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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

TEXTO ÁUREO Lição 02: O Corpo – A Maravilhosa obra da criação de Deus. S...

TEXTO ÁUREO

“Eu te louvarei, porque de um terrível e modo maravilhoso fui tão formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmo 139.14)

Genesis 3.19

Genesis 3.19 “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás”.

 

“No suor do teu rosto, comerás o teu pão,”

Quando Deus criou o homem, Ele estabeleceu que a atividade laboral fizesse parte de sua vida (Genesis 2.5). No plano divino, o homem foi feito para trabalhar: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Genesis 2.8,15). Podemos deduzir que antes da Queda, o trabalho era agradável, sem desgaste físico e mental, nem doença e, principalmente, sem o perigo de morrer. Assim, podemos afirmar que o trabalho estava no plano original da Criação. Entretanto após a queda em decorrência do pecado, tudo foi distorcido na vida do ser humano.

A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transtornadas: Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou (Romanos 8.20) e, em conseqüência, o homem viu-se a trabalhar penosa e arduamente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Genesis 3.17). O que era leve, suave e agradável, por causa do pecado, tornou-se pesado, brutal e desagradável.

O trabalho tornou-se desgastante. A expressão “no suor do teu rosto” pode remeter a idéia de trabalho mental e esforço físico. Quantas pessoas não se encontram acamadas e mentalmente esgotadas e cansadas por causa de suas atividades profissionais?! Os consultórios médicos estão lotados de pessoas com estafa e estresse. Há textos na Bíblia que nos lembram de tal realidade: “Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir” (Eclesiastes 3.10). Jó também declarou: “Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar” (Jó 5.6,7).

O trabalho, no entanto, é uma vocação de Deus para o ser humano. O homem, em sua natureza, não pode viver sem o trabalho. Quando isso ocorre, ele viola a sua própria natureza e a diretriz que o Criador lhe deu. É vergonhoso que, em nome de qualquer coisa, o ser humano recusa-se ao labor do trabalho: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10).

 

“... até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.”

A morte física, conseqüência do pecado: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17) não seria imediata, mas seria inevitável.

Deus havia escolhido o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma jóia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.

Em nosso organismo, acham-se, entre outros, os seguintes elementos químicos do solo: ferro, manganês, potássio, sódio, cobre, cálcio, selênio, molibdênio, zinco, iodo, fósforo, magnésio, cobalto, iodo, enxofre e cloro. Tirados da terra, temos as propriedades dela. Aqui ficou estabelecido que  à Terra voltaríamos.

Mas notemos que nenhuma coisa aqui é dita acerca da alma e do espírito e também nada é dito sobre a vida do futuro. Isto porque a revelação de Deus é progressiva. O Genesis de fato não deveria ser o livro da consumação das coisas.

 Salomão sobre essa parte imaterial do homem na morte escreveu muito depois disso em eclesiastes 12.7: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Um corpo feito de partículas de terra deve desintegrar-se. Mas o espírito, por sua própria natureza, não se dissolve. Ele é eterno!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 https://textoaureoebd.blogspot.com/2022/05/dia-do-trabalho-1-de-maio-o-homem-foi.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/genesis-27.html

1 Tessalonicenses 4.4

1 Tessalonicenses 4.4 “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;”

 

“Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso”

A ARA traduz: “que cada um de vós saiba possuir o próprio”. A tradução mais correta da expressão grega seria “seu próprio vaso”, conforme a ACF. As versões “controle o seu próprio corpo” (NVI) ou “saiba viver com a sua esposa” (NTLH) são interpretações parciais, mas são opções para se entender a expressão “seu vaso”.

Ao escolher uma dessas versões, é significativo observar que a esposa de um homem jamais é descrita em outra passagem da Bíblia como sua skeuos, ou “vaso”, ao passo que o corpo humano é chamado em outras passagens tanto no AT como no NT de “vaso” ou “instrumento” (1 Samuel 21:5; Atos 9:15; Romanos 9:21–23; 2 Coríntios 4:7; 2 Timóteo 2:21).

O maior problema desta interpretação é a palavra grega (ktaomai), vertida para “possuir”. Muitas vezes ela é traduzida por “adquirir” ou algo semelhante. Todavia, James Hope Moulton e George Milligan são favoráveis a “possuir” como a melhor tradução nesta passagem em particular. Dizem eles: “’Obter gradualmente a posse completa do corpo’ deve provavelmente ser a preferência em 1 Tessalonicenses 4:4”. Este fato torna plausível a idéia de que quando Paulo disse possuir, ele se referia a cada cristão dever controlar o seu próprio corpo.

