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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Filipenses 2:13

Filipenses 2:13 “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”

 

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,”

A expressão “opera em vós” identifica que essa obra é exclusiva de Deus. É Ele quem opera, quem realiza, quem efetua “tanto o querer como o efetuar”. Essa declaração descreve um propósito de Deus para com os cristãos. Ele efetua nos crentes o querer, a vontade de obedecer e desenvolver a salvação.

O verbo grego traduzido por “efetua” (energein) deu origem à palavra “energia” e “energizar” e ocorre duas vezes no versículo 13. Em ambas as ocorrências esse verbo é traduzido por sinônimos: “efetuar” e “realizar”. Deus nos “energiza”. Para que Ele nos “energiza”? Para trabalharmos para Ele, precisamos de pelo menos duas coisas: o desejo de trabalhar para Ele e a capacidade de trabalhar para Ele. O texto declara que Ele nos ajuda nessas duas coisas: Ele “efetua” em nós “tanto o querer como o realizar”. Uma possível tradução seria: “Deus está operando em vocês para torná-los dispostos e aptos a obedecer-Lhe”.

O “efetuar” ou “o realizar” implica a capacidade que Ele dá para fazer sua obra. Deus não nos dá trabalhos para serem feitos e depois vai embora, nos deixando lutar sozinhos para realizá-los. Ele permanece conosco. Nunca estamos sozinhos enquanto servimos a Ele (Mateus 28:20).

 

“... segundo a sua boa vontade.”

Deus manifesta seu poder divino na vida do crente de acordo com “a sua boa vontade”. A “boa vontade de Deus” diz respeito à “concretização de seus propósitos soberanos e graciosos para com os homens. A boa vontade de Deus não é um capricho arbitrário de um soberano, mas representa aquilo que, na sabedoria e no amor de Deus, mais contribuiria para o bem-estar e a bênção dos santos.

A palavra grega traduzida como boa vontade é eudokia e significa “deleite, boa vontade, favor”; então “bom prazer, propósito, vontade” (Efésios 1: 5; 2 Tessalonicenses 1:11). Aqui significa aquilo que seria agradável para ele; e a idéia é que ele exerça tal influência que leve as pessoas à vontade e faça o que está de acordo com sua vontade.

O objetivo final ou propósito de nossas vidas deve ser cumprir "a Sua boa vontade”. Nossas vidas devem ser vividas para a maior glória de Deus e não para nossos próprios desejos egoístas. Qualquer impulso que nós sentimos qualquer boa vontade para com a obra, isso é Deus operando em nós, tanto para querer quanto para realizar. Conforme nos aproximamos de Deus a sua vontade fica cada vez mais clara para nós. Quando nosso corpo é consagrado e nossa mente é transformada, nosso culto torna-se racional e experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_09.pdf

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.

Efésios 6.7

Efésios 6.7 “Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.”

 

“Servindo de boa vontade como ao Senhor,”

Aqui Paulo especifica que a motivação para servir a um senhor humano deve ser como servir ao Senhor Jesus: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Em outras palavras, o escravo deve servir ao senhor humano como uma espécie de serviço prestado ao próprio Senhor Jesus. Essa é a essência da submissão da esposa ao marido, dos filhos aos pais e dos empregados aos patrões. Eles devem obedecer porque são servos de Cristo. Eles devem ser leais aos patrões por causa do compromisso que têm com o senhorio de Cristo.

Por mais humilde que seja a posição que tenhamos diante dos homens devemos servi-los "de boa vontade", pois estamos servindo ao Senhor! “Boa vontade” traduz (eunoias) e significa servir com “entusiasmo, zelo”. O incentivo para fazer isso se encontra no versículo seguinte, no fato de que qualquer bem que o escravo fizer para o seu senhor humano, se feito como se fosse para Cristo, será recompensado: “Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (v.8).

 

“... e não como aos homens.”

Se o objetivo dos empregados é agradar a homens, servirão apenas naquilo que é visto pelos homens. O ideal do cristão para seu trabalho diário, seja ou não visto pelos homens, é que esse trabalho seja aceito como a vontade de Deus, na qual pode se regozijar, e que não seja feito por constrangimento ou descuidadamente, mas porque é Sua vontade: “Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (v.6).

