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segunda-feira, 31 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE MARÇO DE 2025 (Genesis 3.15)
domingo, 30 de março de 2025
Lição 1: O Verbo que se tornou carne - 2 Trimestre de 2025
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ”
O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.
A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Isaías 7.14; Mateus 1.123) são obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35). Tal encarnação do Verbo é considerada um mistério (1 Timóteo 3.16).
“... e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, “
“E vimos a sua glória”. Não meramente a glória externa revelada na transfiguração na qual João testificou: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1). E que Pedro mencionou: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” (2 Pedro 1.16-18), mas, o esplendor do seu divino caráter.
Era a mesma glória de Deus, pois, Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Afinal, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 12.9). Quem o vê, vê o Pai, pois Ele e o Pai são um. Não era um a glória refletida como a glória de um santo, e sim a “glória do unigênito do Pai”.
A etimologia do termo “unigênito” em grego, indica a deidade do Filho. O vocábulo vem de monós, “único”, e de genés, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”. Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.
“... cheio de graça e de verdade. ”
A palavra graça só aparece aqui e em 1.16-17. E a graça que Ele veio dar aos homens. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça (v.16). Afinal “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (v.17).
A palavra que acompanha graça é verdade, e a verdade é o caráter essencial do Verbo. Esta é a verdade no sentido filosófico da realidade, no sentido ético da santidade, e no sentido moral do amor. Jesus disse a respeito de si mesmo: “Eu sou.… a verdade”.
Bruce sobre esse verso escreveu: Moisés, no deserto, pediu um favor de Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória". A resposta foi: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor" (Êxodo 33.18.). E, passando o Senhor por diante dele, clamou: “Senhor, Senhor, Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade..." (Êxodo 34.5).
Estas palavras expressam a bondade que é a glória incomparável de Deus, pois, as palavras gregas de João 1.14, traduzidas cheio de graça (charis) e de verdade (aiêtheia), facilmente podem ser reconhecidas como uma tradução da última frase “grande em misericórdia (hesed) e fidelidade (emeth)". A glória vista no Verbo encarnado foi a glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifesta na terra a todos os que nele creem.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2024
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.
HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
sábado, 29 de março de 2025
Filipenses 2:6
Filipenses 2:6 "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,"
"Que, sendo em forma de Deus,"
O texto destaca a palavra “forma”, sugerindo ser aquilo que tem uma configuração, uma semelhança. Porém, em relação a Deus, o seu significado, de fato, refere-se à forma essencial da divindade. A forma de Deus em Jesus é inalterável, porque a sua essência pertence à divindade e é imutável.
A forma verbal da palavra “sendo” aparece em outras versões como subsistir, ou existir, ser por natureza ou pela própria constituição: “subsistia em forma de Deus”. Paulo estava se referindo ao estado de Cristo antes de vir a este mundo e assumir sua humanidade. Vários textos bíblicos comprovam a pré-existência de Cristo (João 1.1-3; 3.13; 17.5; 2 Coríntios 8.9; Colossenses 1.15-17; Hebreus 1.1-3).
Esta “forma de Deus” pressupõe sua deidade, existindo ou subsistindo, original e eternamente como Deus. Ele subsiste eternamente em forma de Deus e, temporariamente, assumiu a “forma de servo” (Filipenses 2.7).
"... não teve por usurpação ser igual a Deus,"
Quando Jesus estava na terra, não se apegou às prerrogativas da divindade para vencer o Diabo, mas fez-se semelhante aos homens. Como homem, tinha certa limitação em tempo e espaço e, portanto, submisso ao Pai. Eis a razão de Ele ter dito em João 14.28: ‘O Pai é maior do que eu” (p. 49).
Em sua encarnação, Jesus conservou todos os seus atributos. Ele não abandonou seu direito de divindade, mas não usou completamente seus atributos de divindade enquanto “filho do homem”. Cristo era, e ainda é, igual a Deus, o Pai, não no sentido de ser a mesma pessoa, mas o de ter a mesma natureza e a mesma glória (João 17.5).
