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domingo, 18 de janeiro de 2026

Mateus 17:2

Mateus 17:2 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

 

 “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol,”

O verbo (metamorphoô) indica uma transformação da forma essencial, procedente do interior. Em Romanos 12:2 e 2 Coríntios 3:18 essa palavra é usada em relação à transformação espiritual que caracteriza os cristãos quando a nova natureza se manifesta neles. Embora para os crentes esta transformação seja uma experiência gradual, a ser completada quando Cristo for visto (2 Coríntios 3:18; 1 João 3:2), no caso de Jesus, a gloriosa forma que geralmente se encontrava velada foi rapidamente exposta.

Michael J. Wilkins descreveu-a como uma transformação física que é uma lembrança da glória de Jesus antes de Sua encarnação (João 1:14; 17:5; Filipenses 2:6–7) e uma exibição prévia de sua exaltação vindoura (2 Pedro 1:16–18; Apocalipse 1:16).

Mateus põe mais claro relevo do que os outros evangelistas a semelhança e o contraste da cena da transfiguração com a do Sinai. Moisés viu a glória do Senhor e “a pele do seu rosto brilhava por ter falado còm ele” (Êxodo 34.29). Na transfiguração, o rosto daquele que é maior do que Moisés brilhou, não com glória refletida, mas com glória não tomada por empréstimo, semelhante aos raios do sol.

As testemunhas foram os três membros do círculo íntimo de Jesus. Anteriormente, só esses três apóstolos presenciaram a ressurreição da filha de Jairo (Lucas 8:41, 42, 51–56). Mais tarde, eles estariam perto do Mestre, na noite de grande angústia no jardim do Getsêmani (26:36–45). Por causa de uma afinidade especial que Jesus tinha por eles, Ele os escolheu para testemunharem Sua glorificação nessa ocasião. Parece-nos o crescimento espiritual destes três mais adiantados que o dos outros. A transfiguração deu a essas testemunhas oculares um antegozo da glória do Rei. Mais altas revelações alcançam os que mais se aproximam de Deus.

 

“... e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.”

Somente Mateus registra que o rosto de Jesus resplandecia como o sol e que as suas vestes se tornaram brancas como a luz. Segundo Lucas, “a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura” (Lucas 9:29). A descrição de Marcos acrescenta que “as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar” (Marcos 9:3).

Essas afirmações sublinham a mudança dramática que ocorreu na aparência do Senhor e revelam a Sua origem celestial (Daniel 7:9; Mateus 28:3; Atos 1:10; Apocalipse 1:16; 4:4; 7:13; 10:1). Wilkins disse que a transfiguração que revelou a Sua “natureza e glória divina como Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201208_07.pdf

Lucas 1:35

Lucas 1:35 “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

 

“E, respondendo o anjo, disse-lhe:”

Após Maria ter questionado o anjo que lhe falara: “Como será isto, visto que não conheço varão?” Segundo pearlman estas palavras não expressam dúvida. Maria apenas não entende a maneira como se cumprirá a profecia. O anjo então lhe responde. Esse anjo chama-se Gabriel. Gabriel foi o anjo enviado a Daniel, na Babilônia, para explicar ao profeta a visão do carneiro e do bode e anunciar a profecia das 70 semanas (Daniel 8.16-27; 9.21-27).

Depois de um intervalo de vários séculos, ele foi enviado a Jerusalém como arauto para anunciar a Zacarias o nascimento de João Batista (Lucas 1.11-22), e agora a Nazaré para anunciar a Maria o nascimento do Messias. Ele Identifica-se a Zacarias como alguém que vive na presença de Deus: “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas” (Lucas 1:19).

 

“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra;”

Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O Espírito Santo, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.

Jesus relacionava-se com o Espírito Santo desde o primeiro momento de sua existência humana. O Espírito Santo veio sobre Maria, e o que dela nasceu tinha o direito de ser chamado santo. Através do nascimento virginal, o Filho de Deus tomou sobre si natureza humana. A união das naturezas divina e humana resultou numa Pessoa, Jesus Cristo: ”E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14).

Altíssimo (superlativo do adjetivo alto) é usado como um título para Deus, destacando a sua supremacia (Genesis 14.18; Salmo 7.17; 9,2; Isaías 14.14). Melquisedeque, o sacerdote de Salém, é identificado como servo de El Elyon (Altíssimo). Na LXX e no Novo Testamento, esse título aparece como a palavra grega hupaistos (Lucas 1.32; Atos 7.48).

O “Altíssimo” a cobriria com sua sombra. Esta expressão sugere grande proximidade. Nós devemos andar muito próximos a um companheiro, se desejamos que a sua sombra caia sobre nós. Podemos imaginar alguma expressão mais perfeita ao descrever a constante presença de Deus com os Seus escolhidos, do que esta — eles “descansarão à Sua sombra"? (Salmo 91).

Na bela alegoria de Salomão, a igreja, em época de especial comunhão com Cristo, diz, a respeito dEle — “desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento” (Cantares 2.3) — Maria não precisaria temer. Poderia confiar em Deus e habitar no seu esconderijo (esconderijo do Altíssimo) e descansar á sombra do Todo-poderoso (El Shaday).

 

“... por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Por ser filho do “altíssimo”, nascido de uma virgem, embora homem, Jesus seria santo e Filho de Deus. Na linguagem bíblica, “filho de” significa quem participa da natureza de algo ou alguém. O Filho do Altíssimo participa da natureza de Deus. É verdadeiramente divino. Afinal sua vida vinha de cima (João 8.23), ele é o Homem que veio do céu (1 Coríntios 15.47).

Santo também é um atributo divino e um dos títulos de Deus. Jesus se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo. Por possuir a natureza divina, Jesus compartilha da santidade de Deus Pai: “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo,” (Apocalipse 3:7). Aquele que é Santo só poderia ter nascido do Espírito Santo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Lição 4: A Paternidade Divina – 1 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1 João 4.14).

 

“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

Os apóstolos foram chamados para serem testemunhas de Cristo: “... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Este versículo afirma a autoridade de uma testemunha ocular para esta epístola. No inicio desta epístola João escreveu: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1-3).

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” acrescentando: “E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

Pedro também anunciou que ele e outros eram “testemunhas oculares de Sua majestade” (2 Pedro 1.16). A palavra traduzida por “testemunhas oculares” só ocorre neste versículo do Novo Testamento. Ele era uma testemunha ocular e não era a única. João estava também presente nessa experiência de Pedro no monte Santo (2 Pedro 1.18), a transfiguração de Jesus. Neste episódio o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17). A transformação que eles viram e a voz que eles ouviram eram prova suficiente para testificar o fato a todos que o ouvissem: “porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O testemunho humano é acrescentado ao testemunho do Pai que disse aos dícipulos:Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o” (Mateus 17.5b). Sobre esse mesmo fato o Espírito Santo afirma que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 João 4:2). O Espírito de Deus nos leva a confessar que Jesus Cristo veio em carne a este mundo, isto é, é assim que um homem confessa a realidade da encarnação.

Jesus é o salvador de todo o mundo. Isso expressa o desejo de Deus que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.3). Por isso “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11). Segundo os termos neotestamentários, todos os homens são passiveis de redenção, mas isso através da fé e da confissão: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.