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sábado, 24 de maio de 2025

João 16:7

João 16:7 “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.”

 

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; “

Os discípulos haviam ficado assustados e tristes com a previsão da perseguição que sofreriam com a partida de Jesus: “Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza” (João 16:6). A ideia da partida de Jesus parecesse catastrófica para os apóstolos. Querendo animá-los Jesus prefacia a sua ressalva com a declaração solene: “Mas eu vos digo a verdade”. Neste contexto, essa frase tem a mesma função que a confirmação dupla muitas vezes registrada por João: “em verdade, em verdade”, essa expressão salientava a importância do que seria dito a seguir.

Jesus lhes garante que seria melhor que ele vá, não apenas para Ele (João 14:28), mas também para os discípulos. Mesmo que sua partida sirva de sinal para o início da futura perseguição aos discípulos. Pois, a vinda do Consolado da parte de Deus (Parâcleto) havia de compensá-los pela perda da sua presença visível e, além disso, iria equipá-los com todos os recursos de que precisarão no novo tipo de vida que terão em breve.

Jesus explicou claramente que “covinha” que ele partisse: se não o Consolador não viria, se ele não fosse embora.  A razão por que o Espírito tinha de ser enviado após a partida de Jesus não é explicada aqui. Mas podemos inferir que essa partida beneficiaria o ministério dos discípulos, quando eles deixassem de depender da presença física de Jesus.

 

“... mas, quando eu for, vo-lo enviarei.”

Depois que Jesus partisse, Jesus enviaria o Espírito aos seus discípulos. Em João 7:39 João explicou em que “o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. A glorificação de Jesus envolveu seu sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição e ascensão à direita de Deus no céu. Era necessário que essa glorificação acontecesse antes de Jesus enviar o Espírito.

O Espírito Santo havia de descer sobre eles com poder. Essa fato só se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo além de capacitar os discípulos a falarem novas línguas, também os revestiu de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Isso só ocorre após Jesus subir ao Pai conforme Ele mesmo prometeu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_02.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-18.html

João 20.22


João 20.22 “ E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.”

 

“ E, havendo dito isso, “

Jesus ressurreto apareceu aos seus discípulos e lhes saudou duas vezes dizendo: “Paz seja convosco” (João 20:19,21). Isso justificou suas próprias palavras aos discípulos antes de sua morte: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27).

Após lembra-los dessa Paz Cristo os comissionou: “assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20:21). Jesus havia nesse sentido já orado ao pai: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (João 17:18). Após a dupla saudação e comissão Jesus assoprou sobre eles.

 

“...assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. ”

Apesar de Cristo haver soprado sobre os discípulos dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido plenamente derramado.  João explica isso no seu evangelho após as palavras de Jesus:  Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia colocado essa condição: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).

O Espírito Santo desceu sobre eles com poder. Esse fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa do Espírito, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=Recebei+o+Esp%C3%ADrito+Santo


Romanos 8:9

Romanos 8:9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. ”

 

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. “

Paulo aplica aos seus leitores, em termos pessoais, as verdades que vinha expondo em termos gerais. No verso 8 ele vinha usando a terceira pessoa do plural: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v.8), agora nesse verso ele muda para a segunda pessoa, dirigindo-se diretamente aos seus leitores. Ele diz: Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós“. 

Por causa da obra de Cristo por nós e da ação do Espírito em nós, fomos feitos morada de Deus, templos do Espírito Santo. Ele habita em nós. Aquele que nem os céus dos céus podem conter agora habita em nós, vasos frágeis de barro. Somos a casa de Deus, o templo da sua habitação.

O que identifica o verdadeiro cristão é a habitação do Espírito Santo.  O Espírito Santo deve fazer uma diferença visível na vida do verdadeiro cristão. Se não for assim possivelmente o Espírito não habitará nele.

Ser habitado pelo pecado (Romanos 7.17, 20) é a porção natural que cabe a todos os filhos de Adão; o privilégio dos filhos de Deus é que, já que neles habita o Espírito, ele é que vai combater e subjugar o domínio do pecado. Como Jesus prometeu, "ele vive com vocês e estará em vocês" (João 14.17).