O texto diz que “ele não julgou como usurpação ser igual a Deus”. Significa que Ele não considerou a sua igualdade divina com o Pai como algo que quisesse reter para si. Ele não agiu egoisticamente, pensando apenas em si mesmo. Ele preferiu esvaziar-se de sua glória divina para assumir a natureza humana a fim de salvar a todos.
Os religiosos radicais de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele se identificou como “sendo igual a Deus”. Ao seu discípulo Filipe, Jesus afirmou a sua igualdade ao Pai (João 14.9-11). Jesus é chamado Deus em vários textos, como: João 1.1; 20.28; Hebreus 1.8; Tito 2.13; Apocalipse 21.7.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/4/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008
Filipenses 2:5
Filipenses 2:5 "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,"
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE MARÇO DE 2025 (2 Pedro 1.21)
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD29 DE MARÇO DE 2025A BÍBLIA SAGRADA FOI PRODUZIDA POR HOMENS MOVIDOS PELO ESPÍRITO SANTO
2 Pedro 1.21 “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. ”
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum,
Neste ponto, Pedro tinha em mente o Antigo Testamento quando diz “profecia”, mas podemos fazer a mesma aplicação ao Novo (2 Pedro 1.19). A mensagem dos profetas não se resume a uma retórica baseada em imaginação humana, nem é algo artificialmente construído. Nenhuma parte dessa revelação “é de particular interpretação” (v.20). As experiências dos profetas, como as do próprio Pedro no monte da transfiguração, provam a iniciativa divina em comunicar seus oráculos à humanidade.
A Palavra de Deus tem sua origem no céu, e não na terra. Ela procede de Deus, e não do homem. John Wesley disse que a Bíblia só poderia ter três origens: anjos e homens bons; demônios e homens maus; ou Deus. Não poderia ser escrita por anjos e homens bons, pois repetidamente se registra: Assim diz o Senhor. Não poderia ter sido escrita por demônios e homens maus, porque seu conteúdo exalta a santidade e reprova o pecado. Só nos resta uma opção: a Bíblia foi ideia de Deus.
“... mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. ”
Podemos acreditar realmente na Palavra de Deus, pois nenhuma profecia jamais foi entregue porque alguns homens decidiram produzi-la por si mesmos. A Bíblia nunca registrou nenhuma interpretação ou ideias pessoais de quem quer que seja como regra de fé e conduta, mas homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo, ou falaram da parte de Deus, sendo sustentados pelo Espírito Santo.
Os escritores não eram a fonte da mensagem, mas seus portadores. As Escrituras não são palavras de homens, mas a Palavra de Deus enviada por intermédio de homens santos. O Espírito Santo não usava instrumentos; usava homens. O modo de Deus sempre é o da verdade através da personalidade, conforme foi perfeitamente demonstrado na encarnação. Chamamos isso de inspiração dinâmica. Além disto, não fez uso de quaisquer homens, mas, sim, de homens santos, os que estavam dedicados ao Seu serviço e plenamente comprometidos.
Os papéis relativos desempenhados pelos autores humanos e divino não são mencionados, mas, sim, apenas o fato da sua cooperação. Existe implícita nesse verso uma metáfora marítima. Os profetas içaram suas velas, por assim dizer (eram obedientes e receptivos), e o Espírito Santo as enfunou e levou seu barco na direção por Ele desejada. Os homens falavam: Deus falava. Qualquer doutrina correta da Escritura não negligenciará qualquer parte desta verdade.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/2/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.
HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.
GREEN, Michael. II Pedro e Judas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
Lopes, Hernandes Dias. 2 Pedro e Judas : quando os falsos profetas atacam a Igreja. São Paulo: Hagnos, 2013sexta-feira, 28 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE MARÇO DE 2025 (1 Pedro 1.25)
"E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf
ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
quinta-feira, 27 de março de 2025
Texto Áureo Lição 13: Perseverando na Fé em Cristo. 2 Pedro 1.19
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE MARÇO DE 2025 (Hebreus 4.12)
27 DE MARÇO DE 2025
Hebreus 4.12 “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. ”
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz...”