Os empregados cristãos são servos não meramente de homens, mas de Cristo. Eles devem realizar seus trabalhos lembrando que Deus os observa e que devemos lhe agradar. Por isso o apóstolo reitera que todo serviço deve ser feito como ao Senhor, e não como a homens. Barclay diz que “A convicção do trabalhador cristão é de que cada uma das peças de trabalho que produz deve ser bem executada, como para mostrar a Deus”.

Em todas as coisas o espírito com que é feito o trabalho é o que importa e não simplesmente o produto final tal como o homem o vê tudo o que se faz, deve ser feito de coração e de boa vontade. O problema com que o mundo se deparou sempre e com aquele que hoje em dia se depara agudamente não é fundamentalmente um problema econômico, mas um problema religioso. Não basta melhorar a s condições do trabalho ou ajustar salário. O único segredo para realizar um bom trabalho é fazê-lo para Deus. Só quando o homem toma todo seu trabalho e o mostra a Deus é quando chega a realizá-lo bem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201308_10.pdf

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios, 3a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LOPES, Hernandes DiasEfésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

BARCLAY, Willian. The Letter to the Ephesians Tradução: Carlos Biagini O NOVO TESTAMENTO.

TEXTO ÁUREO Lição 8: Emoções e sentimentos — A batalha do equilíbrio int...


 TEXTO ÁUREO

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7). 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE NOVEMBRO DE 2025 (Números 16:15)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE NOVEMBRO DE 2025
MOISÉS, EMBORA MUITO MANSO, TEVE MOMENTOS DE IRA 

Números 16:15 “Então Moisés irou-se muito, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

 

“Então Moisés irou-se muito,”

Datã e Abirão, como Coré, também se opuseram à autoridade de Moisés e alegaram que ele procurava assenhorar-se deles. Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão. A ofensa deles era grave; eles receberam ordens para se apresentarem a Moisés e responderem por suas ações. Datã e Abirão desconsideraram a convocação de Moisés, dizendo: “Não subiremos” (v.12). Acusaram Moisés de não cumprir a promessa de levar Israel para uma terra que mana leite e mel e de não lhes dar os campos e vinhas em herança. E recusaram o pedido de Moisés, novamente dizendo: “Pois não subiremos!” (v.14).

Moisés reagiu à sua dupla resposta desdenhosa ficando muito irado, pois ela expressava o desprezo que eles tinham pelo plano de Deus. Era a espécie de incredulidade que condenara a nação a morrer no deserto: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto!” (Números 14:2). Roy Gane observou que: “Esse é o único lugar onde o Pentateuco diz que Moisés estava ‘muito irado”.

Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra: “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3). Mesmo assim diante da afronta dos seus perseguidores ele se irou. A Bíblia nos orienta a irar e não pecar (Efésios 4.26). Esse versículo não está nos autorizando a irar. Ira é uma obra da carne (Gálatas 5.22). Mas ele admite que quando chegamos ao limite poderemos sim se irar. Mas mesmo diante da ira não devemos reagir por ela: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

 

“... e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.”

Moisés rogou a Yahweh que não aceitasse os sacrifícios deles, por serem, por assim dizer, indivíduos imundos, que não podiam aproximar-se do tabernáculo. Jarchi afirmou que o pedido era de que nenhuma das oferendas deles fosse aceita, supondo que alguns deles tivessem estado envolvidos nas oferendas diárias do culto, no tabernáculo.

Ele orou: Nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Essa declaração provavelmente visava asseverar que ele era inocente de qualquer delito nessa questão; ele não tinha provocado a rebelião por mau comportamento.

A semelhança de Neemias, Moisés, embora fosse um líder absoluto, nunca tinha exigido que o povo contribuísse para enriquecê-lo (Neemias 5.17-19). Moisés era o líder absoluto de Israel, o mediador entre Yahweh e o povo de Israel, mas de modo algum foi um tirano. Um tirano teria mandado executar há muito tempo aqueles rebeldes; mas Moisés não lhes fizera mal algum. Yahweh, porém, não haveria demostrar-se tão ameno com eles, conforme a narrativa logo nos haverá de mostrar. Foi com esse argumento que Moisés vindicou a si mesmo: não tinha sido um opressor, conforme costuma suceder à maioria do governantes, nem em um sentido econômico nem no tocante à integridade física de seus adversários.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201708_02.pdf