 

“Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Por outro lado, se não temos em nós o Espírito de Cristo, definitivamente não pertencemos a Cristo: "Se um homem não possui o Espírito de Cristo, não é cristão" (NEB). Visto que somente o Espírito coloca os homens em viva relação com Cristo, não pode haver tal relação com Cristo independentemente do Espírito.

Wesley escreveu: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo habitando-o e governando-o. Esse tal não é dele - Ele não é membro de Cristo, não é cristão; não está no estado de salvação. É uma clara e expressa declaração, que não admite exceção. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mateus 11.15).

George Tipps chama “o Espírito de Cristo” de batimento cardíaco do cristão, observando que, para averiguar se um paciente está morto ou vivo, um médico primeiramente verifica o pulso e o batimento cardíaco. Da mesma forma, diz Tipps sem o Espírito de Cristo, um indivíduo está morto espiritualmente!

É digno de nota que nesse verso o "Espírito de Deus" é também chamado de "o Espírito de Cristo" e que ter o Espírito de Cristo em nós (9b) é ter Cristo em nós (10a). O objetivo disso não é confundir as pessoas da Trindade, identificando o Pai com o Filho ou o Filho com o Espírito. É, isto sim, enfatizar que, embora eles sejam eternamente distintos em sua maneira pessoal de ser, compartilham também da mesma essência divina e da mesma vontade. Por isso são inseparáveis. Aquilo que o Pai faz, ele o faz através do Filho, e o que o Filho faz, ele o faz por meio do Espírito. Na verdade, onde quer que um esteja, ali estarão também os outros dois.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 Wesley, John. Romanos notas explicativas; tradução Duncan Alexander Reily - São Paulo: Cedro 2000.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf

João 16:13


João 16:13 “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. ”

 

“Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; “

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela.

A tradução que diz “ele vos guiará a toda a verdade” não está correta; eles já tinham sido colocados no caminho da verdade por Jesus, e o Espírito os conduziria adiante ao longo deste caminho: “ele vos guiará em toda a verdade “.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

 

“... porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, “

Jesus tinha vindo à terra como revelador do Pai, mas o tempo do seu ministério foi curto demais para que os discípulos pudessem assimilar tudo o que ele tinha a revelar. Entretanto, seu ministério de revelação haveria de ser continuado pelo Espírito, depois da sua partida.

Jesus tinha insistido, mais de uma vez no fato de que não falava ou agia por iniciativa própria; ele fazia o que o Pai mandava (João 5.19,30, 8.28, 12.49). Da mesma forma, o Paracleto, quando vier, não falará por iniciativa própria. Ele não tem mensagem a transmitir que seja além da que está implícita no Verbo encarnado; é sua função tornar esta mensagem explícita.

Ele falará acerca de tudo o que tiver ouvido assim como Cristo o fazia: “Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai” (João 8.38). Paulo escreveu aos coríntios sobre o conhecimento do Espírito: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2:11,12).

 

“... e vos anunciará o que há de vir. ”

Quanto às coisas que hão de vir, pode-se concluir que o Espírito as revela através do dom de profecia na igreja. O verbo “anunciai”, no entanto, é o mesmo de João 4.25, onde a mulher samaritana diz que o Messias, quando vier, “nos anunciará todas as coisas".

Assim como se esperava que o Messias expusesse claramente todas as implicações da revelação que tinha precedido sua vinda, o Paracleto também explicará todas as inferências da revelação existente no Messias, e as aplicará com relevância a cada geração subsequente.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.


João 15:26


João 15:26 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

 

“Mas, quando vier o Consolador, “

O Consolador também denominado ”Espírito da verdade” é a terceira pessoa da Divindade. Ele viria após a partida de Cristo: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16.7). A palavra grega (paraklētos), traduzida por “Consolador” na RA, “originalmente significava no sentido passivo… ‘aquele que é chamado para auxiliar alguém’”.