1) A palavra de Deus é Viva. O Comentário Esperança descreve que “viva é a Palavra de Deus, porque jorra da fonte de toda a vida, que jamais seca (Sl 36.10) e é capaz de infundir nova vida nos corações humanos (Jo 6.63; 1Pe 1.23-25; Is 40.8)”. Donald Guthrie argumenta “que a Palavra é viva e demonstra que reflete o caráter verdadeiro do próprio Deus, a fonte de toda a vida”. 2 Em suma, a “Palavra é viva” pois o Deus da Palavra é um “Deus vivo” (Hb 3.12; 9.14; 10.31; 12.22).
2) A palavra de Deus é Eficaz. A afirmação de que a Palavra de Deus é “eficaz” ecoa Isaías 55:11, em que o profeta declarou que a “palavra” de Deus não volta para Ele “vazia”, mas faz o que Ele deseja que ela faça. Uma vez que nada pode ser ocultado de Deus, é apropriado que Ele tenha designado o evangelho para atingir cada parte do nosso ser e expor as nossas deficiências. A Palavra de Deus, pelo seu próprio caráter exige uma resposta autêntica por parte daqueles que a escutam, ela é cheia de poder para alcançar resultados. Quando Deus a faz agir pelo seu Espírito, ela convence poderosamente, conforta poderosamente. Ela é tão forte que derruba as fortalezas (II Co 10.4-5)
“...e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, ”
A comparação da Palavra de Deus como uma espada é de emprego frequente na Bíblia Sagrada (Ef 6.17; Ap 1.16; 2.12; 19.13-15). O uso figurado da espada de dois gumes simboliza que a Palavra de Deus é tão bem afiada que nada existe que ela não possa transpassar. Simon Kistemaker adverte que “o simbolismo transmite a mensagem de que o julgamento de Deus é severo, justo e terrível. Deus tem o poder supremo sobre suas criaturas; aqueles que se recusam a escutar sua Palavra enfrentam julgamento e morte, enquanto aqueles que obedecem a ela entram no descanso de Deus e têm vida eterna”. 7 Implica dizer que a raça humana será julgada pela autoridade da Palavra de Deus.À Igreja em Pérgamo, o Senhor ordenou o arrependimento sob pena do juízo pela espada da Sua boca (Ap 2.16). Assim sendo, nenhuma resistência humana consegue impedir a ação da espada do Espírito (Ef 6.17).
“...e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, ”
O termo “penetrar” só ocorre aqui em Hebreus. É uma ideia de Lucas, equivalente a “atingir o âmago” (Atos 5:33; 7:54). O poder “penetrante” do evangelho é visto em Atos 2:36–38. Por causa do que seu público “ouviu”, “compungiu-se” o coração de muitos. A mensagem do evangelho trouxe convicção. Ela penetra e atinge o âmago de nosso interior, examina os segredos obscuros e revela o nosso verdadeiro caráter; ainda expõe os desejos de nossa alma e os conflitos entre o nosso espírito e a carne (Gl 5.17).O “espírito” (pneuma) e a “alma” (psiche) são distintos ou são sempre meras variações da mesma coisa? Às vezes é difícil distingui-los: perder a “alma” espiritualmente não é o mesmo que perder o espírito (Mateus 16:26)? Todavia, dizemos que uma “alma” falece, e não que um “espírito” falece. Na cruz Jesus entregou Seu “espírito” (pneuma) ao Pai (Lucas 23:46), e não a Sua “alma". Primeira Tessalonicenses 5:23 deixa implícita a natureza tríplice do ser humano. Todavia, as tentativas de se fazer uma distinção entre alma e espírito geralmente parecem fabricadas. A Palavra de Deus pode separar a alma do espírito como uma espada pode separar as juntas e medulas, ou seja, as partes mais secretas e íntimas do corpo. Podemos nos referir apropriadamente, como faz Hebreus, ao “corpo”, à “alma” e ao “espírito” de uma pessoa. Independentemente do que esses termos denotam para nós, sabemos que Deus salvará a pessoa integralmente – dando-lhe um novo corpo espiritual que será salvo eternamente.