Este controle do próprio corpo contrasta com a atitude dos coríntios que diziam: “Todas as coisas me são lícitas”. Eles chegaram a aplaudir o pecado de incesto e se jactaram dessa posição permissiva: ”não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (1 Coríntios 5:6). A lei que regia a vida deles era: E proibido proibir! Eles consideravam todas as coisas indistintamente como lícitas, sem nenhuma restrição. Paulo coloca nesse ditado uma adversativa. Ele usa um, “mas”, e um, “porém”. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).E depois afirma: “Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1 Coríntios 6.13).

 

“... em santificação e honra;”

Esse controle do corpo (vaso) deve ser feito em santificação e honra ou “de maneira santa e honrosa” (NVI). Quando assim interpretado, o versículo tem paralelos com Romanos 6:19, que diz: “oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação”. A palavra “santificação” é a mesma palavra grega (hagiasmos) usada e traduzida como “santificação” no versículo 3; indica que somos separados por Deus para um uso sagrado. Assim, devemos nos conduzir de modo apropriado ou consistente com aquilo que é separado.

Paulo usa a palavra “honra” (time) em conexão com a metáfora do vaso aqui e em Romanos 9-21, concernente ao direito que o oleiro tem “sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra [time] e outro para desonra [atimia]". Diferentemente dos vasos ignóbeis ou de desonra, que são objetos de ira, somos objetos do amor e da graça, escolhidos por Deus para uma utilização privilegiada; “somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse” (2 Coríntios 5.20).

Paulo, aos coríntios também expressa o mesmo conceito com palavras diferentes: “O vosso corpo [soma] é o templo do Espírito Santo, que habita em vós” (1 Coríntios 6.19). Seu mandamento subseqüente aos coríntios— “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6.20) — é nitidamente comparável a seu ensino aos tessalonicenses, de que o cristão deve “possuir o seu vaso [o próprio corpo] em santificação e honra” . O contexto de ambas as passagens tratam da impropriedade da imoralidade sexual, e da responsabilidade que cada cristão tem de abster-se de tais práticas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201503_02.pdf

1 Timóteo 2.8

1 Timóteo 2.8 “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.”

 

“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar,”

O assunto do culto público, que Paulo tinha começado a abordar na primeira metade desse capítulo, é retomado por ele nesta segunda parte. Mas agora ele passa do alvo das orações da igreja local para os papéis que os homens e as mulheres devem desempenhar, bem como para como devem se comportar quando a igreja se reúne em culto.

Paulo começa de modo cortês, porém firme, ”Quero, pois” empregando o verbo (Gr. boulomai) que no judaísmo helenístico transmite uma nota de mandamento autoritativo. Sua primeira regra é que os homens orem em todo lugar. A palavra específica “homens” (Gr.aner) é sem dúvida usada com referência ao gênero masculino (não se tratando de um termo genérico, como anthropos). Aner é definido por Thayer como referindo-se ao sexo, distinguindo homem de mulher. Segundo ele o termo pode também ser usado para “distinguir um adulto de um menino (Mateus 14:21; 15:38).

O fator chave sobre as mulheres “dirigirem orações” é o mesmo quanto a elas servirem como evangelistas ou presbíteros. Na sinagoga judaica somente os homens tinham licença de recitar as orações; a ênfase dada ao sexo masculino sugere que esta convenção talvez estivesse se rompendo em Éfeso como também em Corinto, muito tempo antes (1 Coríntios 14:34,35).

As Escrituras ensinam que um grupo de mulheres podem sim se reunir para prestar culto e estudar (Atos 16:13–15). As mulheres em Cristo certamente podem orar (Atos 12:5, 12; 21:5; 1 Coríntios 11:5; Lucas 2:36–38). Afinal elas possuem o mesmo Mediador que os homens têm (1 Timóteo 2:5). Paulo está aqui interessado em instruir os homens, e não em impor uma regra sobre a vida de oração das mulheres.

As orações devem ser proferidas em todo lugar, onde for pregado o evangelho: “Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1:11).

 

“... levantando mãos santas, sem ira nem contenda.”

A maior preocupação de Paulo era o caráter e o procedimento dos homens ao orar. Como a Igreja primitiva adotou a atitude judia para orar. Pois, os judeus oravam de pé, com as mãos abertas com as palmas para cima. Mais tarde Tertuliano diria que essa atitude para orar representava a postura de Jesus na cruz.

