TEXTO ÁUREO
“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).
TEXTO ÁUREO
“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).
João 5:26 “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”
“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo,”
Ninguém possui vida inerente em si, além de Deus Pai, que não foi gerado nem criado. Ele é o “Deus vivo” por natureza: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus” (Romanos 14:11).
Os seres humanos, assim como todos os outros seres vivos, não possuem vida em si mesmos; ela provém de Deus, a fonte e sustento de qualquer forma de vida. Dele recebemos a vida: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Ana em seu cântico confessou essa verdade: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2:6).
“... assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;”
Somente ao Filho, gerado, mas não criado, o Pai deu sua prerrogativa de ter vida em si mesmo: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4). Na verdade, a investidura do Filho com esta prerrogativa é uma condição necessária para que ele possa exercer as outras prerrogativas de ressuscitar pessoas e executar julgamento, que ele já disse ter: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5.21).
O Pai não transferiu esta vida para o Filho somente quando este iniciou seu ministério na terra, ou quando da encarnação; é um ato eterno, parte integrante do relacionamento especial entre Pai e Filho que já existia “no princípio”. É na ordem eterna que o Pai, como tal, dá ao Filho, por ser Filho, a vida inerente que só o Pai pode possuir e dar; no plano temporal o Filho revela esta vida às pessoas. Por isso, em outras passagens dos escritos de João, o Filho é descrito como a personificação verdadeira da vida eterna a qual estava com o Pai e nos foi manifestada: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:1,2).
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
27/12/2025
FONTES:
BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.