“...e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. ”
O termo grego “kardia”, traduzido como “coração”, é usado figurativamente para se referir às fontes ocultas da vida pessoal. Em seu significado moral, inclui as emoções, a razão e a vontade. No livro aos Hebreus, o termo é aplicado tanto no sentido negativo como positivo. Negativamente, o coração pode ser “endurecido” (Hb 3.8,15; 4.7); pode “errar” ou “desviar-se” (Hb 3.10); e ser “mau e infiel” (Hb 3.12). Positivamente, a lei de Deus pode ser “escrita no coração” (Hb 8.10; 10.16); o coração pode ser “purificado da má consciência” (Hb 10.22); e, ainda, o coração pode ser “fortalecido pela graça” (Hb 13.9). Flanigan elucida que, no texto em questão, a Palavra de Deus “tem habilidade para julgar todo movimento e sentimento do coração. Ela pode julgar nossos pensamentos antes deles se tornarem palavras, e nossas intenções antes delas se tornarem ações”.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/02/2022
Fontes:
BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
LAUBACH, Fritz. Carta aos hebreus: comentário esperança. Curitiba: Editora Esperança, 2000.
GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Hebreus.São Paulo: Cultura Cristã, 2003
FLANIGAN, J. M. Comentário Ritchie do Novo Testamento: Hebreus. Ourinhos: Edições Cristãs, 2001.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201403_09.pdf>. Acesso em 10 fev.2022.
quarta-feira, 26 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE MARÇO DE 2025 (João 10.35)
26 DE MARÇO DE 2025
O SENHOR JESUS, A MAIOR AUTORIDADE NO CÉU E NATERRA" DISSE QUE A PALAVRA É INERRANTE
João 10.35 "Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada,"
"Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida,"
Jesus rebate a acusação de blasfêmia argumentando a partir da Escritura. Ele cita o Salmo 82. "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo" (Salmo 82.6).Nesse salmo, o Deus supremo levanta-se no conselho divino para pronunciar julgamento sobre seres chamados “deuses” (elõhím). Sua acusação contra eles é que administram a justiça com injustiça, favorecendo os maus em vez de garantir o direito dos desamparados e oprimidos; a sentença que ele lhes pronuncia é a morte: Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir. (Salmo 82.7).
O juiz, no conselho, é Deus para os homens. Esta idéia aparece com clareza em alguns dos regulamentos de Êxodo. Êxodo 21:1-6 diz de que maneira o servo hebreu pode ficar livre ao sétimo ano. O versículo 6 diz: "Então seu amo o levará perante os juízes". Mas na versão hebraica, a palavra que se traduz por juízes é elohim, que significa deuses. Em Êxodo 22:9,28 se usa a mesma expressão.
Até as Escrituras, ao falar dos homens aos quais Deus encarregou uma tarefa, referiam-se a eles como deuses.
"... e a Escritura não pode ser anulada,"
Os intérpretes judeus dividiam-se (como acontece com os intérpretes até hoje) sobre se aqueles a quem Deus se dirige nestes termos são seres celestiais ou juizes humanos. Visando o nosso propósito presente, esta questão não tem importância primordial; relevante é o fato de que declaradamente são seres inferiores ao Deus supremo, que ele, mesmo assim, chama de “deuses” (v.6)
Se o próprio Deus os chama de “deuses” (e até de “filhos do Altíssimo”), por que deve ser considerado ofensa capital por parte do enviado pelo Pai se ele se chama de Filho de Deus? Portanto, Jesus disse: "Se as Escrituras podem falar assim sobre os homens, por que não posso usar os mesmos termos para falar de mim mesmo?