No grego secular, referia-se a alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, sem, contudo, se restringir ao significado técnico do latim advocatus, relativo a um conselheiro jurídico. Johannes Behm observou que “a forma passiva não descarta a idéia de paraklētos como um ser ativo que fala ‘em nome de alguém perante alguém’”. O termo ocorre uma vez fora do Evangelho de João, em 1 João 2:1, onde o sentido jurídico é devidamente aplicado a Jesus como nosso “Advogado” nos tribunais celestiais.

 

“... que eu da parte do Pai vos hei de enviar, ”

João não fez nenhuma distinção significativa sobre como Jesus disse que o Consolador seria enviado, se pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16), pelo Pai em nome de Jesus ((João 14:26), ou pelo próprio Jesus da parte do pai ((João 15:26; 16:7). Sempre que repetia um conceito, João o fazia com variações. Isso revela o relacionamento íntimo do Espírito com os outros dois membros da Trindade. Por fazerem parte de uma só substância, assim com Espírito e alma é difícil às vezes dividi-los.

 

“... aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. ”

O Consolador é chamado de “Espírito da verdade", ou seja, aquele que nos ensina a verdade acerca de Cristo. Jesus é a personificação da verdade (João 14.6); a verdade que o Espírito irá revelar não acrescenta nada à “verdade que está em Jesus” (Efésios 4.21); é apenas um desvendamento mais completo dela. O Espírito está pronto a ensinar e convencer a todos.

Todavia ele não terá nada a oferecer ao mundo, ou seja, todo o conjunto de incrédulos, que não são capazes de lhe dar valor ou reconhecê-lo: “que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (João 14.17). Homens mundanos, que consideram as coisas visíveis a única realidade, não discernem nem entendem as operações do Espírito (1 Coríntios 2.14).

A constatação de que o Espírito procede do Pai provavelmente não tem sentido metafísico; é outra maneira de dizer que o Espírito é enviado pelo Pai. A ampliação da igreja ocidental da frase: “Que procede do Pai e do Filho (filioque)" pode ser justificada porque tanto o Pai como o Filho enviam o Espírito; a objeção básica a ela é que não foi correto que uma parte da igreja fizesse uma alteração como esta no credo ecumênico sem consultar o restante da igreja, em especial a igreja oriental.

O Espírito testificaria de Cristo. O testemunho que Jesus tinha dado, com suas palavras e ações não cessaria quando ele não estivesse mais no mundo. O Espírito assumiria este ministério de testemunhar e levá-lo-ia adiante, e o faria através dos discípulos.

O Espírito capacita os discípulos perseguidos a darem testemunho com ousadia: “Quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (Mateus 10.19.; Marcos 13.11).

Há um exemplo marcante do cumprimento desta promessa em Atos 5.32, onde Pedro e seus companheiros defendem-se diante do sumo sacerdote e do conselho, e proclamam a ressurreição e entronização de Jesus, dizendo: “Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/04/joao-1426.html


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JULHO 2025 (João 13.15)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JULHO 2025
JESUS TRAZ SENTIDO AO GESTO DO LAVA-PÉS COM OS DISCÍPULOS

João 13.15 "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também."


"Porque eu vos dei o exemplo, "

Jesus responde à sua própria pergunta e chama a atenção dos discípulos para as implicações dos títulos que eles lhe davam: "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou" (João 13.13). Já que o reconheciam como Mestre e Senhor deles, então que também aceitassem sua orientação e seguissem seu exemplo; sua instrução é transmitida tanto por preceito quanto por prática.

Em vez de buscar posições de destaque para si mesmos, eles deveriam seguir o exemplo de seu Senhor, realizando humildemente até mesmo os serviços mais humildes.  Jesus afirmou, assim, que aquele ato não foi casual. Ele deu o exemplo supremo a ser seguido por seus discípulos. Sobre seu a nós exemplo Pedro escreveu: "Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (1 Pedro 2.21)

Os exemplos, modelos ou paradigmas fazem parte de nossa vida assim com o ar que respiramos. Na história bíblica observamos que quando havia uma crise política ou religiosa, essa crise se dava em razão da falta de modelos ou referenciais. Aconteceu assim no período dos Juízes (Juízes 17) e também em outros momentos da história da nação hebraica. Quando Arão construiu o bezerro de ouro, o fez porque o povo se achou sem um modelo para seguir. O longo período em que Moisés, o grande legislador hebreu, ficou ausente, favoreceu esse fato (Êxodo 32.1). No vácuo criado pela ausência de Moisés, o povo queria seguir os deuses pagãos como modelo.

Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores baralhas. As forças adversárias tinham um contingente três vezes superior ao seu, além de um equipamento mais moderno. Napoleão avisou a seus generais que ele estava indo para a frente de batalha, e estes procuraram convencê-lo a mudar de ideia.— Comandante, o senhor é o império. Se morrer, o império deixará de existir. A batalha será muito difícil. Deixe que cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confiem em nós. Tudo em vão; não houve nada que o fizesse mudar de ideia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o, e de novo, tentou mostrar o perigo de ir para a frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse: — Não tem jeito, eu vou. — Mas por que, comandante? — É mais fácil puxar do que empurrar!

O apóstolo Paulo entendendo essa carência que possuímos de modelos se colocava nessa brecha quando escrevia: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo" (1 Coríntios 11.1). Quando Paulo pedia para que o imitassem, não estava sendo presunçoso com falta de modéstia, ou com falsa humildade, mas estava cheio de uma coragem espiritual e moral de colocar-se, em Cristo, como referência de vida e fé para aquela igreja (1Coríntios 4.16,17; 11.1; Efésios 5.1). 


"... para que, como eu vos fiz, façais vós também."

Jesus tira as desculpas de qualquer discípulo que imagina ser importante demais para fazer qualquer humilde serviço. Se o Senhor e Mestre deixou de lado sua posição para servir humildemente, qual servo que poderá recusar-se a tomar a mesma atitude?

Ao lavar os pés deles, Jesus não rebaixou sua dignidade, por mais embaraçoso que isto pudesse ter parecido a eles. William Temple disse: “Quando alguém faz questão de destacar sua dignidade, geralmente consegue acabar com ela”; o Senhor foi a única pessoa na terra a não fazer questão da sua dignidade, mesmo que seus seguidores tantas vezes ostentassem a deles. Seu ato serviçal conscientemente não-egoísta reforçou de modo involuntário sua dignidade - foi mais uma manifestação da glória divina que residia no Verbo que se fez carne.

Lavar os pés aos irmãos significa servi-los em humildade e amor (Atos 20.35; Romanos 12.10; 15.1-3; 1 Coríntios 9.22; Gálatas 5.13; 6.1,2). Jesus quer dizer que devemos estar dispostos, como nosso Mestre, a deixar de lado os nossos direitos e privilégios e nossa preocupação com as honras que queremos receber dos outros, e, vestindo a humildade e o amor, trabalhar para tirar nosso próximo do lamaçal de infortúnios em que o pecado o mergulhou.

Assim como ele disse a Pedro: “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”, também queria que os discípulos entendessem que, recusando-se a lavar os pés uns aos outros, recusando-se a servir uns aos outros em amor, não leriam parte com ele.

Pedro, nas suas Epístolas, faz frequentes alusões a algumas das suas experiências narradas nos Evangelhos. Por exemplo, com pare 1 Pedro 5.8 com Lucas 22.31,32 e 1 Pedro 5.2 com João 21.15-17. É muito provável que Pedro tivesse em mente o incidente da lavagem dos pés quando escreveu aos cristãos: “Semelhantemente vós, mancebos, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pedro 5.5). No grego original, a palavra traduzida por “cingir” provém de um termo que descreve o avental usado pelos escravos em serviço, de modo que se pode interpretar assim a expressão; “Vistam o avental da humildade para servir uns aos outros” . Foi exatamente isto que o Senhor Jesus fez quando lavou os pés aos discípulos e como ele devemos também fazer.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_01.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

GONÇALVES, José. Sábios Conselhos para um viver vitorioso - Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

RANGEL. Alexandre. As Mais Belas Parábolas de todos os Tempos, vol. 1. Belo Horizonte: Leitura, 2002.