orientado pelo Espírito, deve sempre magnificar a Cristo e não a si mesmo: “Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça” (João 7.18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/2/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.

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LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 09 DE FEVEREIRO DE 2026 (Romanos 12.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 
09 DE FEVEREIRO DE 2026
O CRISTÃO PRECISA VIVER NA VONTADE DE DEUS

Romanos 12.2 “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus “.


“E não vos conformeis com este mundo," 

A que mundo se refere? A palavra mundo, no grego significa: ordem de coisas; sistema. Existe também em 1 Coríntios 1.20; 2.6; 3.18; 2 Coríntios 4.4; Gálatas 1.4, a palavra século no grego significa “ o pensamento predominante da época”. Os dois termos “ mundo” e “ século” estão interligados nos significados.

Porém, o conselho de Paulo: E não vos conformar com este mundo” significa não entrar na forma do mundo, mas na forma de Deus. A forma do mundo é o sistema espiritual satânico que domina o “ mundo” das criaturas humanas: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno (1 João 5:19) ”; “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Coríntios 4:4) “.


"... mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, "

Eles deviam se “transformar” Esse verbo grego significa transfigurar, moldar. É o mesmo verbo usado pelo apóstolo Pedro quando escreveu aos cristãos: “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; ” (1 Pedro 1.14). Assim como o líquido assume a forma do recipiente que ocupa, da mesma forma o cristão, se Não se guiar pela Palavra de Deus, pode ser moldado de acordo com a cultura à sua volta. Essa transformação diz respeito ao interior e implica numa mudança radical em toda a maneira de ser da pessoa transformada. Não se conformar “ com o mundo” e, além de não entrar na forma do mundo, é ter uma transformação espiritual que modifique toda a nossa vida.

A renovação da mente significa a renovação dos seus motivos e fins. Paulo aconselha os cristãos de Filipos a exercitar sua mente enchendo-as de virtudes espirituais: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8) “.


“...para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus “.  Esses exercícios espirituais sugeridos para renovarmos a mente proporcionam conhecimento da Palavra de Deus e discernimento espiritual úteis para entendermos o que Deus quer que façamos em determinada situação. Uma vez que nos apresentamos a Deus em sacrifício vivo (v.1), e nossa mente é renovada pela Palavra de Deus, passaremos então a pensar corretamente e nas coisas certas: "Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10:5). O propósito da “ transformação moral e espiritual” é que o crente possa “ experimentar” a vontade gloriosa de Deus. Quando nos “ apresentamos”, automaticamente “ experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Pergunta-se, então: - Qual é a vontade de Deus? - A vontade de Deus é a expressão do seu caráter na nossa vida diária.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
27/3/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça - O evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_03.pdf