Paulo pediu que os homens levantem “mãos santas”. A referência a “mãos santas” nos faz lembrar do Salmo 24, no qual aquele que deseja subir ao monte do Senhor e permanecer no seu santo lugar tem de ser “limpo de mãos e puro de coração”. Lembrando que as mãos apenas representariam exteriormente um coração sincero.

Paulo não estava enfatizando aqui uma postura para se orar mais do que enfatizou o beijo como um gesto de saudação em Romanos 16:16. O que ele queria enfatizar é que nossas orações, saudações e vidas sejam santas!

Se, por um lado a oração deve ser “com mãos santas”, por outro lado, há duas coisas “sem” as quais deve se fazer uma oração. Quem ora a Deus não pode ter o coração cheio de ira e de contenda.

O crente “pode” irar-se, mas não tem o direito de pecar por estar irado. “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4.26). Costumam os dizer que o cristão só pode ficar irado, com razão, até o fim da tarde, até o pôr do sol. Não deve guardar ira, mágoa ou ressentimento em seu coração. Se o fizer, sua oração não será ouvida. A “ira” é um a das “obras da carne” (Gálatas 5.20).

Quanto à contenda, é atitude mental que não condiz com o servo de Deus: “E ao servo do Senhor não convém contender,...” (2 Timóteo 2:24). É coisa de homem perverso (Provérbios 16.28); o tolo é o que se mete em contenda (Provérbio 18.6); a contenda separa os melhores amigos (Atos 15.39). Deus não se agrada de pessoas que vivem provocando contendas ou se entremetendo nelas. A Didachê, que é o manual de culto público cristão mais antigo, e que data de cerca do ano 100 d.C, diz: "Que ninguém que tenha contenda com seu semelhante se achegue a nós, até que não se tenham reconciliado." O rancor no coração do homem é uma erva maligna”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy Tradução: Carlos Biagini

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

1 Crônicas 21:24

1 Crônicas 21:24 “E disse o rei Davi a Ornã: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar; porque não tomarei o que é teu, para o Senhor, para que não ofereça holocausto sem custo.”

 

“E disse o rei Davi a Ornã: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar;”

Ornã era outro nome para Araúna: “...E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu” (2 Samuel 24:16). Ele era um príncipe jebuseu que possuía uma eira no monte Moriá. Deus havia castigado Israel com uma praga de três dias e 70.000 pessoas morreram por causa do pecado do rei Davi de contar o povo (2 Samuel 24.10­ 15; 1 Cr 21.1,8-14).

Um anjo revelou ao profeta Gade disse ao rei que construísse um altar naquele local.  O mesmo anjo que tinha, em nome de Deus, dirigido a guerra, está aqui pronto para estabelecer o tratado de paz. O próprio anjo poderia ter dado esta ordem a Davi; mas ele escolheu fazer isto através do profeta, para que pudesse honrar o ofício profético: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6). A ordem era para Davi levantar um altar e foi um sinal bendito de reconciliação; pois, se Deus quisesse matá-lo, não teria dado esta instrução, pois não teria aceitado um sacrifício das suas mãos.

Ornã generosamente lhe ofereceu a eira de graça, não só como cortesia ao rei, mas porque ele também tinha visto o anjo, o que o atemorizou tanto que ele e os seus filhos se esconderam, por serem incapazes de suportar o brilho da sua glória, e com medo da sua espada desembainhada. Sob tamanha apreensão, ele estava disposto a fazer qualquer coisa para efetuar a expiação. Apesar de Ornã ter dado a terra e o gado em sacrifício (v.23), Davi entendeu que deveria pagar integralmente (50 ciclos de prata em 2 Samuel e 600 ciclos de ouro em 1 Crónicas 21).

Provavelmente, a importância comprou o terreno onde havia a eira, e o terreno poderia ter vários acres de área. Uma larga fatia do monte Moriá pode ter sido assim comprada, e tornou-se um bom local para Salomão, mais tarde, construir o templo de Jerusalém (1 Crônicas 22.1,2; II Crônicas 3.1). Foi neste monte que Abraão oferecera Isaque ( Gênesis 22.2). A teofania ali manifestada também aumentou o prestígio do lugar.

 

“... porque não tomarei o que é teu, para o Senhor, para que não ofereça holocausto sem custo.”