Uma vez que os judeus reconheciam a autoridade divina da sua lei (Biblia hebraica), deviam então aceitar as implicações do que estava escrito nela. A Escritura não pode falhar ou “ser invalidada” (Mc 7.13); não pode ser colocada de lado quando seu ensino não convém. O que está escrito permanece escrito.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
terça-feira, 25 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE MARÇO DE 2025 (Marcos 7.13)
segunda-feira, 24 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE MARÇO DE 2025 (Exôdo 5.1)
24 DE MARÇO DE 2025
A EXPRESSÃO "ASSIM DIZ O SENHOR" É O SELO DE AUTORIDADE NA BÍBLIA
Exôdo 5.1 "E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."
"E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó:"
Após a chamada de Moisés no deserto de Sinai e a chamada de Arão, seu irmão, para irem diante de Faraó. Desceram Moisés e Arão primeiramente aos anciãos do povo hebreu no Egito. Moisés fez diante deles os sinais que Deus o havia dado, seu cajado tornou-se uma serpente e sua mão tornou-se leprosa.
Todo o povo creu que o Senhor os visitará conforme o senhor disse: "E acontecerá que, se eles não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão à voz do derradeiro sinal" (Exôdo 4.8). O povo entendeu que o Senhor havia atentado para a sua aflição e adoraram o Senhor ali. Depois desta reunião foram Moisés e Arão diante de Faraó.
"Assim diz o SENHOR Deus de Israel:"
Chegando enfim diante de Faraó disseram a ele: "Assim diz o Senhor". Esta expressão é o selo da revelação do Antigo Testamento. Ocorre 276 vezes em 18 livros diferentes. (Êxodo 14.1; Levitico 4.1; Isaías 1.10; Ezequiel 1.3).
O primeiro livro onde ocorre é o de Êxodo e o último é o de Malaquias. Essa frase, nesta forma, não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento. Tanto que Paulo nos adverte: “Aprendais a não ir além do que está escrito…” (1 Coríntios 4.6). Há maldição para quem afirma falar em nome de Deus, mas cujas palavras não vieram Dele.
Ele é chamado como "o Senhor Deus de Israel". Essa é a primeira vez em que Deus é assim identificado. Ele já havia sido chamado nas Escrituras de "Deus de Israel", a pessoa quando Jacó comprou um campo de Hamor em Siquém: "E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel" (Genesis 33.20). A partir daqui Israel se refere ao povo descendente de Jacó.
"Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."
Uma vez que Israel era o povo de Deus, Faraó não deveria mais retê-los para a servidão. Os israelistas por um momento eram escravos dos egipcios, mas o seu Deus não permitiria mais que eles fossem pisoteados: "Portanto o meu povo saberá o meu nome; pois, naquele dia, saberá que sou eu mesmo o que falo: Eis-me aqui" (Isaías 52.6).
Pois, Israel era filho do Senhor e disse Deus a Moisés: "Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva..." (Êxodo 4:22,23).
Deus ordenou q Faraó que permitissem que eles saissem livremente a um lugar em que pudessem exercer sua religião sem ofender os egipicios. Pois Deus esperava deles serviços e sacrificios em sua honra: "E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor." (Exodo 10.9).
FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
domingo, 23 de março de 2025
Lição 13: Perseverando na Fé em Cristo – 1 Trimestre de 2025.
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“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração. ” (2 Pedro 1.19)
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, ”
Pedro escreve que o Evangelho não é apenas uma coletânea de fábulas inventadas (2 Pedro 1.16). O que ele e os outros apóstolos haviam transmitido acerca da vinda de Jesus fora-lhes assegurado pelo próprio Deus que os levou a testemunhar a majestade de Cristo no monte da Transfiguração (Mateus 17.5). Ali o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17).
Todavia, não dependemos desta experiência de Pedro, João e Tiago para termos certeza de quem Jesus é. Pois, temos a Palavra Deus conosco. Neste ponto, Pedro tinha em mente o Antigo Testamento, mas podemos fazer a mesma aplicação ao Novo (2 Pedro 3.16).
Pedro estava dizendo que as Escrituras apoiavam o testemunho que ele estava dando aos seus leitores. As referências do Evangelho de Mateus ao Antigo Testamento visavam esclarecer cada aspecto da vida e do ministério de Jesus. Jesus sobre ele mesmo havia dito aos apóstolos: “Importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas 24:44).
Àqueles não são propensos a crer no relato de Pedro sobre o testemunho de Deus em favor de Jesus no monte. Devem crer na “palavra profética”, pois, ela deixa claro que Jesus era o Filho de Deus. As escrituras contêm autoridade e a presença divina, e isso é suficiente para nos orientar em todas as questões de religião e moralidade: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3.16).
“... à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração. ”
Por conseguinte, fazemos bem ao nos aplicarmos à palavra profética, pois é uma lâmpada que brilha na escuridão da ignorância espiritual deste mundo até que o dia apareça e a estrela da alva desponte.
“A Escritura é como uma candeia que brilha em lugar tenebroso” (ARA). A palavra “tenebroso” só ocorre nesta carta do Novo Testamento. É uma palavra rica de sentidos significa coisas sujas, destituídas de brilho, coisas opacas, escuridão. A “candeia” está brilhando num lugar que é obscuro, sujo e envolto numa neblina encardida.
O “lugar tenebroso” é o mundo em que Pedro e seus leitores viviam. É o mundo em que os crentes continuam a viver. Nesse mundo sombrio, a Palavra de Deus é como “uma candeia que brilha”.
O capítulo mais longo da Bíblia, Salmos 119, é dedicado a exaltar as glórias da Lei. Assim como para Pedro, para o salmista a Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina o caminho: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105).
Pedro prediz que o mundo tenebroso, iluminado com dificuldade pelas Escrituras, desapareceria: até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração. O retrato é de uma longa contemplação noturna interrompida pelos sinais da alvorada. Talvez Pedro tenha se inspirado no salmista: “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na Sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã” (Salmos 130:5, 6).
Existe uma unanimidade com respeito a Números 24:17, “uma estrela procederá de Jacó”, ter inspirado a expressão “a estrela da alva” ou “estrela da manhã”. Tanto os judeus como os cristãos entendiam que Números 24:17 era uma profecia messiânica. Numa passagem sobre a volta do Senhor, surpreende que Pedro acrescente que essa estrela da alva surgiria “em vosso coração”.
Provavelmente ele só queria dizer que o coração dos crentes se alegraria quando as esperanças e os sonhos se realizassem no romper do novo tempo. Mais adiante na carta, o apóstolo trataria dos mesmos fatos em relação ao fim dos tempos e ao julgamento. “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo”, disse ele (2 Pedro 3:10). Para os crentes esse será um dia de alegria e luz. O romper do dia sugere uma nova vida, livre de sofrimento e pecado.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/3/2025
FONTES:
SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201412_03.pdf
sábado, 22 de março de 2025
1 Pedro 1.25
1 Pedro 1.25 "Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."
"E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf
ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Exôdo 5.1
Exôdo 5.1 "E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."
"E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó:"
Após a chamada de Moisés no deserto de Sinai e a chamada de Arão, seu irmão, para irem diante de Faraó. Desceram Moisés e Arão primeiramente aos anciãos do povo hebreu no Egito. Moisés fez diante deles os sinais que Deus o havia dado, seu cajado tornou-se uma serpente e sua mão tornou-se leprosa.
Todo o povo creu que o Senhor os visitará conforme o senhor disse: "E acontecerá que, se eles não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão à voz do derradeiro sinal" (Exôdo 4.8). O povo entendeu que o Senhor havia atentado para a sua aflição e adoraram o Senhor ali. Depois desta reunião foram Moisés e Arão diante de Faraó.
"Assim diz o SENHOR Deus de Israel:"
Chegando enfim diante de Faraó disseram a ele: "Assim diz o Senhor". Esta expressão é o selo da revelação do Antigo Testamento. Ocorre 276 vezes em 18 livros diferentes. (Êxodo 14.1; Levitico 4.1; Isaías 1.10; Ezequiel 1.3).