Davi não queria oferecer um holocausto que não lhe custasse nada. Ele entende que o que ele oferece a Deus deve ser algo que tenha preço e que ele valorize, pois se não fosse assim isso não seria um verdadeiro sacrifício. Essa passagem pode ser aplicada em nossas vidas hoje em dia. Devemos dar com generosidade e oferecer sacrifícios que nos custem algo. Isso pode incluir não apenas dízimos e ofertas, mas também nosso tempo, energia e talentos. Quando damos com generosidade estamos demonstrando nossa devoção a Deus e nossa gratidão por tudo o que Ele nos deu.

Davi também reconheceu que a eira pertencia a Araúna e não queria tomar algo que não lhe pertencia para oferecer a Deus, assim como Saul fez com os animais dos amalequitas. Davi paga o preço justo pela eira de Araúna como um ato de justiça e honestidade. O significado espiritual dessa passagem é a importância de oferecer sacrifícios significativos e de ser justo e honesto em nossas transações. Essa passagem pode ser aplicada à vida cristã hoje como um lembrete de que devemos oferecer sacrifícios significativos a Deus e ser justos e honestos em todas as nossas transações.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://bibliadivina.com.br/1-cronicas-21-24

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 06 DE OUTUBRO DE 2025 (Hebreus 11.3)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
06 DE OUTUBRO DE 2025
A FÉ PRODUZ ENTENDIMENTO

Hebreus 11.3 “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”

 

“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados;”

Os cristãos, pela fé, compreendem que uma mente e um poder divinos criaram o nosso mundo. Muitos acreditam que a criação divina contradiz os fatos da ciência. A ciência pode decifrar compostos, baseada em suas propriedades físicas e como ele reage quimicamente a outros compostos – mas ela nada sabe a respeito das origens.

Talvez essa seja a razão por que tantos gostam de especular sobre a origem do mundo. No momento da origem, não havia nada para se observar. Teorias científicas mudam constantemente à medida que novas descobertas são feitas. Às vezes uma descoberta da ciência nos compele a reexaminar o que entendemos de uma passagem bíblica porque, até então, não a interpretamos corretamente. Todavia, ela não pode destruir a fé porque a fé vai além da ciência.

A fé bíblica afirma que “foi o universo formado pela palavra de Deus” (Rhema). Literalmente, o universo foi feito “pela palavra de Deus”. Este termo significa “a vida do mundo em seus estágios sucessivos e progressivos até a consumação ou a conjunção de todas as coisas em Cristo”. Esse universo inclui “tudo que existe debaixo das condições de tempo e espaço”.

Hebreus não faz nenhuma tentativa de provar que Deus tem esse poder e realizou o ato da criação. Em vez disso, ele fala com a autoridade do Espírito Santo, como fez Moisés em Gênesis 1:1. Temos algumas provas empíricas de que o universo foi criado desse modo, mas nossa prova final é a Palavra de Deus.

Deus criou os céus pelo supremo poder da palavra: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos; porém o Senhor fez os céus” (1 Crônicas 16:26). Criou também os céus e a terra: “O Senhor, com sabedoria fundou a terra; com entendimento preparou os céus” (Provérbios 3.19). Os criou em seis dias: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há” (Exodo 20.11). E eles são sustentados pelo poder de sua palavra: “És tu quem sustenta a Terra para que não se desintegre no espaço” (Salmos 104:5).

 

“... de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”

O autor vai mais além, depois de dizer que Deus fez o mundo pelo poder da sua Palavra. Afirma que as coisas visíveis surgiram do invisível. . Isto era incongruente com o pensamento grego. Comumente se pensava que Deus teria criado o mundo de uma matéria já existente e não do nadaA filosofia afirma assim: “Nada pode ser feito do nada” (Parmênides).

O autor todavia insiste que Deus não operou com um material existente; Deus criou o mundo do nada. “aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”, implicitamente significa “do nada”. Aconteceu um creatio ex nihilo, um termo do latim para “criação do nada”. Este termo não é usado pelo autor de Hebreus aqui, mas “é o que está implícito em sua negação de que o universo foi criado de coisas fenomenais [perceptíveis pelos sentidos]”.

A criação foi efetivada pela palavra de Deus: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos. Tema toda a terra ao Senhor; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:6-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

SILVA, Severino Pedro da. Epístola aos hebreus: as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

BARCLAY, William. Hebreus. Disponível em: https://drive.google.com/drive/search?q=hebreus. Acesso em 04/10/2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_01.pdf