O primeiro livro onde ocorre é o de Êxodo e o último é o de Malaquias. Essa frase, nesta forma, não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento. Tanto que Paulo nos adverte: “Aprendais a não ir além do que está escrito…” (1 Coríntios 4.6). Há maldição para quem afirma falar em nome de Deus, mas cujas palavras não vieram Dele.
Ele é chamado como "o Senhor Deus de Israel". Essa é a primeira vez em que Deus é assim identificado. Ele já havia sido chamado nas Escrituras de "Deus de Israel", a pessoa quando Jacó comprou um campo de Hamor em Siquém: "E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel" (Genesis 33.20). A partir daqui Israel se refere ao povo descendente de Jacó.
"Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."
Uma vez que Israel era o povo de Deus, Faraó não deveria mais retê-los para a servidão. Os israelistas por um momento eram escravos dos egipcios, mas o seu Deus não permitiria mais que eles fossem pisoteados: "Portanto o meu povo saberá o meu nome; pois, naquele dia, saberá que sou eu mesmo o que falo: Eis-me aqui" (Isaías 52.6).
Pois, Israel era filho do Senhor e disse Deus a Moisés: "Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva..." (Êxodo 4:22,23).
Deus ordenou q Faraó que permitissem que eles saissem livremente a um lugar em que pudessem exercer sua religião sem ofender os egipicios. Pois Deus esperava deles serviços e sacrificios em sua honra: "E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor." (Exodo 10.9).
FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
João 10.35
João 10.35 "Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada,"
"Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida,"
Jesus rebate a acusação de blasfêmia argumentando a partir da Escritura. Ele cita o Salmo 82. "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo" (Salmo 82.6).Nesse salmo, o Deus supremo levanta-se no conselho divino para pronunciar julgamento sobre seres chamados “deuses” (elõhím). Sua acusação contra eles é que administram a justiça com injustiça, favorecendo os maus em vez de garantir o direito dos desamparados e oprimidos; a sentença que ele lhes pronuncia é a morte: Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir. (Salmo 82.7).
O juiz, no conselho, é Deus para os homens. Esta idéia aparece com clareza em alguns dos regulamentos de Êxodo. Êxodo 21:1-6 diz de que maneira o servo hebreu pode ficar livre ao sétimo ano. O versículo 6 diz: "Então seu amo o levará perante os juízes". Mas na versão hebraica, a palavra que se traduz por juízes é elohim, que significa deuses. Em Êxodo 22:9,28 se usa a mesma expressão.
Até as Escrituras, ao falar dos homens aos quais Deus encarregou uma tarefa, referiam-se a eles como deuses.
"... e a Escritura não pode ser anulada,"
Os intérpretes judeus dividiam-se (como acontece com os intérpretes até hoje) sobre se aqueles a quem Deus se dirige nestes termos são seres celestiais ou juizes humanos. Visando o nosso propósito presente, esta questão não tem importância primordial; relevante é o fato de que declaradamente são seres inferiores ao Deus supremo, que ele, mesmo assim, chama de “deuses” (v.6)
Se o próprio Deus os chama de “deuses” (e até de “filhos do Altíssimo”), por que deve ser considerado ofensa capital por parte do enviado pelo Pai se ele se chama de Filho de Deus? Portanto, Jesus disse: "Se as Escrituras podem falar assim sobre os homens, por que não posso usar os mesmos termos para falar de mim mesmo?
Uma vez que os judeus reconheciam a autoridade divina da sua lei (Biblia hebraica), deviam então aceitar as implicações do que estava escrito nela. A Escritura não pode falhar ou “ser invalidada” (Mc 7.13); não pode ser colocada de lado quando seu ensino não convém. O que está escrito permanece escrito.
BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
Marcos 7.13
Marcos 7.13 "Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas."
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE MARÇO DE 2025 (Romanos 16.1-2)
FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.
STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.
Lopes, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.
sexta-feira, 21 de março de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE MARÇO DE 2025 (1 Coríntios 16.1-2)
"TESOURARIA" PARA CUIDAR DA FINANÇAS
BARCLAY, William. I y II Coríntios. 1973
MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983










